O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

SOBERANIA DE UM PAÍS.

                                     

        Ontem, terça feira, mais um brasileiro foi fuzilado num país distante chamado Indonésia. A questão aflora sempre sentimentos antagônicos, posições irreconciliáveis e considerações que na maioria das vezes permanecem sem uma discussão clara, senão os juízos apressados.
       De todos os fatos, surge uma questão que interessa a muitos, envolvendo a questão da soberania. Como já nos expressamos muitas vezes, o Brasil padece de uma política racional e clara sobre as questões humanas, levando-nos a exposições infames perante as nações civilizadas, revelando o primarismo da nossa Chancelaria Exterior revelando-nos bárbaros,perante as civilizadas nações, uma vez que o Brasil parece tão perdido quanto distanciado do direito vigente em cada nação.
        Essa irritante posição brasileira nos faz acreditar que nossos diplomatas são uns desocupados senão despreparados, faltando-lhes competência e afinidades no trato com as questões internacionais, parecendo vocacionados para venderem, lá fora, frangos e carne suína e  bovina, em especial as de menos fino trato como as do oriente , excluídas as mais  economicamente e culturalmente adequadas ao mundo em que vivemos.
          Esquece a nossa desconhecedora e incompetente Dilma de um direito chamado de soberania, que, outra coisa não é, senão o poder de fazer ditar as suas leis e império dentro das suas fronteiras, como as nações mais atualizadas segundo as características que cada caso requer. Já o dissemos que existe algo chamado de poder de fazer valer as suas leis dentro das suas fronteiras, portanto, não se admitindo, PR esse princípio, qualquer intromissão  nos assuntos internos de cada nação.
       A Indonésia menosprezada e esquecida pelos nossos diplomatas e nossa infame presidenta, parecem mancomunados para nos expor perante o mundo civilizado, a tal pondo de ter a infame, praticamente cortado relações diplomáticas com aquele país, provocando, inclusive, a retirada do Embaixador daquele país da representação em Brasília desde o mês de março.
          O que se esquece d. Dilma e os seus asseclas diplomatas miseráveis é que, o brasileiro paranaense fuzilado, estava preso num país em cujas regras são bem claras, consta a pena de morte na sua constituição, as leis funcionam, o judiciário não é de fancaria cm o nosso, as suas leis são aplicadas sem outra consideração senão fazer com que os transgressores paguem e temam.
          Duvido que outro brasileiro caía na tentação, procurem a Indonésia com suas pranchas carregadas do pó da morte,  dos dois que foram fuzilados no país e tentem, sequer, entrar no país com cocaína o qualquer outro tráfico de drogas. Sabem ou melhor devem saber os brasileiros, de que ao chegar à capital daquele país, uma placa com dizeres bem visíveis indicam e avisa que o “trafico de morte é punido com a pena capital”. Em seguida, ao desembarcar, o cidadão estrangeiro recebe alguns cartões avisando da penalidade máxima.
        O cidadão que entra no país com uma carga de seis quilos de cocaína embaladas e camufladas em pranchar de surf, não se pode dizer anjinho nem muito menos inocente, mas revela uma personalidade perigosa e pautada e conscientemente escolhida e direcionada pata adquirir vantagem com o produto criminoso
