O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ostracismo


Se você acha que a palavra “ostracismo” vem dos gregos, acertou. Se você acha que significa “esquecimento”, acertou.

Quando era banido do convívio, o nome da pessoa era escrito em uma concha de ostra e guardada em determinado lugar para que não fosse esquecida a ofensa nem a pessoa que deu causa.

Os gregos antigos, assim esqueciam-se dos políticos pilantras que lá existiram. Desse modo, quando eram apanhados em falcatruas, eram banidos do meio e do convívio social. Raramente e, dificilmente acontecia de um desses gregos pilantras retornarem à vida social.

Parece que o tempo corrói e continua a apagar conceitos como ética, moral e decência dentre os homens, assim como, nos parece que os homens sem virtudes estão se alastrado e se avantajando sobre os virtuosos, mas impotentes, deixando uma sensação perversa e perigosa de termos “de nos sentir envergonhados de sermos honestos

Quando vejo um Collor de Mello reeleito pelas alagoas da criminalidade e, posando de senador, fazendo leis e sustentado pelos impostos nossos ou ainda um Jader Barbalho notório ladrão da coisa pública, assim como certa família da Bahia, que dominou sob as bênçãos da ditadura a surrada, despolitizada e desinformada Bahia, além dos anões do congresso, dos mensaleiros e mensalões, dos propineiros e toda sorte de ladravazes brasileiros ditando leis e dando as cartas do que pode ou não o povo brasileiro, sinto-me humilhado por saber que jamais irão para as penitenciárias ou estarão na cadeia ou que exista alguma probabilidade de algum deles virem a pagar pelos crimes.

Lembre-se: ANULE SEU VOTO.

Ou vai continuar engolindo essa balela de que com o seu voto, pode mudar alguma coisa? Esquece camarada. Se voto mudasse, ladrões não existiam no Congresso. Proponha o fechamento da Casa. Afinal, para que servem mesmo aqueles inúteis?

SAJesus, 5 de janeiro de 2012.

Max Brandão Cirne (75) 8803-1829.

O REI ESTÁ NU.


As últimas notícias mostram uma ministra – ELIANA CALMON – acuada pelos seus pares. Trata-se de uma mulher de grande coragem e abnegação naquilo que está fazendo a frente do esvaziado CONSELHO NACIONAL DA MAGISTRATURA DESDE QUE OUTRO MINISTRO cassou, via liminar, esvaziando o CNJ.

São gravíssimas as denúncias e mostram que o poder judiciário brasileiro está nu. São retiradas suspeitas, gastos nada condizentes com o que ganham, em especial os juízes paulistanos.

Sabe-se que a justiça brasileira como um todo é uma verdadeira caixa preta. Juízes que não declaram impostos de renda fazem retiradas milionárias, enfim, fazem vistas grossas ao poder do Estado e ao total arrepio das leis.

As associações de magistrados estão em polvorosa, pois, não querem se submeter às regras da fiscalização dos seus atos, não se descobriu um poder que deve prestar contas ao povo, e, não deseja que suas ações sofram nenhum tipo de limite ético.

Ao povo brasileiro só resta torcer pela vitória do bem, este personalizado na intimorata ministra que, certamente tem conhecimento de causa para fazer as afirmações que tem feito e causar tanto reboliço nos arraiais da justiça.

É como se de repente o “rei se descobre nu”. O rei tem pés e mãos de barro. A justiça brasileira está em julgamento. Eu torço muito pela Ministra Eliana Calmon. Quão bom seria se todos pudessem ajudá-la nessa hora tão difícil!

A quem apelaremos se a justiça está tão afundada na corrupção quanto os outros poderes?

SAJesus, 23 de dezembro de 2011.

Max Brandão Cirne (75) 8803 1829

maxbrandaocrne@hotmail.com

BALANÇO FINAL.

Mais um ano se passou. O país afundado em contradições do capitalismo em que poucos ganham muito e milhões vivem quase na beira da mendicância. Os poderes da república se encastelaram na moralidade e notícias boas não chegam. De quem deveria vir o exemplo bom, não vem! O homem comum, ou seja, aquele que não ocupa postos chaves permanece apenas como sustentador dos poderes ditos republicanos, incapazes e sem instrumentos que possibilitem uma faxina ética.

