O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

“BOLACHINHA”

                                         

       Quem nasceu numa cidadezinha perdida lá nas curvas do vento onde o tempo parece ter parado, sabe, com certeza, do que estamos falando. Conversa séria e densa, não dessas tenras, das criancinhas desavisadas que desconhecem o gosto das coisas. “Bolachinha” é coisa séria, muito séria! Mas não se trata de alimento feito na base de farinha de trigo.
      Não; “Bolachinha” é nome sagrado, amado, acalentado, e trás milhares de recordações doces que se embalam nos sonhos pueris, juvenis e da anciedade (velhice), que se despede dia a dia, nesse despedir-se sem limites, nesse plantar de cruzes, nesse apego terrível que temos de lotear e encher cemitérios, nesse apagar terrível de memórias, nesse desaparecer dolorido de vidas, nesse pagar preço de dívida que é a morte, nesse despedir-se terrível da vida e da existência, nesse desafiar e desfiar saudades e recordações, e nesse sepultar incansável das coisas boas.
       Mas devem ser sepultadas. As páginas dos livros precisam e devem ser lidas. É a renovação.
       Devemos, pois, nos recordar, embora coretos, dobrados, polcas, marchinhas, valsas de Viena e outros não possam ser alcançados, pela finitude das coisas que desaparecem na inexorabilidade existencial. Namorar, beijar, sonhar e acompanhar a bandinha de sapatos novos e de roupa nova que as mães faziam para os filhos e filhas, nas datas festivas, tudo para se esparramar na praça, nos coretos, ou acompanhar a “Bolachinha” com as tocatas de Mestres Bugué, ou de Mestre Evilásio com seus músicos itiubenses.
        Namorar escondidinho, sem luzes e sem testemunhas ao som da “Bolachinha”, apertar a conterrânea namoradinha nos escurinhos, dar os primeiros beijos e arrochar as cabrochinhas dos sertões, são coisas que a vida não mais pode repetir. Tornaram-se ícones, sacrários e relicários, cuja menção não se permite por impuros lábios. Era uma delícia! Duas belas coisas: namorar e ouvir a bandinha lá distante no coreto da praça, seus músicos de vez em quando engolindo fartos goles de cachaça ou cerveja, tudo escondido de Mestre Evilásio.
         É claro, que só nomear e titular a crônica, quem de Itiuba é, ou foi, já sabe que estamos nos referindo e evocando em saudade dolorida, marejados olhos e angustiado coração; a bandinha marcial de Itiúba tanto tempo regido pelos Maestros que fiz referência.
          Quando criança, acompanhamos com elevado espírito de bondade e admiração. Adulto e dirigente da Igreja Batista em Itiúba, sendo a esposa de Mestre Evilásio membro da nossa Igreja, muitas vezes ele se ofereceu gratuitamente para tocar dentro do nosso templo. Como era belo!
        Quase todos se foram. Quem não se foi, está em franco processo de despedida. Malas já prontas esperando o trem que se aproxima. Tudo muito de repente. Outros, nem se despedem de tão apressados. Outros logram lamurientos, perpassar dias.  É. Temos de ir. Um dia arrumamos as malas, nos despedimos, se dá tempo, e partimos.
       Mas aquele dobrado de um dia oito de dezembro de um ano qualquer, longe, distanciado, perdido e esquecido no passado não se apaga da mente de quem um dia ouvi a Bolachinha do Mestre Evilásio.
       “Tempus fugit regit orbe”.

         

sábado, 9 de janeiro de 2016

ESPERANDO NUREMBERG

                                          