        Todos os dias a justiça brasileira, solta assassinos, os mais algozes, os crimes não são punidos, as cadeias não prendem os assassinos enquanto a presidenta do país não levanta um só dedo para reformar a justiça e implantar um sistema punitivo, clamor geral do brasileiro que vive o terror, e, entregue completo e totalmente ao terror que vivemos com a crescente criminalidade brasileira crescendo  a cada dia.
        Bem ali na frente do nosso nariz encontramos a Venezuela aonde os direitos humanos não são respeitados, centenas de opositores são presos sem julgamento, a justiça de absoluta fancaria e a serviço do seu infame presidente, uma Cuba sem liberdades e outros países tipo Peru, Colômbia, exportando para dentro das nossas fronteiras cocaína, armas e outros produtos do crime, viciando e empesteando o Brasil tornando-o uma verdadeira pocilga sem que Dilma busque sequer amenizar, a exemplo das cracolândias que explodem, desde a menor à maior cidade do país, milhares de vítimas provocadas pelos "nóias" e viciados, divisas perdidas, enquanto não sensibiliza a governança brasileira que não se toma de brios, nem de indignidade, e de vergonha sequer, para combater eficientemente, quanto mais cortar as relações com esses países que infelicitam e ajudam a engordar contas de milionários do crime, ajudados pela justiça morta que é a brasileira, derrocados os Três Poderes da República falida.
         Nunca tivemos tantos vexames internacionais, desde a fala tropeçada e incongruente de quem não tem domínio da língua, passando recibo do quanto somos um país distanciado da civilização e do reconhecimento como nação de que tanto necessitamos perante as co  irmãs.
        Os nacionalistas, a exemplo de tantos que se aflige com a infame quadra do nosso país, se esforçam e se espremem escondendo as caras diante das gafes desse desgoverno infame que nos expõe tantas mazelas, muito menos quando o país, na verdade, se ressente de representação política, moral e social. D. Dilma não nos representa, não apenas por ser analfabeta e desconhecedora do direito transnacional, assim por ter perdido, com seu desgoverno e ausência de responsabilidade moral, e muito menos por ser analfabeta, uma vez que suportamos, por oito anos, o seu mentor e criador na pessoa do infame e corrupto Lula.
          A família do fuzilado devemos compreensão. As almas mais sensíveis buscaram orações no sentido do conforto da perda desse criminoso membro. Na esperança de que o cidadão tinha tido algum tempo para a reflexão e arrependimento diante do Pai, fiz muitas orações, já que outra opção não lhe restava.
        Matou e ajudou a destruir centenas de famílias e jovens, usuários do seu veneno, pela usura e pela ganância do enriquecimento já que é sabido que na Tailândia um quilo de cocaína alcança a bagatela de 300 mil dólares o quilo.
         Mas temos de dizer que, como todo covarde na hora da azeda morte, o moço “arregou”, e, devemos dizer que arregou feio. Ou seja, acovardou-se, como, aliás, são covardes todos os criminosos.
        Que o Senhor tenha tido piedade da sua infame alma.

