O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

terça-feira, 16 de julho de 2013

MISÉRIA E SOMENTE MISÉRIA



    Os governantes do Brasil espalharam por todo o território a desigualdade social promovendo verdadeiro empobrecimento das populações dando um viés diferente que é o da distribuição da miséria a conta gotas e, portanto, a míseras prestações com nomes como bolsa escola, fome zero,vale gás tudo agora reunido num só pacote chamado bolsa escola.
     Saindo de Salvador, por exemplo, aqui na Bahia, após a cidade de Feira de Santana que é a segunda e mais importante cidade da Bahia, a fome e a miséria campeia. É simplesmente impossível que seja avistada qualquer plantação mínima, ficando o povo na dependência apenas do auxílio governamental. O povo vive exclusivamente do programa governamental na ociosidade jogando baralho sem nada produzir, salvo o cartão bolsa escola. Ninguém trabalha para ninguém. Acostumou o povo a viver na miséria controlada. Mês a mês chega a ração.
     O governo da enganação que é apenas mais um, não é  diferente de tantos outros que passaram pelo Brasil e se capacitaram para a enganação e embromação, criando classes sociais como as de agora, em que afirmam e propagandeiam que o Brasil alcançou a classe média, para tanto  basta o governo pagar, por cabeça, a cada miserável no nordeste em especial, cerca de 150,00 (cento e cinquenta real), dizendo que o povo vive as mil maravilhas.
     Assim se dá a mudança de classe média. Basta ter um pão na mesa e, pronto o cidadão é classe média. Enganação pura.
    Agora querem trazer médicos estrangeiros para o Brasil prometendo salários de mais de dez mil real. Lembro-me que na década de 80 o Brasil começou a desmontar a carreira de advogado criando escolas de direito e socializando a miséria. Logo,logo, a miséria será socializada entre os médicos bastando que criem mais escolas. No Brasil para que se tenha uma vaga ideia, existem mais faculdades de direito do que toda a soma de escolas no mundo todo. Isso mesmo. Temos mais escolas de direito no Brasil do que em todo o mundo somado!!! Não é à toa que os advogados vivem batendo latas pelas cidades trabalhando por míseros dinheiros.
     A medicina já começou a ser socializada no caminho da miséria na medida em que faltam meios dignos para o desenvolvimento da profissão.
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terça-feira, 9 de julho de 2013

CAPITÃO “FERREIRA” E A CAAPORA.



     Na verdade seria preferível dar o nome como a entidade é conhecida pelos sertanejos – Caipora. Aliás, o que sempre impliquei, embora não seja um filólogo, que, para quem não sabe, é o nome que se dá ao especialista da língua, que as palavras de origem indígena não deveriam sofrer remendos, muito menos correções, podendo, portanto, ser escritas e faladas, atribuídas ao espectro tanto caapora, quanto caipora.
     O mesmo costumo falar quando escrevo sobre umbu, imbu e ambu, este menos usual, sem deixar para trás outros termos como caatinga, catinga, caçatinga, caaçatinga, naturalmente acrescentando aqui o meu antecipado pedido de desculpas, pela ignorância, se considerado ofensivo e  assim for considerado, aos críticos de plantão, desbancando sabiedades e inteligências.
     Mas, do que quero e desejo falar mesmo é que, em artigo sobre tio Malaquias e o lobisomem de Itiúba, escrevi que com a chegada da luz elétrica na cidade as mulas de padres e os lobisomens desapareceram. É e foi falha nossa. Pelo menos não para o dileto CAPITÃO FERREIRA reformado da Polícia Militar, hoje refestelado fazendeiro em Itiúba, casualmente meu irmão, portanto sobrinho, também, do finado Malaquias, para quem não adianta ninguém tentar, nem de longe, convencê-lo de que a Caipora não existe de fato e de direito. Sai briga de faca e peixeira.
     Tanto é verdade que ele azucrina-se, bate pés e teima, aposta e gasta dinheiro dizendo e afirmando que a dita existe e, que aparece em especial para seus cães de caçada, quase todos os dias quando sobe a uma das suas fazendas. Pois é, o homem possui duas. Tanto assevera que, quando ele sobe a serra, leva no bornal um pedaço de fumo de corda para que seja deixado espetado em algum galho seco para que a dita não o encante, fazendo-o perder-se, assim como aos seus cães sem “pedigree”. A oferenda é para evitar que a Caipora insatisfeita, faça-o perder-se e desnortear os cães, tudo no mais perfeito encantamento.
     Achei justa a informação, pelo que fica assentado aqui que o sertanejo ainda vive e remoe crenças que o tempo não conseguiu apagar das mentes.
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EQUÍVOCOS DO (DES) GOVERNO PETISTA