       Quem na sua santa ignorância espera que o Brasil resolva seus problemas de gestão com esses fascistas que tomaram o poder, a frente o PT e seus asseclas, está redondamente enganado.
      O panorama não é de simples crise. As prisões liberam presos, os mais perigosos, sete vezes ao ano, nas chamadas saídas temporárias, presos que deveriam estar pagando severas penas, por crimes horríveis, entre eles, os rotulados no Brasil, como hediondos, como se o crime em si já não fosse hediondo.
     Ano passado a gastança cm construção de estádios de futebol para hospedar o que a megalomaníaca e incompetente presidenta do Brasil chamou de “copa das copas”, de ‘ mãe de toda as copas” como se fossemos um país sério.
          Este ano no Rio de Janeiro a gastança se repete com o enriquecimento de grupos de apoio ao assalto da coisa pública,  essa praga que se abateu sobre nós, esvaindo o Rio para os tais Jogos Olímpicos, num desperdício de recursos, a custo de casas desapropriadas e cedidas a grupos que as revende o Estado mancomunado, enquanto as filas se formam nas portas dos hospitais que não contam com médicos, enfermeiros, nem técnicos muito menos remédios e assistência.
          Tudo acontece aos olhos complacentes de uma justiça baqueada, vendida e encolhida comprometida em assegura as classes privilegiadas e detentoras de poder, açambarcando as riquezas e amealhando em desfavor e em desserviço do povo.
          Nos demais estados federados a gastança continua e sem fiscalização desafiam o respeito de um povo que deseja ser respeitado enquanto nas pequenas cidades desde o vereador ao prefeito a roubalheira se tornou epidêmica e desgovernada.
         Sucateada a educação, fechadas as instituições sérias, estudantes desistem de estar por ausência de recursos, restaurantes universitários fecham suas portas enquanto a televisão em pagas chamadas anunciam “Pátria educadora” num amoucado e tresloucado ato de uma presidenta insensível que trata com menosprezo e desrespeita a população como se fosse formada e composta de imbecis.
        A inflação apregoada como estacionada em 10% desde muito já ultrapassou os 25% ou mais, corroendo salários e vencimentos num empobrecimentos descarado enquanto os asseclas e bandidos      que tomaram o poder, pelo voto, diga-se de passagem, rouba e assola o país como se fosse seu, num franco e descarado patrimonialismo.
        Um ex presidente se tornou miliardário enquanto seus filhos e parentes disputam entre eles quem será o mais rico, uma presidente notívaga, louca e ensandecida de tudo pedala sua bicicleta em derredor do palácio e, qual fantasma vaga pelas dependências do palácio, sua morada lauta, como louca desvairada deixando ea assistindo ao país qual barco em alto mar afundar com tudo que nele há.
        Impassíveis assistimos a esbórnia e a ausência dos políticos e dos magistrados de darem cobro nas coisas criminosas.

       Enquanto tais coisas acontecem, Nuremberg precisa despertar para julgar esses criminosos com o povo nas arquibancadas na claque para a condenação dos lesa-pátria. Até quando este país vagará na loucura de seus governantes?

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

LEMBRANÇAS

                                 
        Em 1967 fui estudar num colégio chamado Taylor-Egidio pertencente aos Batistas Brasileiros. Era um crente convertido no ano e 1966, nos primeiros dias de lutas e aprendizado que jamais chega ao fim.
        Certo dia fui chamado pelo Pastor Esmeraldo, então pastor da Igreja Batista de Jaguaquara, o qual me incumbiu de ir pregar na Igreja Batista de Lafaiete Coutinho que ficava distante, porém muito mais perto de Jequié.
        No sábado arrumei a humilde maleta e lá fui eu. Desci naquela ermidão deixando a estrada que seguia para Jequié, no ponto de desembarque, à beira da estrada para Lafaiete Coutinho cujo nome antigo era Três Morros. Apaixonei-me logo pelo nome.
        Sempre fui considerado apressado. Esperei alguns longos e eternos minutos à beira da estrada de chão batido que conduz à cidade e, depois de aguardar um transporte, que era raríssimo, e quase inexistente, resolvi, na minha costumeira solução de apressado, contar até cem, ao cabo da contagem viesse ou não o transporte eu iniciaria a caminhada a pé.
       Terminei a contagem. O dia declinava aquele sol típico da região e então comecei a caminhada pela estrada indicada rumo a Três Morros. Andei. Fora informado que a estrada se alongava por três léguas. Caminhei, caminhei e caminhei sozinho enquanto o dia declinava na mornidão avizinhada da noite e fui andando de olhos fixos na estrada e na idéia da pregação e da cidade. Adiante, na curva de uma estrada, apareceu uma mulher horrivelmente trajada, cabelos sem pentear e partiu para cima de mim com uma enorme faca, ameaçando me matar.
       Tentei argumentar com a mesma, relutei em como agir, pensei em correr, mas desisti; permaneci estoicamente a defender-me dos golpes enquanto buscava chamar aquela pobre criatura à razão. Era uma louca!
        Desvencilhei-me, não sei como explicar, acho que por livramento do Espírito Santo e reiniciei a marcha batida com a louca lá atrás a perseguir-me, mas distanciando-me. Nada de passar um transporte. Nem carros de bois. Nada.
       Caminhei naquela lonjura que me pareceu umas dez léguas. Daquelas que se diz nos sertões que o “Dinho esticou”. E nada de transporte que eu já imaginava, por pura tolice, não aceitar mais. De repente, de longe, ao aproximar-se da noite, arrastando eu  os sapatos no chão, cansado e estafado, eis que passa um jipão daqueles americanos doados ao Brasil pelo governo norte americano. Neguei-me a embarcar nele. Já avistava as luzes. Andei uma eternidade. Quando entrei nos limites da cidade por volta de dezenove horas, não andava, arrastava-me.
       Pedi informações sobre a pensão aonde seria hospedado. Era de propriedade de duas irmãs bem velhinhas; a única pensão da cidade. Bem humilde. Tomei um banho enquanto elas providenciavam comida que consistiu em feijão dormido e envelhecido (sobra), uma salada de tomates excelentes da região, não tanto maduros conforme pedi, e um baita pedaço de carne de sol assada. Que repasto!
         Em meio à curiosidade das irmãs que eram dois corações maravilhosos, fui para meu humilde quarto. Praticamente desmaiei na cama, de cansaço. Dormi como um justo! Manhã seguinte, vesti minha roupa, terno e gravata, conforme era costume nosso, nas nossas igrejas ,e fui para o templo humilde. Havia pouco mais de seis pessoas. A Igreja era bem pequena e não se desenvolvera muito. Irmãos não conseguiam renovar nem ganhar almas para Cristo. Preguei para aqueles irmãos. A noite de domingo; preguei na mesma Igreja. Fiquei de voltar. Ganhei algumas almas para Cristo.
       Jamais retornei aquele lugar. Mas o nome ficou marcado na minha cabeça. Hoje, passados 49 anos, me assaltam os pensamentos, e me recordo tanto, e tento encontrar, pela internet, em vão.
      Belos dias da juventude.
      Adeus.