        E que em breve nos livra da incompetente Dilma e seu desgoverno. Amém.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

VERGONHA INTERNACIONAL

             No Brasil não temos nenhum sentimento de perdimento, muito menos de vergonha. Parece que, os sentimentos se enveredam por turbilhões de desconhecimento e de ausência de pertencimento, de modo a que nos expõe como nação, nos retira do meio das civilizações, e nos abandona perante o inexplicável mundo dos criminosos anônimos e insignificantes, sem Deus sem respeito, e, sem nenhum sentimento altruístico.
        Passada a comoção pública, nos acomodamos em silencio covarde. Passada a dor e a vergonha nos acostumamos aos sentimentos de cinismo e de desprezo pelos que se foram, e, pelos seus parentes, sem justiça, a reclamar perante amoucados e doidos ouvidos incapazes de sentir e experimentar dores e sentimentos de fraternidade.
       Quero especificamente me referir ao golpe de 1964 quando uma quadrilha de generais e subordinados cegos, ouvindo a voz da quebra da hierarquia e da normalidade democrática, atacou o Estado Brasileiro, matando e destruindo vidas preciosas em nome de uma pretensa mentirosa doutrina da Segurança Nacional que outra coisa não fez senão golpear e ferir mortalmente um povo, seus brios e sua história.
        Já nos referimos à farsa, não apenas uma vez, mas faremos enquanto pudermos e as vozes mais fortes escalonadas nas baionetas assassinas de outras quadrilhas de militares assassinos,  não forem capacitadas a calar, mais uma vez, como já demonstraram, sua capacidade de fazer o silencio dos que lutaram para uma pátria melhor.
       1964  é apenas mais um marco. Sabe-se que outras nações tiveram a desdita de serem lideradas pela famigerada Operação Condor representada e chefiada pelo Brasil espalhando sua capacidade monstruosa de matar e destruir, de aterrorizar populações e de fazer abaixar a cabeça pelo peso das baionetas a nacionais desarmados que outra coisa não fizeram nem desejaram senão sonhar com dias melhores para as populações. O Brasil se achincalhou, a mocidade com seus sonho sufocados pela cruenta e criminosa repressão, terminaram por alcançar uma juventude, no melhor de si, não deixando sequer traços de uma juventude que ajudaria a soerguer a nação.
        Sufocando as aspirações. Os militares mataram cidadãos e especialmente jovens indiscriminadamente, forjou suicídios, abusou da tortura, tudo em nome de uma repressão brutal, entregando ao capital estrangeiro as riquezas da nação e sufocando na pobreza infame e persistente, as populações brasileiras que não conseguem se desvencilhar da miséria em que as Forças Armadas gloriosas do Brasil conseguiram para gáudio da quadrilha de generais e marechais, fazer se abater sobre nós.
          A pior vergonha é dar as costas, deixar de apurar e punir tantos crimes, sendo, seguramente, a única nação no mundo em que crimes contra a humanidade permanecem sem apuração, muito menos sem responsabilização dos seus mentores e cabecilhas.
       E, aonde a impunidade medra terreno mais do que fértil permanece até que outra quadrilha, alimentada pela impunidade e ausência de corretivo, se ache no direito de repetir aventuras, ainda que sob a bandeira do sangue dos nacionalistas.
       Até quando permitiremos que criminosos continuem a vestir os pijamas da impunidade e da aposentadoria da traição?