O povo cansa. A chamada Primavera Árabe derrubando ditadores, a Europa caindo pelas tabelas, o movimento de Wall Street, mesmo sem liderança, mas em movimentos espontâneos não foram ou não são capazes de repercutir entre nós, nem faxina capaz de mostrar a insatisfação de muitos.

Que fazer? Sinceramente não sei. Fato é que quando os homens maiorais da república se igualam a reles bandidos nas suas ações denunciadas, sem nenhum tipo de fiscalização deixam de serem exemplos bom, que dizer do homem sem formação, afundado na miséria, esquecido dos poderes não têm no que se espelhar como exemplos. Na surdina e por abaixo dos panos se cometem todos os tipos de bandalheiras.

Onde estão os estadistas? Onde os homens que sirvam de exemplos com a coisa pública, prtanto de todos? Que adianta dizer e propagar que o país é a sexta economia quando mais de treze milhões vivem abaixo da linha da miséria?

Não temos o que comemorar. O sintoma maior é a perda da hegemonia no futebol capaz de anestesiar os aficionados. No automobilismo nunca mais apareceu um Airton Senna. Depois segui-se a perda do carnaval, embora todos usados e manipulados como anestésico e analgésico moral das populações que parecem incapazes de ver ao seu derredor. Uma imprensa quase toda ela cooptada pelas verbas milionárias para dizer e afirmar que tudo vai às mil maravilhas quando o que se vê é a roubalheira indiscriminada. Em cada cidade, em cada município falam-se de ladrões representados por quadrilheiros chamados prefeitos e vereadores. As cidades estão cercadas por pedágios caríssimos enquanto os empreiteiros se locupletam claramente com o dinheiro do povo. O país está loteado. A quem apelar? A justiça, primeiro resolve suas próprias demandas, como é o caso atual dos desembargadores paulistanos, se dando ganho de causa e recebendo o que o Estado lhe deve. Na Bahia, a justiça julgou em causa própria, a questão da URV, todos receberam enquanto milhares de servidores aguardam que ela tenha mão de ferro ou pulso forte para obrigar o estado a cumprir e pagar o que deve.

É mais fácil convocar o povo para as passeatas gays, da maconha e das liberações escandalosas e perniciosas do que convocar e ser atendido pelo povo para protestar contra a imoralidade instalada no país.

No Rio, a polícia em brilhante trabalho apreende milhões em dinheiro vivo, consegue mandados de prisão contra a cúpula criminosa do Estado e do país para, logo após, um desembargador, do dia para a noite, conceder habeas-corpus livrando os chefões mafiosos quando se sabe que eles nada decidem a favor dos desafortunados. Pobre Brasil!!!

E o povão caladão, boi manso no ritmo da tocada do gado mugindo e remoendo dores e feridas, verdadeira vida de gado, enquanto os espertalhões lhes viram as costas, mesmo que esse mesmo povão cordeiro e sem fala, incapaz de exercitar a força do grito apenas saiba permanecer a receber estocadas dolorosas.

Onde estão os líderes dessa falsa república de barro, dessa república das bananas a exibir corpos de prostitutas como são conhecidas as mulheres brasileiras lá fora? As forças armadas desmobilizadas e desmoralizadas não infundem nenhuma confiança no povo uma vez que elas se voltaram contra as aspirações e manteve fora do processo legal da cidadania quando, atendendo aos interesses dos norte americanos e do empresariado, escravizou e retirou direitos do povo, acabaram líderes, assassinou jovens promissores que deveriam ser os líderes de hoje.

Apelar para quem mesmo???

Max Brandão Cirne (75) 88031829

TODO MUNDO PIRADO???

A segunda feira em certo canal de televisão foi um verdadeiro fiasco. Mais um desses programas em que a emissora se propõe a apresentar o dia a dia de cinco levianas dondocas, fúteis e tão distanciadas da realidade quanto a terra da lua ou de qualquer outro planeta qualquer.

Pessoalmente fiquei muito chateado com a proposta, que pode ser considerada uma das mais tolas. Um desrespeito, um despropósito, uma coisa fora da medida e da racionalidade, não tem a menor importância e muito menos utilidade.

O programa é uma chatice em que as cinco riquinhas esbanjam dinheiro e besteirol numa intensidade de matar até frade de oitenta anos e desenganado de qualquer salvação.