     De afogadilho os Três Poderes da República depois de menosprezarem o povo que os sustenta nos seus nababescos cargos e altos salários e vencimentos, diante das movimentações das praças em que vozes se fizeram audíveis, parecem ter acordado para ouvir reclames e justas reivindicações.
     Aprovaram, de afogadilho, crimes de hediondez como o de corrupção, numa enganação de fazer dó, eis que basta que o judiciário aplique a lei. O que vem acontecendo é que o judiciário brasileiro só atende reclamos para prender pobres, prostitutas e pretos, os desafortunados sociais, cujos juízes são implacáveis e sórdidos, pois não se vê aplicadas, sequer, as leis já existentes quando se trata de pessoas de influencia na sociedade.
     As bandeiras são muitas e ninguém pense que elas serão guardadas depois de um primeiro momento. Vejamos que no que concerne aos pedágios das estradas, já começaram o quebra-quebra de estações de cobrança, verdadeiro assalto ao bolso popular, embora não tenha o povo nada de recompensa continuando a pagar IPVA e licenciamento os mais caros e estratosféricos do mundo.
     Os incompetentes do Planalto inventaram até um provável plebiscito e um referundum para engabelar o povo como se fosse possível a essa altura corrigir rumos e quando os políticos são os seres mais detestáveis do país. O ódio que os brasileiros dedicam atualmente à classe política é impressionante. Não será possível um referundum, muito menos um plebiscito, dadas suas nuances e características que o Planalto e os bonecos ladrões do PT nem ao menos com seu analfabeto e onagro Ministro da Justiça sabe o significado.
     Desprezaram o povo. Deputados ladrões e condenados por um Supremo baqueado fazem, acintosamente, parte de uma Comissão de Constituição e Justiça, exatamente aquela encarregada de estudar e recomendar a aprovação dos textos. Parece piada em que o sujeito condenado pela última corte de justiça de um país continua em função e “cargo” público altaneiro e empoado falando o que quer e deseja quando deveriam estar na cadeia.
     O Tribunal Superior Eleitoral enquanto a avalanche de gente enche as ruas pedindo a desobrigatoriedade do voto, parece alheio a recomendar voto biométrico e outras bobajadas como se votar neste país significasse alguma coisa de prático. O povo quer mais, não quer ser obrigado a votar nem ser penalizado e ser criminalizado pagar multas e até perder a cidadania. EU NÃO DESEJO SER OBRIGADO NEM COAGIDO A VOTAR. Posso até votar, mas como escolha livre da minha consciência livre e soberana.
     Passe adiante contribua levando seu grito contra os Três Poderes que desmoralizaram o país.
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RISQUE DA HISTÓRIA. TUDO É MENTIRA