quarta-feira, 22 de abril de 2015

AVENTURA SOCIOLOGICA – A CRISE

             
        O exemplo de que a sociedade não se articula ainda, é a oposição que segmentos fazem. Há um descompasso gritante no que diz respeito às minorias. Sócrates através  do método que se convencionou chamá-lo de  maiêutica socrática pretende decompor as questões até alcançar um ponto de satisfação. O que o articulista quer e pretende dizer é que não se consegue ainda delimitar o que seja “minoria” mesmo porque, esses pretensos grupos reformistas ou pseudo reformistas, pretendem, também, a transmutação de reformistas em transformistas sociais mas, que arrefecem a luta tão logo os objetivos sejam alcançados, quer associações, quer focos de interesses além de não possuírem, nem por ficção jurídica, qualquer sinal de pertencimento a qualquer identificação,muito menos traços personalísticos.
      O que seriam as tais “minorias”? Qual a metodologia capaz de ensejá-lo e caracterizá-los? Ao deferir a sociedade direitos e deveres como atributos do Estado versus Cidadania, este mesmo Estado no dizer de Cristina Souza “é uma instituição por excelência que já nas peças de Shakespeare e nos escritos de Nicolau Maquiavel se anunciava como o redutor da humanidade, e, que teve por toda a modernidade um desenvolvimento de enorme dimensões, começa a apresentar fortes tendências desintegrativas” (In. Ob. Cit e A).
      Pode-se dizer que perpassa no período uma febre contestatória. Não verdade não se pode dizer que tais movimentos chegaram ou chegam a somar alguma coisa. Entretanto, há um sopro ilusionista de liberdade aparente, mas que reduz pela complacência da permissibilidade uma discussão menos radicalizada, restando de positivo, certo grau de democratização pela aceitação e pelo deferimento do tecido social maior – a sociedade como um todo globalizante.
     Não é pretensão delimitar, muito menos fazer “tabula rasa” dos movimentos reivindicatórios das chamadas “minorias” nem mesmo negar-lhes as existências e pruridos existenciais, mas se trata de subordiná-los à norma social e às normas de conduta e convivência social. Essa visão casa-se perfeitamente com a visão do pós guerra em que as sociedades apelaram para a aceitaram imediatista do individualismo e da pouca e insignificante participação.
      As chamadas políticas afirmativas que pretendem romper com o já consagrado, representará muito mais a quebra de modelos sociais gastos, portanto reclamadores de novas posturas sociais. José Murilo de Carvalho escrevendo um artigo em uma das revistas, afirma: “Uma partida de futebol é o único momento em que todos os brasileiros, inclusive as populações indígenas se tornam brasilienses, se identificam em  um sentimento comum” (Ob e A. Cits.).
      Calcados na pretensão de mais e maior liberdade as chamadas políticas púbicas inclusivas, parecem ser muito mais a outra face de arregimentações de forças que se medem, porém com o claro intuito de “desestabilizar” o socialmente estabelecido aceito e concordado socialmente, embora escoimados certos defeitos, se positivem no sentido de chamar, de alguma forma, à discussão, ou quando menos chamar a atenção enquanto conquista da expressão democrática e da livre manifestação de opinião e crença, pilares de qualquer democracia dentre as civilizações modernas, as quais cabem auscultar e deferir os pleitos dessas “minorias”.
      Excluídos quaisquer maniqueísmos ou juízos interpretativos sob pena de insipidez\ sociológica, forçoso é reconhecer a modernidade mais aberta ao diálogo, à socialização de certos grupos, sua aceitação e divulgação como parte da  estratégia mercadológica, mormente como condição das configurações de aceitabilidade social e política, assim como o famigerado (ao nosso ver) do “corretamente político” praga infame da modernidade visionária de algum tresloucado ente social, em nome do qual se assentam as bases de quaisquer filosofias dos que ousam  contestar e  individualizar condutas.
     Aliás, foi Carl Marx ao tecer considerações juntamente a Engels no livro a Ideologia Alemã quem afirmou: “Evidentemente em um país como a Alemanha, no final não corre senão um processo histórico miserável tais processos intelectuais, tais trivialidades glorificadas e ineficientes, servem de paliativos para a falta de desenvolvimento histórico: alojam-se e devem ser combatidos, mas a luta tem meramente importância localizada”. (Ob. E AA. Cits.).
      Ora, de tudo quanto se afirmou, evidentemente não se pretende deslustrar os movimentos ditos sociais, muito menos estigmatizá-los ou minimizá-los, não obstante sua  localização e suas costumeiras tentativas de destruírem ícones sociais numa indisfarçada iconoclastia, não obstante urge as novas faces sociais, uma positividade ou negatividade, exercitando seu papel de juiz crítico no sentido de pugnar muito mais pela conformação social e a integração, visualizando a especificidade da teorização sociológica em que a busca pragmática consiga descobrir a realidade histórica e a perspectiva da marcha da  humanidade sem perder a coesão e a essencialidade que socorra o cidadão individual, o que exige um ordenamento jurídico como tia de proteção aos interesses difusos, considerando matriz e base de universalidades sob a norma social abrangente e impessoal, e não o atendimento de “minorias”, cuja existência reclama uma correção de rumos, quando menos a delimitação da sua identidade.
Trabalho apresentado à PUC-Rio pelo Autor quando aluno da Instituição.




