O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

quarta-feira, 25 de março de 2015

HISTÓRIA DA AMÉRICA E SUAS TRANSFORMAÇÕES

                  

        Na verdade, e, como se não bastasse não será possível olvidar que a competitividade expropriatória trouxe, desde o século XVI franceses, alemães, ingleses e holandeses que buscavam estabelecerem-se tanto na América Espanhola quanto na América Portuguesa processos apropriatórios, todos tendo em vista a exploração em comum dos recursos coloniais.
      Descerra a temática o recheio da importância historiográfica que não pode ser olvidado, as disputas acirradas que se deslocam para a América, mesmo após as nações ditas latinas terem conquistado soberania.
      Desses contextos surgem os conceitos. Se a soberania é o poder de uma nação garantir e assegurar a integridade da sua população e do seu território fazendo-se respeitar pelo emprego de recursos variados, então, pode-se afirmar que as nações da América Latina não puderam o não souberam, ou não quiseram defender suas fronteiras.
      Se a América consegue expulsar os primeiros colonizadores, quase exauridas suas riquezas, o foco da maneira de colonizar será deslocado para novos tipos, calcados, dessa vez, na diplomacia e nos capitais que impregnaram as relações e os países, exercendo novas dominações sob um indisfarçado protecionismo econômico.
     O mundo continua com olhos postos na América a exemplo da Grã-Bretanha que, tendo introduzido internamente formas capitalistas diferenciadas e baseada na industrialização ou na transformação da matéria prima, tornar-se-á desde muito, industrializada ou apressará processos “et pour cause”, transformar-se-ia em capitalizada, resultado  do processo industrial implantado, sendo contestada na Índia e outras colônias, mas se tornaria exportadora e necessitada de escoar, via exportação maciça, excedentes da sua enorme produção, processo que exigiria  permanência na manutenção de dominação com mão de ferro.
     Marca a Inglaterra mais que uma potencialização econômica, também, uma produção de forte influência e ascensão já consolidada, reclamando a busca de mercados em que se associaria aos naturais, aqui entendidos os autóctones, na sua desenfreada exploração de toas as formas capitalistas, transformando-se em potencia exploratória, portanto imperialista.
     É evidente que as nações dessa maneira exploradas, seriam, e, se tornariam  muito mais consumidoras de manufaturas do que mesmo industrializadas, sem domínio  muito menos não   dominadoras de tecnologias uma vez que não lhes foram repassadas, senão a sanha da ganância capitalista e os altos rendimentos com trabalhos semi escravizados, quando não com baixa remuneração.
      Se os processo permitiam a atividade econômica e o desenvolvimento dessas nações, verificar-se-á, por outro óbice, uma total dependência geradas a partir desses Estados que vão se tornar mercados consumidores e importadores carreando divisas para as exportadoras, submetendo-se à exploração dos seus recursos naturais e ao fornecimento de matéria prima a preço irrisório quando não expropriados ou fornecidos gratuitamente como resultados de acordos duvidosos e secretos feitos com os locais dominadores sobre as próprias populações, os chamados caudilhos, obrigando e submetendo as populações sob a mais profunda dependência econômica, política e social continua e infame permanentemente.
(Trabalho ofertado à PUC durante curso, pelo Autor).

      