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

SEM “MARIOLATRIA”, PORÉM AMANDO A MARIA.

                       
        Ontem, pela televisão assisti uma coisa triste. Uma camioneta preparada com vidros à prova de balas rodando no meio de uma multidão numa cidade chamada de Fátima, em Portugal, em meio a centenas de milhares de pobres e desinformados católicos a acenar com lenços brancos.
        A estátua de cerca de um metro e alguns centímetros completamente cercados e protegidos por vidros transparentes, é apresentada todos os anos como a Padroeira de Portugal, assim como é considerada padroeira de muitas cidades aqui no Brasil em verdadeira afronta à fé alheia, uma vez que o Brasil na tem religião oficial, muito menos é um país de religião única.
        A cegueira que se ressente do catolicismo é ofensiva e imoral porque obriga países que vivem na ignorância espiritual a que seus governos gastem verbas e dinheiros de pessoas que nada têm a ver com a crença católica, uma vez que sabemos que os governos deviam, com frequencia, recursos para o catolicismo em doações inexplicáveis.
         Notemos que onde o catolicismo é maioria a corrupção domina, o atraso e a depravação moral se alastram com pedófilos que se declaram católicos, padres, bispos e cardeais na esbórnia, pois sabemos que eles são, na verdade, destituídos absolutamente de fé, pelo menos a fé salvadora em Jesus.
       Razão da desgraça e da miséria que atravanca a Espanha e Portugal secularmente. Nos países aonde o catolicismo foi derrubado existe bem estar e riqueza das suas populações como é o caso da Europa civilizada e não católica.
       Vejamos o antro de perdição e devassidão que é Roma e toda a Itália, assim como o encravado Vaticano, esse cancro da humanidade cega,lugar de depravados, de furtos, de roubos de assalto ao próprio Banco do Vaticano de desvios de somas milionárias resultado da exploração das nações católicas cujos governantes desviam dos cofres públicos para Roma corrupta, com seu Vaticano hospedado no território Italiano cujos culpados, Pepino, o Breve, e seu filho Carlos Magno com suas doações criminosas ao catolicismo, doou, sob pressões, terras conquistadas aos povos, sob ameaça de excomunhão, e  de enriquecimento, mas com promessas de serem sustentados pela religião, influenciando o povo negativamente  em apoio aos seus governos.