Um acinte e uma afronta aos princípios de moralidade, ética e bom senso em especial para os milhões de mulheres brasileiras que vivem o batente para ganhar o pão, enfrentam transportes lotados, apanham das policias estaduais, são perseguidas e desrespeitadas nos seus direitos de viverem e trabalharem com dignidade.

A emissora logrou alguns pontinhos no famigerado e perseguido Ibope. Ela se propõe a apresentar cinco mulheres que se dizem “miliardárias” e ofertar ao público de miseráveis pagantes de impostos e sofredores brasileiros, suas mazelas e apego aos bens materiais.

Uma lástima, mas que, sem dúvida, encontrarão algumas poucas e desenvolvidas “ricas” que aplaudirão a exposição das suas futilidades e banalidades. Quando tantos temas são capazes de prender o expectador à telinha, a emissora vem com uma proposta dessas, tão despudorada quanto a riqueza e o artificialismo das senhoras ricas. Seria bom que o acinte parasse por aí e os donos da emissora tirassem o besteirol do ar, ainda que em respeito aos milhares de brasileiros, esmagadora maioria, que vive ou sobrevive com um salário mínimo.

Como explicar uma malversadora de dinheiro comprar um jatinho com aqueles milhões para ir passear em Paris? E os seus maridos ou “cafetões” acaso ganham dinheiro suado ou na roubalheira? Na década de 1940, ao prender o bandido mais famoso e procurado dos Estados Unidos, o delegado de uma cidadezinha do interior, se antecipou ao FBI. Achava ele que “gente decente que trabalha não pode gastar dinheiro do modo como os bandidos estavam gastando”. Prendeu-os. Eram procurados por todo o país.

De onde vem a dinheirama daquelas senhoras? É claro que devemos respeitar como os ricos gastam suas vidas fúteis com suas futilidades. Afinal são tão pobres de sentimentos de solidariedade quanto suas almas vazias e mergulhadas nas futilidades.

Mas se espera que o escárnio não continue sendo levado aos olhos e ouvidos dos normais sob a desculpa de diversão dubitável. Mormente para aqueles que, a partir de 1º de janeiro de 2012 passaram a ganhar R$622,00.

SAJESUS, 5 de janeiro de 2012.

Max Brandão Cirne (75) 8803-1829

Antoine de Saint-Exupéry


Sou sempre levado a acreditar que Saint-Exupéry não foi um homem comum. Infelizmente muito citado e pouco lido, houve tempos, em que, candidatas a miss Brasil ou universo, diziam já tê-lo lido quando eram entrevistadas.

Muita agente desavisadamente que não leu ou ouviu comentar sobre a sua obra mais conhecida, fazendo ironia, dizia que “O Pequeno Príncipe” era o livro das misses.

De fato, as pobrezinhas, invariavelmente falavam nele como se fosse um livro de criancinhas. Não é. É um livro de profundidade. Nele se esconde uma profunda filosofia e um humanismo do seu autor capaz de comover a todos quantos amam a literatura. Escreveu muitas outras obras.

Escreveu muitos livros, infelizmente poucos lidos e conhecidos, assemelhado a outro grande escritor, de obra desconhecida, pois poucos sabem que o nosso EUCLIDES DA CUNHA escreveu muitos livros, quase ou mais de trinta, além de “OS SERTÕES’.

Pois bem, o grande Antoine reunia muito mais dentro da sua irrequieta alma de aviador. Viajou muito pelo Brasil, pois era o responsável por transportar correspondências da França para o Brasil.

Uma das coisas mais comoventes foi o seu desaparecimento quando sobrevoava a Europa no seu pequeno avião. Abatido pelos alemães, durante a II Guerra, seu corpo ficou desaparecido por mais de quarenta anos, sendo há coisa de poucos anos, encontrado.

Aí está o que nos parece um mistério. Por que o corpo permaneceu desaparecido e sem ser encontrado, por tanto tempo? Talvez o Senhor Deus na sua infinita bondade tenha-o preservado para indicar que os homens desaparecem, mas não morrem.

Em especial o grande Exupéry.

SAJesus, 5 de janeiro de 2011.

Max Brandão Cirne (75) 8803-1829