O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A CAPIVARA DE CHOCALHO.

                                        
        O ano  não tenho  recordação. Era somente um garoto imberbe de pouco mais de cinco anos. Soube-o depois por notícia de meu pai.
        Como funcionário público fora transferido para Jupaguá na Carreira o Rio São Francisco até retornar para Itiuba seu berço recôndito e lugar devotado e escolhido para toda a sua existência, tanto é verdade que lá se encontra numa sepultura.
          Quando voltou de Jupaguá trouxe na sua bagagem muitos couros de animais, especialmente de jacarés que dizia servia para faze garrafadas contra mordidas de cobras peçonhentas. Lembro-me de um couro de sucuri curtido, imenso e enrolado que eu costumava, quando criança brincar, estendendo-o. Não sei para que aquelas tralhas trazidas de lá.
         Mas o que quero reportar-me mesmo é a história da capivara que ele trouxe viva. Em chegando em Itiúba colocou um chocalho no pobre do animal e o soltou na Fazenda Alto Vermelho que era da sua propriedade, na esperança de que o animal descesse até o Açude do Coité e retornasse para a fazenda. Pobre papai esqueceu-se de trazer um casal.
       Não se sabe se o animal foi abatido por caçador, ou se comido por onças ou outro animal.

       O interessante é que sempre que eu, já adulto; perguntava ao meu pai, ele desconversava com aquele jeito sisudo e monossilábico de se manifestar sem nada dizer.

PROSTITUTAS DO PASSADO E SEU SIGNIFiCADO.

                          

       É um tema que costumo falar com muita delicadeza embora no primeiro momento pareça grosseiro. No entanto, examinado pela ótica da sociologia- a prostituição é uma realidade através dos séculos- não apenas era estimulada pelas autoridades, como era a prostituição considerada necessária, evitando o avanço da rapaziadas sobre as “moças de família” e contendora das ameaças às “donzelas casadoiras”chegando até ao ponto de muitos afirmarem ter sido a “mais antiga profissão do mundo”, o que discordo ser uma profissão, merecendo  algumas reflexões, resgatando as mulheres que por variadas razões chegaram ou foram prostitutas.
       Aliás, sobre a temática da prostituição, merece referencia a excelente monografia escrita por minha filha Dianayara dos Santos Cirne – intitulada “GLAMOUR E DECADENCIA DA LADEIRA DA MONTANHA”. 2004 -Tese de Colação de Grau e Especialização, Universidade do Estado da Bahia –UNEB –Departamento de Ciências Humanas e Letras Campus V.

        O registro mais antigo que se faz da prostituição encontra-se na Mesopotâmia, mais precisamente perante o Império Assírio, e se refere desde a época do início da civilização Camita, cujas observações da sua “profissão” obrigavam-nas a usarem um longo e pesado véu cobrindo desde a cabeça até o peito, assim como elas estavam obrigadas ao corte de cabelos curtos, quando não raspados, a usarem vestes absolutamente identificadoras para que as “pessoas de bem” não cometessem, em especial os seus usuários, qualquer dúvida a respeito das senhoras recatadas.
         Porém, não quero falar de antiguidades prostitutas, mas das modernas e não tão atuais, a exemplo das “putas” fossem novas ou velhas, e, que tanto fizeram parte das vidas dos jovens da minha geração. Eram apelidadas de várias maneiras. “Putas”, sendo o mais comum; “prostituta”, bastante usado pelas senhoras quando a elas faziam referencia; “vadias”, não muito usual; “rameiras” pouquíssimo usado; sendo o indefectível “mulheres –de- vida-facil” o mais comum e conhecido.
          Hoje a coisa ficou mais sofisticada. Elas mantém hospedados “sítios” nas redes de computador com preços e exposição de corpos, condições e circunstâncias, para expor em poses sensuais e estudadas, explicar e expor um mesmo fenômeno. Outras desfilam com homens endinheirados pelas baladas, pelas festas sociais, ainda outras são as indefectíveis “acompanhantes”, trocando alimentação por badalação social. Talvez “garota de programa”, muitas que afirmam serem possuidoras de patrimônios fabulosos, segundo dizem, graças aos “programas”,algumas se tornam artistas de cinema e atrizes de novelas de televisão.
          Já existiram prostitutas que foram mulheres de papas, amantes de reis e não foram poucas as que se transformaram em rainhas. Que saibamos muitas se tonaram espiãs, amantes de presidentes e poderosos, mas sem perderem condição de rameiras, outras receberam comendas e agradecimentos.
             A velha fórmula continua a mesma. A mulher é paga pelos necessitados e “abafados” se trancam num quarto e começam a fazer “aquilo”; “naquilo”, como todo e qualquer mortal da vida. Resumindo: tudo termina num quarto qualquer da vida.
        Entretanto, se trata aqui, de uma homenagem, ainda que tardia devida à velha e quase sepultada, para não dizer esquecida “puta” da minha e da sua existência de adolescente. Ela funcionava como quebra-galho dos sem dinheiro, dos rapazolas e dos despossuídos, e, não foram poucas às vezes em que elas “financiaram as atividades dos arroubos juvenis, deixando “fiado” para receberem, normalmente “as sextas-feiras”, exatamente véspera da feira lá nos sertões. Tinha aquelas que confiavam e deixavam a rapaziada “desafogar”, e “afogar” ainda que fiado, com a promessa de receberem até a sexta. Era o “nunca mais
         Tinham os malandros que batiam em portas cerradas nas madrugadas, diziam modulando as vozes, à luz rubra e mortiça dos fifós sertanejos, nomes absolutamente errados, porém propositais desgraçando para sempre as vidas de amigos e irmãos, entravam furtivamente ludibriando a confiança da pobre da “puta”; fazia o “serviço”, ficava fiado, mas terminava dando o “virote”, passando o “calote” e assim desgraçavam as vidas dos que lhe seguiam desavisadamente os passos.
        Outro dia num desses programas de televisão; duas moças, de fino trato, se declaravam e se diziam “garotas de programa” e que saíam com homens que lhe pagavam até trinta mil para ter um só programa. Quem sou eu para discutir? Outras se diziam universitárias outras em final de curso de faculdade, outra, que era casada, outra, que era noiva e assim sucessivamente.