       No Brasil existe uma igreja chamada, ou melhor, apelidada de “igreja da maioria”. Nela vicejam os mais terríveis costumes e barbaridades teológicas, numa demonstração de cegueira moral e espiritual bastante compreensiva para os que estão acostumados e são salvos em Cristo. A “igreja da maioria” é um amontoado de ensinos tradicionais, todos criados ao bel prazer dos seus mentores, totalmente e completamente afastados e distanciados dos ensinamentos das ESCRITURAS SAGRADAS. A igreja da maioria é silente, fede, é prenhe de imoralidades, calada e rancorosa a respeito dos santos que somos nós os CRENTES PROTESTANTES e dos que pregam e ensinam  Verdades ínsitas na bíblia sagrada.
        Um dos mais bárbaros e terríveis ensinamentos do catolicismo se refere à Maria, aquela que foi escolhida para ser a Mãe do Messias, do Senhor e Salvador conforme expresso em Lucas, capítulo 1, versículo 43 que diz: “E DE ONDE ME PROVÉM QUE ME VEM VISITAR A MÃE DO MEU SENHOR?”
          A bíblia se refere “a mãe do meu Senhor”- ou seja, a Mãe do Messias. A expressão cunhada pelo catolicismo “mãe de Deus”não existe dentro da bíblia e ,é só para engano   dos incautos e desavisados, exatamente que podem ser ludibriados e distanciados, eis que seu pecado maior reside na falta de leitura da bíblia e na ausência de fé em pesquisar, eis que Jesus disse-_O “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de mim” (João 5, verso 39), podendo ser lido e apropriado por qualquer que se disponha a abrir e ler as Escrituras em vez de “tradições e contos de velhinhas e lendas destituídas” de veracidade.
       Pois bem, outro erro que os católicos cometem com frequencia é estabelecer que Maria fosse uma mulher imaculada, o que não bate nem condiz com a verdade expressa nos Evangelhos. Se abrirmos a bíblia em Lucas capítulo 2 versículo 22 que diz: “Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor conforme o que está escrito na Lei do Senhor”.
       Ora, se Maria precisou se submeter ao rito da Lei de Deus deduz-se que ela foi como todo mortal, uma pecadora. Jesus foi circuncidado conforme preceito da Lei explícito em Levítico capítulo 12 verso 3º.
        Quanto aos dias da purificação, segundo a Lei Mosaica, a mulher que dava a luz a um menino era considerada impura durante quarenta dias. O menino era circuncidado aos oito dias, mas, a mulher permanecia imunda por outros 33 dias ao fim dos quais deveria apresentar um holocausto e uma oferta pelo pecado para a sua purificação. Confira e leia Levítico capítulo 12 versículos 4 até o 6.
          Então Maria não foi pura nem imaculada como quer a igreja da maioria, muito menos deixou de ter relações sexuais com José, razão pelas quais teve outros filhos a exemplo do relato encontrado em várias partes da bíblia, a exemplo do relato encontrado em
 Marcos capítulo 6, versos 3 e 4 que assim diz:
“Não é este o filho do carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs”.
        Outros Livros que falam da família de Jesus e seus irmãos podem ser lidos em Mateus capítulo 1, verso 25, I Coríntios capítulo 15 verso 7, Atos 12, verso 17, Atos 15 versos 13 a 21, Tiago 1 verso 1, Judas 1, verso 1.
        Esperamos que renda frutos de aprendizado e de esclarecimento.