     A morte do garoto Brayan assassinado covardemente por um bandidinho desses da impunidade brasileira com um tiro na cabecinha, revelou, também, através de certa emissora que fez a cobertura do seu sepultamento na Bolívia, a miséria dos seus familiares e o ancestralidade de ignorância e de miséria em que aquele povo vive.
     Fomos ensinados nas escolas brasileiras e nas universidades a ver e enxergar nos povos chamado pré-colombianos verdadeiras culturas ricas e cheias de erudição, cuja infelicidade e catástrofe se abateram sobre todos eles após a chegada ao continente dos espanhóis e portugueses.
     Apague tudo isso da sua mente. È tudo mentira e invencionice. Aqui existiram apenas miseráveis e ignorantes aborígenes sem aquela pompa, sem aquelas cidades, sem aqueles ornamentos, sem nada que indique tenham experimentado luxo, fausto e riqueza.
     Teimo em dizer que os índios que na América viveram desde os Astecas no México até os outros povos que viveram e ainda vivem na América Central, a despeito do Peru, Colômbia, Bolívia e outros lugares, não passaram de miseráveis e insignificantes mendigos que os historiadores teimam em culpar os europeus terem matado e roubado suas riquezas e transportado para a Europa. Aqueles aquedutos, aquelas casas, aquelas produções, aquele artesanato, tudo é mero folclore. Nunca existiram. Os europeus não exterminaram com povo nenhum de cultura elevadíssima.
     Olhando para a miséria do México com seus milhões de mexicanos passando fome e vivendo do trafico de drogas, primos dos americanos de quem e para quem foram obrigados a cederem imenso território como o New Mexican, e, hoje com os olhos fitos nos EE. UU. da América do Norte que não os quer no seu território, tanto sendo verdade que construíram um imenso muro separatista, olhando ainda para os peruanos e os colombianos para não dizer bolivianos, a miséria é tão aguda que não se pode e nem ao menos se deve culpar os europeus sobre os infortúnios. Bolivianos quase não comem. Povo desdentado, nu, desempregado, ignorante sobrevivendo de esmolas, à caridade quase que pública, desafia a minha capacidade de interpretação para dizer que os espanhóis não podem ser culpabilizados do seu infortúnio. A história que deles foi escrita, certamente é mentirosa e falaciosa, pois, não seria possível que a riqueza fosse completamente levada para a Europa e nada tivesse restado. São sim, uns preguiçosos improdutivos que não se recompõem das vicissitudes esperando esmolas e caridades de bondosos e extravagantes colonizadores. São sim, os que estão desgraçando as sociedades mascando e triturando suas folhas de cocaína, transformando-a em pó que desgraçam famílias inteiras. São sim, uns comodistas que não trabalham e querem viver de restos minguados de uma história e de tempos que não retornam mais. Folclore apenas. Assemelha-se a nossa mentirosa história de que a arvora chamada pau-brasil abundava nas matas brasileiras e que os portugueses e outros a erradicaram por completo. Mentira. Como baianos muito poucos viram ou avistaram um pau-brasil. Mentira que o território era coberto de pau-brasil. Nunca foi.
     O mais acertado seria aceitar e reconhecer que abaixo da linha do Equador a depravação moral impregna esses povos, a ociosidade se agiganta e avança como praga reforçando a ideia de uma America latina infame e incapaz de se autogerir.
     Miséria mesmo só se aplica aos nossos índios que vivem nas beiradas de estradas, em especial os Guaranys do Mato Grosso do Sul cujas terras foram tomadas pelos brancos e seus juízes para serem doadas a juízes e desembargadores, parentes e deputados, governadores e senadores.
     Aí sim, campeia a miséria, mas foram verdadeiramente roubados e assaltados e as leis só protegem os ladrões brasileiros.
    Mas espanhóis e portugueses não empobreceram a ninguém. Vamos rever a história, senhores historiadores?
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REVOLUÇÃO DE 09 DE JULHO DE 1932

     Hoje os paulistanos comemoram a maior de suas Revoluções, quando milhares de pessoas deram suas vidas em defesa da Constituição, lutando contra o criminoso e sanguinário Getúlio Vargas que pretendia se perpetuar no poder e, assim, negando cumprir a Constituição Brasileira.
     Como os ditadores são inescrupulosos e apenas eles e seus amigos e asseclas se locupletam bem como bneneficiam aos seus parentes ais diretos, Getúylio Vargas inventou que os revoltosos paulistanos queriam separar-se da Federação Brasileira.
     Essa situação já vinha desde 1924 e 1930 e teve como estopim a chamada Revolução Tenentista, todos insatisfeitos com os rumos que a nação vinha tomando. Ao negar eleições e ao sentirem os revoltosos que Getúlio Vargas protelava as eleições e não cumpria a constituição o movimento de 09 de julho eclodiu, participando brasileiros de todos os estados do Brasil em defesa da constituição.
     Os brasileiros deveriam demarcar seu poder e, seria muito bom se tivessemos mecanismos capazes de relembrar aos políticos sempre que os brasileiro estão sempre atentos embora muitas vezes em sono longo.
    Sugiro que leia o portal do "face book" intitulado LIMPANDO PRAÇAS E CIDADES DOS DITADORES para que tenhamos mais convicções por que desejamos retirar os nomes desses ladrões de consciência e assassinos do povo que tiveram seus nomes dados a praças, monumentos e cidades.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

MALAQUIAS E O LOBISOMEM DE ITIÚBA.