terça-feira, 31 de março de 2015

A CRISE DA ORDEM MODERNA

                                        
                “O que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está”.
                                                                                                                                     (Brecht).
        A dinâmica social representará sempre e sempre um evoluir dos eventos sociais sem esquecer a experiência pretérita representando u modernismo que melhor lhe fora se  chamássemos inquietações das sociedades que se traduza nas transformações e nas novas concepções de ver e de se apropriar do mundo sempre pronto a aceitar as transformações e os novos “status”  que se originam, independente das  escolhas.
        Determinadas ditas transformações pela aceitação pura e simples, via de regra, são determinantes para a absorção e assimilação fundada na experiência e na aceitação, sem contestações ou não.
        Os vários exemplos permeados pela sociedade reforçam nçao apenas as afirmações como contextualiza a realidade, como traz aspectos vivenciados na experiência comum em que as transformações terminam por ser assimiladas e integrantes da diversidade existente em tosos os campos sociais.
         Permanecendo pois, comum uma questão contemporânea, nos parece, “data venia” , que aquelas outras levantadas pelos grupos chamados minoritários, tendem a defender bandeiras sustentadas muito mais em modismos ou imitações do que ocorre em outras sociedades, mormente pelo globalismo, especialmente no campo da informática, tendendo a aproximação dos eventos em que há uma atuação de maior apelo e empolgação capaz de atrair, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, cujo rescaldo, por ser bandeiras certas e determinada, não parecem contaminar o grosso do social.
        Cristina Souza na sua obra de sociologia, afirma com propriedade, o que ora se transcreve: “... que a idéia de igualdade não é uma idéia aceitável ara a cultura humana” (Ob. Cit. E indicada no final).
        Embora não se possa negar, pela obviedade, a existência das chamadas “identidades plurais”, é fato que, os movimentos sociais travados a partir de 1960, especialmente entre   nós, lograram, formalmente, senão uma  estabilização social e institucional como resultado de uma  ordem moderna e de uma nova questão social, talvez não tão nova. Desse modo conseguem esses chamados “movimentos minoritários”, assegurar, pelo menos constitucionalmente, a garantia de seus direitos, como é o caso v. g. circunscrito no preâmbulo do artigo 5º e seus incisos da carta Magna Brasileira.
        Se, entretanto esses “arranjos sociais, políticos e sociais e institucionais das sociedades ocidentais do pós guerra encontram-se, de maneira geral, bem assentado em uma arquitetura” (Ob. e autor citados adiante), o mesmo não pode ser dito no sentido de que tenham encontrado o que os grupos procuram, ainda, uma aceitação geral, inconteste e incontroversa.
          Podemos aqui evocar a constituição de 1946 até hoje apontada como a melhor na sua elaboração, não obstante as circunstâncias e condicionamentos daquela quadra da vida, o pós guerra em que se viu envolvido o país. naturalmente pelos anseios e conceitos muito mais libertários, na busca de priorizações, mas por setores influentes de classes ou grupos representados nem sempre seus interesses e aspirações  das maiorias.
       Os chamados “movimentos das minorias” a exemplo dos índios, associações de bairros, mulheres, gays e lésbicas, outros em busca de liberdade e direito de voto, etc., etc., tendem ao afunilamento e a um descompasso e desaparecimento no espelho social alcançados os objetivos.
        Há uma tendência forte á individualização e, até glamorização desses movimentos que lutam e, enquanto buscam identidades desvinculadas das lutas de outros segmentos, numa exclusividade, por isso mesmo que não se integram, antes, dispersam-se e, finalmente se fragmentam no tecido social de onde emergiram, descendo e descambando, não raro, para o obscurantismo.
       Embora na aparência esses movimentos se apresentem como funções  delineadas, acredita-se não se tratar, em verdade, de necessidades conscientes da sua aceitação, mas que parece impostos pela imposição de um ordenamento jurídico sancionador, artificioso e, portanto emanado de uma norma ou normas sem a suficiência de discussões aprofundadas.
         Um claro exemplo é o chamado “movimento feminista” que por ser emblemático no sentido da quebra de paradigmas, enquanto exalta a liberdade e permite emergir na crise, a família, o “status” de mãe, mulher, dona de casa, direito ao trabalho pulverizando temáticas diversas e, muitas vezes, sem a menor razão de ser e de se justificar, mas permite a conexão de tais reivindicações o que chamamos de paradoxos por provocar a própria desconexão familiar e vai significar ou ressignificar novos conceitos e definições, tornando pretéritas idéias patriarcais e matriarcais.