sábado, 26 de dezembro de 2015

PAPAI JESUS

                                             
        Escrevo esta cartinha em forma de oração para pedir perdão ao Senhor pela humanidade a qual pertenço, e, pelas nossas imensas tolices.
       Aqui na terra, como o Senhor sabe, estamos comemorando e bebemorando o natal em que o comércio e os comerciantes arrumam suas lojas para ganhar muito dinheiro, vendendo e comprando coisas. São milhões de pessoas e centenas de propagandas diárias, oferecendo e  vendendo esse ou aquele produto, enquanto as ruas se apinham num frenesi terrível de pessoas muito preocupadas e chorosas por não poderem comprar e se presentearem umas às outras.
        Um corre-corre toma conta das cidades. As ruas ficam apinhadas de gente tola carregando enormes pacotes, e muitas, até choram, por não poderem comprar presentes para se darem entre si.
       Trata-se de um festival de comilanças, de gulodice e de faz de contas. Aqui no Brasil as lojas inventaram e importaram um sujeito que se veste de púrpura vermelha e fica sentado nas lojas prometendo às criancinhas presentinhos, segurando-as no colo e tomando cursos para ajudar aos comerciantes a retirar e esvaziar dinheiro dos bolsos dos pais desinformados.
        É uma gastança todos os anos!!! As pessoas nas ruas ficam afetivas e se desejam “felizes natais” umas às outras, tudo da boca pra fora, como se fosse o nascimento delas,. Ninguém, salvo alguns crentes em Jesus, e algumas poucas igrejas ditas e apelidadas de evangélicas, realizam cultos e falam sobre a Sua História e o Seu Nascimento.
       Todos os anos eu falo desse velhinho safado que é to al de Papai Noel que dizem veio lá da Lapônia, que as pessoas veneram e até ajudam a enganar as almas das pobres criaturas, sendo que muitos fazem até orações para ele. Só se fala em festas, jantares, roupas, dádivas, ceias de natal o escambau, mas dificilmente e raramente alguém para, ao menos para ler, sequer, a história do Seu Nascimento conforme  descrita na bíblia.
        È só materialismo, consumismo e nada mais. Amanhã, passada a farra, as pessoas voltarão a se odiar, a se matar e a se afastar umas das outras. Hoje a comilança falará mais alta, a bebedeira vai fazer estragos e, como acontece todos os anos, muitos milhares morrerão pelas estradas, cheios de cachaça e outras bebidas que se empanturrarão descaradamente e com muita vontade, fazendo de contas que estão comemorando algum natal.
       É tudo pura falsidade. Estou convidado para ir a uma dessas festas, mas já disse que não vou. Todos os anos, fico sozinho em minha casa que a bondade de Deus me presenteou. Até minha esposa e filhos me chamam de antissocial. Minha mulher segue a vida dela e vai comemorar. Sou conhecido por ser um antissocial juramentado.
      Mas estou feliz!!!
      Feliz Natal Jesus esquecido. E, não Se esqueça de perdoar essa desgraceira que embaixo dos céus se pratica contra o SALVADOR.
        Dê-me um abraço.

       Seu filho Max.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

ERA UMA VEZ UM NATAL

                     
        Todos os anos escrevo sobre o Natal. Constatamos dia a dia, o quanto de substancia e de verdade se desgrudou do Natal. Alguém ode até pensar tratar-se de mera ganância, ou mero desejo de presentear uns aos outros, ou a ausência de vontade de permanecer a data com a sua grandiosidade. Não; fato é que o Natal parece e está fadado a soçobrar dia a dia diante de um mundo “que jaz no maligno” tamanhas as forças que prefiguram nessa luta subterrânea, porém clara e sem disfarces de acabar e sepultar de vez com a gloriosa festa.
         O comércio e a indústria capitaneiam a materialidade, muito mais do que o ateísmo desenfreado, não devendo supor que ateísmo seja apenas a doutrina inconsequente do que não crê no Senhor, mas, e, sobretudo do religioso que não sabe ou desconhece o significado do Senhor Jesus. O sujeito, por esse raciocínio, pode até declarar-se religioso, porém desconhece totalmente e absurdamente quem seja e qual a missão do Senhor Jesus.
         Na manjedoura em Belém Efrata já não ressoa o shoffar anunciando, nem reis magos partem do oriente em direção ao ponto da Estrela para adorar um menino embalado por sua mãe uma judia das cercanias, assim como não vemos homens acorrendo com o intuito de adorar o “Menino que vos nasceu”. Agora ele chega de avião, de helicóptero, de rapel, de ônibus, trem ou caminhão sempre vestido de espalhafatosas roupas, vendendo  marcas e comidas, se esparramam e se espalham pelas lojas de departamentos e fazem apelos no “glamour” das roupas de seda que vestem.
       São profissionais vestidos de Noés a ajudar e a orientar a enganação, as compras, ostentando ricos presentes na conformidade dos seus proponentes, ou oferecendo através de instituições, pobres e quase insignificantes dádivas, tudo na conformidade dos bolsos e dos enganadores.
        O Natal se desvirtuou. Ensinam-se fórmulas de felicidade, amealham recursos para comprar muita comida e bebida, fazem-se festas suntuosas enquanto lá fora na manjedoura permanece não mais seu pai adotivo que já partiu, ou sua mãe biológica, (José e Maria), ambos já mortos esperando o dia glorioso da ressurreição prometida por esse fabuloso e glorioso Senhor da vida. Que é JESUS.
        Não temos o que comemorar. Mais uma vez, na pretensa noite que a “cristandade disse nasceu Jesus (que não foi essa data nem época,), Jesus continuara despido de amor dos homens, mas em ofertório total e completo, pedindo para entrar.
        De acordo com a Revelação de Gabriel explicada em Daniel 9:24-27 o Messias nasceria antes da do final da profecia das 69 semanas ou seja, 483 anos, estando assinalado que esse período começaria no ano 444 a. C.
       Mas de que adianta tantas explicações se não aceitamos nem comemoramos o nascimento de Jesus?