        No meu tempo que se esconde na bruma imperdoável da existência as “putas”, eram pobres e comuns seres mortais assustadas e assombradas com as ameaças das senhoras casadas, como se dizia. Coitadas! Não podiam seque ir ao açougue antes de certo horário, bem como não podiam permanecer sobre a mesma calçada que alguma senhora,  nem levantavam as cabeças quando saíam as ruas. Coisas da vida.

SAUDADES DO VALMIR SIMÕES.

                            
        Hoje amanheci com aquela saudade danada do meu amigo de infância Valmir Simões. Amanheci o dia, lavei e escovei as travagens, joguei umas gotas d!água na cara cheia de dobras e vincadas das cobertas, preparei um cafezinho, sentei na cozinha e me pus a matutar sobre nossas vidas na” Itiubinha dos amores”.
        Vi o danado no armazém do seu pai contíguo à farmácia da Dona Ziru pesando e arrumando as coisas para vender à clientela. No sábado, principalmente, lá estava o camarada a vender aos cachacistas; doses de “tampa-de-capuco” ou martinis; aos mais endinheirados, jurubeba Leão do Norte, Cachaça do “seo” Joel Grande e, entre esses mesmos afazeres, açúcar, fumo de corda, pimenta-do-reino e outras coisas que eram vendidas nas antigas vendas dos sertões, precursoras dos modernos supermercados.
          Então fui e vou às crônicas dele estampadas no Site Itiúba do meu tempo e lá derramo na telinha do meu PC as recordações das amizades e dos amigos idos, da ermidão e dos desertos que se formam lentamente, porém, inexoráveis ao nosso redor.
         Somos ilhas desérticas lavoradas que se esmaecem e perdem suas árvores na descida dos rios formidandos a destruir o “ontem”, e a nos apontar um “amanhã” que não existe. Quando muito esmaecemos e crostamos com aquele pardo encardido e pegajoso, não obstante, mas  esmaecido do tempo cujas pinceladas se incapacitam por uma  renovação.
         Somos árvores baqueadas pelo machado, ainda que, por breves momentos, nos permita perfumar o ar com aquele  perfume que exala delas, mesmo depois de abatidas.

        “Requienscat in pacem”, Valmir Simões.Você fez por merecer.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