        Sem excluir conservadorismos latentes, a religiosidade que influência, as leis e os costumes já estabelecidos, além das tradições, nos parece que a “sociedade se vê temporariamente desarmada” (Ob. e A. citados adiante), esse desarmamento não é no sentido da contestação as chamadas minorias em si, mas as imposições forçadas dessas “minorias”, ou parcelas mínimas porém,  de pouca expressividade política social e moral ao invés de seguir o lento caminho da coonestação pelo amadurecimento e aceitação dessas bandeiras de lutas totalmente ou parcialmente satisfeitas ou observadas.

segunda-feira, 30 de março de 2015

O PASSADO RELACIONADO AO PRESENTE.

                                                  

        Heródoto é antes de tudo um viajante. Como especulosos viajantes são os que viajam nos seus relatos. Seus périplos e suas investigações sobre o passado, dão a ele, a firme convicção de que os fatos se relacionavam numa permanente causa e efeito dos acontecimentos.
        Prefiro  ser pragmático.
        Investigativo chega a observar pequenos detalhes em meio aos problemas, buscando compreensão dos fatos para o que se vale além daquilo que vê, no relato dos que estão próximos, e, portanto, vivenciando os fatos do cotidiano.
       Ele é organizado e s e envolve com  que está investigando, procura confirmações e adquire como  que uma filtragem, busca causas prováveis, embora nele se vislumbre mais que opiniões históricas muito de conjunturas improváveis.
       Cérebro privilegiado pelo sabor e proficiência da filosofia do seu tempo, sedimentado, sobretudo numa cultura da Grécia. Só assim se explica. Não é um extático, mas mutável camaleônico. Vertendo das contradições do homem, seus limites e ambições, seus relatos assim seriam passados a posteridade.
       Não se furta a realizar comparações entre costumes de povos para povos, mas aproxima as experiências, elabora raciocínios encadeados, porque lógicos, visando, sobretudo, oferecer conclusões que lhe parecem acertadas, porque, na lógica, embora o ofício de historiador seja sempre os posicionamentos do “eu”.
        Mas danem-se as regras. Que importa se a ciência de historiador ou do historiador é, com ele mesmo que está nascendo e será, doravante, até cognominado de “o pai da história”?Então que se danem em Heródoto, as regras que a posteridade, quem sabe, até pedantemente adicionou aos seus escritos ou excluiu deles.
         Mas, como no dizer de March Bloch “- a história é feita por gente viva para gente viva” – Heródoto vale-se dos recursos contextualizados na temporalidade da sua existência e, ação, pelo que usa e abusa dos recursos filosóficos aproximando causas improváveis do provável numa especulação que corresponde à curiosidade humana, gênio fabuloso que o criou e o impôs através dos séculos, sem uma existência provável. Este sim, gênio sobre todas as coisas que de Heródoto chegam a ser ditas.
        E, é nessa exposição de fatos e dados coletados a que ela a história, consegue encadear o passado ao presente através da lógica e do provável.
        A grande questão é: Heródoto existiu ou apenas subsistiu o mito idealizado por alguém que assim se denominou?
Max Brandão Cirne