        

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

BRASIL DE FANTASIA

                                                

        Quem disser lá no exterior que mora num país de nome Brasil, certamente será olhado enviesado e com olhares de desconfiança. Antes, éramos conhecidos lá fora pela capacidade de furtarmos nos hotéis quinquilharias, para levarmos como “souvenires”, ou ainda, pelas nossas mulheres, alardeadas como as maiores e piores prostitutas, sempre solícitas, pagas em dólares, a satisfazer os instintos mais primevos dos seus favores sexuais, sem esquecer que os homossexuais brasileiros são considerados os mais devassos e depravados, capazes de se submeterem às mais atrozes experiências em nome das suas bestialidades humanas se é que podemos assim chamar.
        Hoje somos ainda mais conhecidos por termos uma senhora presidenta com o mais baixo nível intelectual, que se incapacita quando discursa, absolutamente inservível para se comunicar em linguagem audível e compreensível com frases mal articuladas, com palavras desconexas e com raciocínio o mais raso e rebaixado de tantos quantos governantes de alguma outra  nação se conheça.
       Tornamo-nos piadas lá fora por apresentarmos várias facetas, entre elas a de vários brasis, verdadeiro país das maravilhas se assemelhando a uma ilha de fantasia em que os Três Poderes da República vicejam nadando, pomposamente, nas suas infames mordomias com salários e ou vencimentos astronômicos, em que o poder executivo pensa governar para tão apenas 10% da população, rechaçada sua titular pelo povo que ontem a elegeu, odiada e verdadeiramente antipatizada cuja única ocupação é deturpar a idéia de poder, tendo se transformado num verdadeiro fantasma a andar pelo palácio de Brasília, sua residência oficial, pedalando sua rica bicicleta cercada de seguranças, e a se estabelecer nas praias do nordeste com seus bandidos protetores e apaniguados a descansar, ociosamente, da preguiça mental e moral, absolutamente alheia aos reclamos do povo, incapaz de compreende os anseios, incompetente e rasa de administrabilidade a corromper pessoas e a demonstrar aos desafetos sua aversão e fobia ao povo e às normas de governabilidade, comprazendo-se apenas em fazer turismo, enquanto pode, com o dinheiro do povo, em viagens supérfluas, já que não mais representa o Brasil, levando ao escarmento dos seus pares e ao escárnio moral perante as nações civilizadas.
        Ao lado temos outro poder tão incapaz quanto nababesco, cujos cargos e posições são sempre alcançados conforme as capacidades de seus postulantes visitarem e pedirem votos que são os chamados ministros do Poder judiciário, verdadeira pantomima a se locupleta com seus gordos vencimentos muito acima do chamado teto constitucional, absolutamente virado contra os brasileiros, acolitados e bajulados pelo poder legislativo, outro câncer terrível a corroer as entranhas e desfilar em mordomias, a corromper dia a dia, absolutamente alheio aos estertores da nação e aos anseios e pedidos das massas.
        Temos, finalmente, o POVO BRASILEIRO, massa formada por mais de 200 milhões de infelizes e incapacitados de se dedicar aos seus próprios direitos, entre eles o de derrubar esses corruptos ladrões estampados, e, sem a menor possibilidade de ascensão em condições dignas, enquanto os apadrinhados daqueles poderes se locupletam com o suor do labor de todo um povo, a corrupção desenfreada e sem perspectivas de ser barrada, enriquecendo parentes e aderentes, em especial filhos de presidentes, amantes e apaniguados, em que os capachos áulicos do poder se encostam para receber favores e benesses.
        A roubalheira se espalha a olhos vistos, a nação entra num ciclo perigoso de depressão econômica enquanto não existe a mínima esperança de visualizarmos uma saída mínima que seja o rombo das contas públicas se aprofunda e a distancia entre os que têm, e podem se alarga num fosso sem medidas e sem tamanho.
          Derrubada logo dessa falecida republiqueta dos devassos.