ADEUS, NÃO; ATÉ LOGO

                                               
       Sim. Adeus. Damos tantos adeuses que mais um será apenas e tão apenas mais um. Estou acometido por enfermidade dolorosa e cruel que não poupa e não tem cura. No dia 1º de abril de 2014 fui internado de emergência no Hospital Português em Salvador. Logo viria o terrível diagnóstico. Não sei explicar essa minha ausência de medo e destemor, nem sei explicar de onde retiro tantas forças para encara e dar até risadas da minha situação de saúde. Sei que muitas pessoas me acham estranha, outras pensam até que sou louco. Outras consideram que meus neurônios desaparecem na voragem da doença e que eu estou apenas divagando. Não. Trata-se de um homem de fé. Sempre fui um radical em matéria de fé. Sempre achei um, desperdício e uma intromissão pedir a Deus que me curasse de enfermidades, embora eu tenha pedido e orado por centenas de pessoas para que fossem libertadas das doenças.
        Não sei e nem tenho lá muitas explicações. Só sei que estou indo pelo caminho de todos os mortais. Não sinto nenhuma angústia, salvo quando estou sozinho. Sinto que minha fé se fortalece cada dia a mais, lembro-me dos dias em que pregava e ensinava os Evangelhos nas praças e nas igrejas. Afastado por discordar da maneira dos nossos irmãos na fé, não consigo ver a igreja paradona e estática, quase afundando com os pecadores, andando lado a lado, incólume e sem perspectivas de salvação para os perdidos.
          Uso o meu “Face” para falar das coisas sagradas, bem ao meu estilo radical e rasgado desagradando as pessoas como se elas fossem e estivessem obrigadas a me perdoarem pelas minhas grosserias e franquezas. Espero todos os dias com certa sofreguidão a minha chamada.
        Incrivelmente e surpreendentemente não sou ou um homem triste. Muitas vezes sinto-me como se estivesse curado, e, francamente, salvo os sintomas que só eu sei e os cancerosos reconhecem, podem dizer e falar. Estou me findando, ou seja, em outras palavras estou deixando o mundo dos vivos para buscar o abrigo da imortalidade, a cura e a glorificação que sei não mais conquistarei neste mundo, mas glória do Senhor, que está o outro lado da existência.
        Meus familiares não gostaram quando anunciei que não desejava mais prolongar o tratamento. Operei do pulmão, retirei um pedaço do mesmo do lado direito, fiz quimioterapia, depois a  radioterapia tudo dentro do figurino, todos os dias, segui as prescrições médicas, fiz e refiz exames os mais dolorosos, retirei do corpo coisas e implantei coisas, violei o sacrário do meu corpo santo e sagrado tudo na busca da cura, embora lá dentro, bem no íntimo, sempre achasse da inutilidade já que as células apenas se  transportam de um lado para o outro sempre levadas pela corrente sanguínea, e se instalando, e se repartindo, e se,multiplicando nesse sangrar da vida, em outras partes do corpo.
        Continuo a pilotar minha moto. Bem verdade muita coisas deixei de fazer, como, por exemplo, fazer viagens longas. Deixei de viajar, hoje apenas saiu na cidade. Mas faço sexo com certa regularidade, às vezes até três por semana,aproveitando que minha esposa já fez 60 anos, mas ainda gosta de sexo, uma das melhores, senão a melhor coisa que Deus fez para o ser humano; sorrio e não procuro demonstrar tristeza, pois tenho a certeza e a maior de todas as esperanças de alcançar  o que Hebreus capítulo onze versículo um, descreve.
      Certeza no que jamais vi, mas sei que existe.
        O câncer está se espalhando. Sinto os sintomas terríveis. Tem dias que as dores são terríveis. Outros dias nem parece que tenho câncer. Vou à cidade com frequência, visito alguns poucos, e  cuido das coisas. Não tenho por incrível que pareça, nenhuma tristeza pelo câncer. E, é exatamente essa coisa que eu não entendo. O sujeito está morrendo numa contagem regressiva, está se findando pelo somatório de sintomas, as dores lancinantes e perversas fustigam o seu peito, tórax e outras partes do corpo, estou minguando, surpreendentemente me alimento como um cavalo depois de uma cruza,e, ainda assim não consigo ter nem sentir revolta.
        Sei que estou partindo. O pior de tudo é que sei de todas as consequências e coisas dolorosas que o câncer causa no corpo humano. Mas é como se eu lançasse um desafio a ele, não sinto nem experimento nenhum medo e, passar para o lado de lá é como, na minha mente estivesse passando o umbral de uma porta para ter acesso a outra parte e do quarto.
       Muitas vezes me sinto imaginando voando pelo espaço sideral. Como sempre estudei os astros, sei que apreciarei o espaço sideral, seu colorido sua infinitude, sabendo que logo, logo deverei estar sendo hospedado em uma das galáxias aonde o Paraíso se situa.
       Já treinei muitas vezes a morte. Não deixo crianças nem órfãos necessitados do meu auxílio. Serei em breve uma bela e saudosa recordação, permanecerei eterno nos corações dos que me amam e dos que eu ajudei a plantar um pouco dessa fé que me enche e me pulsa no meu coração.