     Ele era um homem de baixa estatura, analfabeto, muito valente e, sobretudo um notívago. Empregado da Prefeitura Municipal de Itiúba na qualidade de vigia noturno, tio Malaquias não se assombrava ou, pelo menos parecia não se assombrar com nada deste mundo. Dele aprendi que não devemos temer nada e costumava ensinar-me, quando criança, o lugar mais seguro para descansar e passar uma noite: o cemitério.
     Tinha razão o meu tio. Semana Santa dessas cavernosas  em que todos se recolhiam aos seus lares, os cachorros da Rua do Alto  ladravam fora do normal, uma pequena luz de lua mau iluminava os caminhos e a noite assemelhada ao malefício prenunciava que coisa boa não estava vindo naquela direção. Não existia luz elétrica. Uma pane no velho motor da cidade a que todos crescemos e nos acostumas a ver, parou de fornecer energia deixando-o, como sempre, fora de ação enquanto uma peça vinha da capital. Demorava meses, até ano.
     Na medida em que tio Malaquias subia em direção á Rua do Alto a cachorrada aumentava os latidos e grunhidos. Quando estava prestes a colocar o pé na pequena e grossa tábua que servia de pinguela, na ponte do Riacho que corre do Açude do Coité, avistou aquele monstrengo cabeludo e assustador, besta fera do outro mundo, vindo atrás de si o séquito imenso de cachorros vorazes e zangados que parecia vinha lacerando o rabo e as pernas do lobisomem.
     Tio Malaquias recuou dois passos, encarou e ficou frente a frente com o lobisomem, figura descomunal e asquerosa do outro mundo, que brecou, e estancou subitamente na sua marcha batida.
     Tio Malaquias desceu-lhe o porrete. Em seguida, o atarracado Malaquias sentou o porrete pela segunda vez.
     Surpresa:
    O lobisomem falou. E, pior: fez uma profunda indagação.
    - Malaquias desgraçado, sou eu!
     -Eu quem? Filho de uma p.?
     Antes que o resfolegar cansado e ofegante do lobisomem se recompusesse, tio Malaquias acertou-lhe mais uma porretada que o deixou o pobre lobisomem completamente grogue e cambaleante, quando o lobisomem, que sabia o nome de Malaquias resolveu refeito o susto e a porretada, identificar-se.
     Tratava-se de um conceituado Chefe Político da cidade, de muito conceito. Subira até o a Rua do Alto para manter relações sexuais com uma prostituta conhecida por Isaura, para tanto se aproveitando do silêncio e do temor das pessoas trancadas em suas casas, para manter o anonimato. Era casado com uma das mais belas mulheres que já se viu sobre a terra, ela de uma “finesse” espetacular. Vestira-se de lobisomem para visitar a prostituta e para que não fosse descoberto na sua intimidade. Coisa de mortais comuns.
     Com a chegada da luz elétrica em Itiúba, como os sertanejos chamavam a luz vinda pelos cabos elétricos de Paulo Afonso, as mulas, os lobisomens e todas as assombrações desapareceram dando lugar ao progresso e ao conhecimento, a religião que prega a verdade, a Salvação em Cristo Jesus desmascarando as fábulas e lendas do catolicismo e apagando os medos que ela infundiu tanto nas mentes das pessoas, derrubando as superstições e as fabulas descabidas, padres e freiras fazem amor e namoram escancaradamente, sepultando as nunca existentes mulas de padres, nem lobisomens.
     Hoje em dia não se fala mais em mulinhas nem em lobisomens. Tio Malaquias morreu, enquanto ao sopé das montanhas, rodeada delas, a cidade continua aquela vida sertaneja na modorra que o tempo se encarrega de vivenciar pelas recordações dos seus filhos.
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