HISTÓRIA DA AMÉRICA E SUAS DISPUTAS

                     
       No passado dois gigantes disputariam a América: Portugal e Espanha. No século XIX outros dois atores ocupariam a cena: Inglaterra e estados Unidos disputando hegemonias dominadoras.
       De fato, entra o fator diplomático em lugar dos canhões, armas e ameaças dando preferência a forma da solução amigável dos conflitos ou o que parecia ser. A América é subjugada ao capital, contando, com uma arquitetura política, porem, na prática se impondo sobre as demais nações. Quem tem mais poder bélico e econômico permeou no campo do mandonismo da geopolítica.
         Velhos espectros se implantam através de sistemas pelo emprego  aplicação de  vultuosos empréstimos, tais investimentos em busca de lucratividade fácil, paradoxalmente auto financiava o próprio investidor por diversos fatores.
         Resulta que os modelos endividariam as nações subjugadas pelos empréstimos, incapacitando-as de pagar, obrigando-se a ceder extensas áreas cada vez maiores, provocando desocupações do elemento camponês a um contínuo êxodo ela expropriação indisfarçada das suas terras de subsistência gerando mais miséria, dependência econômica, agora vinda de um patronato insensível e ávido por lucros crescentes, minguados de leis inexistentes e de assistência de toda espécie.
         O elemento estrangeiro se apossa das riquezas dos países latinos americanos. Conta, para tanto, com governos benevolentes e o apoio sempre desejado e incondicional das oligarquias econômicas e dominantes representadas pelas famílias mais importantes, pois, afinal de contas, eram beneficiárias direta das explorações compatriotas e que asseguravam, pela conservação dos privilégios não sofressem os estrangeiros quaisquer ameaças que eram, de pronto e eficiente, sempre afogadas no mar de sangue dos naturais quaisquer ameaças ou o que parecesse ser.
      Servis e apátridas economicamente, as elites nacionais da América Latina mais que o estrangeiro investidor e dominador se realizaram na exploração interna e na compulsoriedade das atividades dos seus nacionais.
        Pode-se dizer então, que as transformações econômicas se faziam tendo em vista beneficiar o capitalista estrangeiro. Construindo pontes, estradas, portos, estradas de ferro, empreendendo grandes plantações (plantations), aproveitar-se-íam da serviência latina dos governantes e do capitalista nativo agraciado com as sociedades, ficando encarregados e agradecidos de serem guindados, em nome do lucro próprio e da riqueza fácil, fieis mantenedores da política comercial e industrial, enfim, exploratória, sob a exploração direta dos compatriotas.
          Para a realização das obras internas, um ciclo perverso e profundamente vicioso porque repetitivo  e sem saneamento precisou se instalar. As potencias emprestavam capitas, não as doavam, na obstante agregassem aos países latinos, e, era sempre para garantia do escoamento de toda a riqueza produzida. A colônia não passava de uma vil produtora sempre sujeita aos efeitos viciosos da colonização apátrida.
         Gerando maior e mais alto grau de dependência, assim como o aumento da miserabilidade dos cidadãos pelas desigualdades sociais, afastarão os benefícios daqueles que efetivamente trabalham e fazem produzir as terras   aumentarão as desigualdade que se multiplicam na medida que as riquezas permitem vidas estabelecidas nababescamente usufruir do sangue e do suor alheio sem contrapartida remunerativa, senão o direito a própria existência na miserabilidade da subsistência.
          A prosperidade de alguns despertarão muito tarde, movimentos sociais adormecidos, novos tipos de lutas e reivindicações, a necessidade desperta de leis e a a organização e parques industrializados a despeito do Brasil, por exemplo, sob o senhor Vargas com a implantação, financiada pelo capitalismo estrangeiro em troca de comprometimento de soldados na II Guerra Mundial, mas sobretudo as demandas reprimidas pelos sistemas exploratórios, que trarão, sem dúvidas, melhorias para a vida reprimida dos latinos com sistemas de esgotamento sanitários, leis do trabalho, limitações de envios de capitais ao exterior, limites progressivo à propriedade aos estrangeiros e sua forma de exercer o mando, assim como aos investidores.
         Novos tipos de lutas se desenvolvem novas demandas, novas reivindicações na América Latina, embora não ideais, as Ligas Camponesas se organizam, sindicatos são formados e organizados, desse modo forçando, pelas mobilizações das classes em polvorinho reivindicatórias, novas exigências transformadas em leis, aumentam-se os sistemas viários, distancias são encurtadas pelos sistemas implantados, enquanto novos costumes e políticas sociais são introduzidas, sobretudo abertas as portas da migração e a ajuda dos partidos organizados e livres, a influência  dos anarquistas e dos socialistas somados a grande contribuição dos imigrantes europeus.
          Por essas e outras, quando alguém se jactanciar de pertencer a famílias quatrocentão, desconfie. Quase sempre, e, quase que com a maior segurança, foi um explorador dos próprios compatriotas.