     Então não me peçam para prolongar em cessões de quimioterapia a desesperança daqueles que desesperados não aprenderam a crer nem a confiar no SALVADOR.Aos meus filhos e mais próximos peço que respeitem apenas a minha vontade soberana de estar quanto mais rápido na presença do meu Senhor.Por favor não me levem, seja em qualquer estado físico ou mental, a nenhum médico. Quero e desejo partir em paz.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

JOÃO MUTTI – O COMUNISTA

                                 
       Conheci aquele alto e civilizado homem. Marido de uma das minhas professoras da infância, Professora Ligia, ele sabia relacionar-se com os concidadãos, exercendo sua profissão, e, como grande brasileiro soube fazer oposição firme e serena ao criminoso Getúlio Vargas, assim como aos que o sucederiam, tenham sido pelo voto ou não, seus sucessores, de quem muito dele se deve dizer, sobretudo ao escrever sobre as atrocidades cometidas pelo criminoso frio e sanguinário que foi Getúlio Vargas.
       Como somos um povo sem memória e sem interesse em aprender, devemos dizer que Vargas até certo tempo era ostentado nas repartições e salas com o seu retrato num verdadeiro culto imerecido à personalidade, em especial por bajuladores sanguinários e defensores dele que apregoavam e o chamavam de “pai dos pobres” epíteto que, por bem ou por mal, cresceu entre os pobres e iletrados.
       Vargas foi um tremendo caráter malfazejo, um fascista sem lampejos de consciência cujos crimes estão necessitando de serem descobertos e revelados por boa parte dos historiadores.
       Criminoso frio e sanguinário foi esse Getúlio Vargas. Ditador inescrupuloso!!!
       Algum tempo atrás escrevi para o meu blog dando algumas pistas e denunciando os muitos milhares de soldados que, durante a Revolução de São Paulo ele mandou enterrar vivos, só por se negarem à rendição.

       Mas, o que queremos falar é de João Mutti em Itiúba disfarçando e deixando seus panfletos, jornais e mensagens comunistas nos bares, em especial do Carlos Pires, na tentativa de fazer divulgar o comunismo. Sei, pois conheci mais alguém, hoje falecido, em Itiúba, que comungava dos mesmos ideais. Infelizmente ele se desvaneceu com o comunismo como eu também. Não existe liberdade no comunismo, mas eu batalhei por toda a minha vida pela doutrina e pela vitória do comunismo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

FOLIA DE REIS EM ITIÚBA

                             
         O tempo, este nosso companheiro implacável, possui a celeridade do átimo existencial. Porém, não se possibilita para enfraquecer as lembranças, sejam elas boas, sejam elas más. Assim e agora, levanto-me do sono, nesse despertar que se parece muito mais uma ressurreição, como muito bem o disse Exupéry, instando-nos a levantarmos com um sorriso com as mais vívidas recordações de um tempo que se esvai na bruma do passado.
          Vêm a mim a mais profunda recordação de uma fase da minha existência em Itiúba, idos da década de “60” em que reis, princesas, mulinhas, lobisomens e outros seres do imaginário pululavam e às vezes alegrava; outras atanazavam as vidas e as existências apegadas ou não ao supersticionalismo.
        Lembro-me de um pequeno grupo misto de pessoas, homens e mulheres; de todos os naipes e de todas as idades tocando pandeiros, violões, violas e reco-recos, a andarilhar pelas ruas mais humildes de Itiúba entoando belos cantares em que os cantantes se revezavam em versos tão bem rimados, mas de uma beleza e sonoridade verdadeiramente palpitante.
          Lembro-me do grupo chegando todos os anos, adredemente avisados meus pais, na alta madrugada à porta da minha casa. Entre cantos de “aviso da chegança” entremeava como parte do ritual, certo tempo que era como se fosse um aviso aos da casa para que se aprontassem e se preparassem para recebê-los.
          Primeiro tinha o ritual depois de um lapso temporal, em que o dono da casa acendia o candeeiro, o fifó, ou a lamparina como aviso de que iria o grupo ser recebido e que as pessoas davam desse modo, as boas vindas aos cantantes da folia de reis.
        Em seguida, a porta era aberta, ocasião em que entre cantos e versos os cantantes da folia pediam permissão ao dono da casa para que a adentrassem. Tinha a hora exata de abrir a porta. Adentrado o grupo às dependências, efetuavam cantorias as mais belas, ecoando nas cercanias e na negridão das noites sem lâmpadas e sem estrelas o planger livre e o tanger de versos doloridos daquela gente saudando o” Menino Jesus”. Seguiam-se, para os que podiam o servir vinhos e cachaças que sorviam com sofreguidão.
       Finalmente a hora da oferenda além das bebidas e que consistia normalmente em pequenas quantias em dinheiro sob a desculpa de ajudar a pagar as roupas e adereços que ainda deviam nas lojas e fornecedores da cidade.

         Por fim, e, como último ato, cantavam despedidas pedindo aos donos da casa, portanto aos recepcionistas, “permissão” para que se retirassem. Normalmente e usualmente usavam introduzindo nos versos, os nomes do dono da casa, algumas vezes, os filhos. Lembro-me de versos que diziam sobre minha mãe: “Sá Maria, Sá Maria, é a flor, é a flor da laranjeira” e assim sucessivamente. Elogiavam o marido também, enfim era uma bela festa que não resistiu ao tempo, pelo menos nos sertões de Itiúba.