Trabalho apresentado pelo Autor à PUC - Rio em 03 de novembro de 2009.

        

quarta-feira, 25 de março de 2015

HISTÓRIA DA AMÉRICA E SUAS TRANSFORMAÇÕES

                  

        Na verdade, e, como se não bastasse não será possível olvidar que a competitividade expropriatória trouxe, desde o século XVI franceses, alemães, ingleses e holandeses que buscavam estabelecerem-se tanto na América Espanhola quanto na América Portuguesa processos apropriatórios, todos tendo em vista a exploração em comum dos recursos coloniais.
      Descerra a temática o recheio da importância historiográfica que não pode ser olvidado, as disputas acirradas que se deslocam para a América, mesmo após as nações ditas latinas terem conquistado soberania.
      Desses contextos surgem os conceitos. Se a soberania é o poder de uma nação garantir e assegurar a integridade da sua população e do seu território fazendo-se respeitar pelo emprego de recursos variados, então, pode-se afirmar que as nações da América Latina não puderam o não souberam, ou não quiseram defender suas fronteiras.
      Se a América consegue expulsar os primeiros colonizadores, quase exauridas suas riquezas, o foco da maneira de colonizar será deslocado para novos tipos, calcados, dessa vez, na diplomacia e nos capitais que impregnaram as relações e os países, exercendo novas dominações sob um indisfarçado protecionismo econômico.
     O mundo continua com olhos postos na América a exemplo da Grã-Bretanha que, tendo introduzido internamente formas capitalistas diferenciadas e baseada na industrialização ou na transformação da matéria prima, tornar-se-á desde muito, industrializada ou apressará processos “et pour cause”, transformar-se-ia em capitalizada, resultado  do processo industrial implantado, sendo contestada na Índia e outras colônias, mas se tornaria exportadora e necessitada de escoar, via exportação maciça, excedentes da sua enorme produção, processo que exigiria  permanência na manutenção de dominação com mão de ferro.
     Marca a Inglaterra mais que uma potencialização econômica, também, uma produção de forte influência e ascensão já consolidada, reclamando a busca de mercados em que se associaria aos naturais, aqui entendidos os autóctones, na sua desenfreada exploração de toas as formas capitalistas, transformando-se em potencia exploratória, portanto imperialista.
     É evidente que as nações dessa maneira exploradas, seriam, e, se tornariam  muito mais consumidoras de manufaturas do que mesmo industrializadas, sem domínio  muito menos não   dominadoras de tecnologias uma vez que não lhes foram repassadas, senão a sanha da ganância capitalista e os altos rendimentos com trabalhos semi escravizados, quando não com baixa remuneração.
      Se os processo permitiam a atividade econômica e o desenvolvimento dessas nações, verificar-se-á, por outro óbice, uma total dependência geradas a partir desses Estados que vão se tornar mercados consumidores e importadores carreando divisas para as exportadoras, submetendo-se à exploração dos seus recursos naturais e ao fornecimento de matéria prima a preço irrisório quando não expropriados ou fornecidos gratuitamente como resultados de acordos duvidosos e secretos feitos com os locais dominadores sobre as próprias populações, os chamados caudilhos, obrigando e submetendo as populações sob a mais profunda dependência econômica, política e social continua e infame permanentemente.
(Trabalho ofertado à PUC durante curso, pelo Autor).