terça-feira, 24 de março de 2015

HISTÓRIA DA AMÉRICA

                                             
         As transformações ocorridas na América Latina entre 1870 e 1930 e seus impactos econômicos, sociais e políticos. Essa será a apresentação que faremos tendo em vista maior compreensão do alcance de um continente sempre andando na contra-mão da história dos continentes em que a civilização e a “barbárie” ultrapassaram essa negra fase.
         Não parece tarefa fácil analisar a América Latina em toda a sua dimensão bem como em todos os seus desdobramentos, mormente por oferecer nuances e diversidades tão díspares quanto culturais e geográficas, além das condições e circunstâncias envolventes.
       Se, num plano prático não se deve falar em uma América divorciada dos antigos colonizadores, será preciso estabelecer e ter sempre em mente que as diversificações culturais introduzidas e plantadas pelo colonizador, se revezam num fenômeno de justaposição, por substituições das diversas culturas introduzidas e o predomínio da cultura imposta de cima para baixo, aqui entendido as culturas nativas que tiveram de submeterem-se.
          Remontando aos iniciais colonizadores (Portugal e Espanha), fica evidenciada que a escalda competitiva daqueles dois países, conflitaria com outros interesses desprezados e não consultados, quais seja, as populações autóctones, agudizada pela alternância de introduções culturais quando ocorria alternância dos domínios culturais, verificando-se mesclas e matizes ajudados à introdução de influencias conforme as concepções existentes e aceitas nas metrópoles, não parando aí a obra colonialista, todavia se sucedendo sob ao olhar arguto de outras potencias.
        As chamadas lutas independentistas ocorridas por toda a Europa resultando na expulsão dos colonizadores, e, na formação e formulação de varias nações que se emancipam politicamente, trazem significados e apropriações que substituem as influências, mui especialmente abandonadas velhos sistemas exploratórios, em contínua expansão e transformação.
         Podemos dizer que durante a fase colonialista a América se expecta pela exploração tendo como base precípua a exploração extrativista das suas riquezas naturais expropriadas aos naturais da terra (aborígenes) quer a exploração de metais e pedras preciosas, quer a extrativista, quer o trabalho escravo amenizado por uma Igreja católica servil e bajulado ora nomeando de trabalho “compulsório”, chancelado por ela como resultado das visões européias acerca do que era ou não “civilis”, “barbárie”, etc., etc. quer a exploração em larga escala da matéria prima que representaria o pau brasil, a implantação de extensas áreas em,pregadas na plantação da cana-de-açúcar, assim como a criação extensiva de gado “vacum” de intensiva a extensiva tudo com o intuito de transferir para a América a função de prover as necessidades da Europa e não só da Colônia, mas socorrendo as necessidades de abastecimento e demandas das metrópoles além mar sempre em disputas e guerras de ocupação e conquistas esfaceladas além mar.

(1ª parte. A continuar).

segunda-feira, 23 de março de 2015

MEDIEVALISMO E SARNEYSISMO

                   

          Dificilmente os padrões atuais poderiam mesmo numa visão distorcida, aproximar o Brasil e seus costumes, às práticas medievalistas. O período historicamente apelidado de medievo representa uma síntese das relações de submissão, ao mesmo tempo em que caracteriza o ápice da valorização da terra e estabelece as relações com bases em antigos costumes bárbaros, na fidelidade entre suseranos versus vassalos, criando, assim, laços de dependência, ultrapassada a fase do “beneficium”.
        Atualizado o medievo e ajustado a pratica nossa de cada dia, não há como estabelecer, mesmo fora dos padrões e princípios historiográficos, tamanhas diferenças e latitudes quando nos comparamos e cotejamos nossos costumes, em especial o de amealhar terras e bens em detrimento de populações inteiras, como, se verifica, no Estado do Maranhão aonde o clã dos Sarney conseguiu inexplicavelmente amealhar e arrebanhar contingentes enormes de pessoas apoiadoras e acumular imensas glebas de terras.
        Alguém poderia dizer que o chefe do clã, serviçal incondicional dos militares em certo período da história do Brasil, referentemente aos golpistas militares  de 1964, e pós, permitiu e abriu mão, não sem contrapartida,  para que os Sarney conseguissem, a custo da miséria das populações daquele Estado e das sangrias  de cofres públicos,  sem vigilância, mas capaz de comprar silêncios e conivências, fosse o condutor natural para o enriquecimento do suserano maior daquele Estado decano vergado pelo tempo que envelhece, também, os canalhas.
          Mostra a história uma espécie de “comitatus” prática oriunda dos poderosos, permitindo solidificar numa sociedade agrária, sem nunca ter sido gregária, mas capaz de concretizar um sistema tudo por tudo feudal com a aquiescência e aprovação da igreja católica, aliás, religião apadrinhadora dos Sarney, só para nos limitarmos ao Estado infame e triste do Maranhão.
        Beneficiaria sempre direta da rapinagem, da fraude e do roubo a Igreja Católica sangrou nações e mais nações, apoio diretamente e sem pudores todo tipo de tirano, desde que fosse repartido por estes escolhidos e “abençoados” os despojos das nações, dos povos e das populações.
         Quando se observa a cerimônia de transmissão da gleba ou feudo aparatosa e impressionista, a idéia era causar impacto nas mais circunspectas e impactantes formalistas ações e rituais, seguindo e obedecendo a parâmetros ditados “à priori” pelo criminoso conjunto religioso denominado catolicismo apostólico romano, cujos parâmetros seguem rigorosos e abarrotados de desproporcionar formalismo, porém capazes, por si, de criar nas mentes do homem medieval a certeza da aprovação, pelos mais poderosa donos do mundo, no caso, a “Cúria ladra e criminosa representada por papas e prelados”.
   Embora no costume baseado, por isso chamado consuetudinário, desprezava a lei escrita, aliás, inservível, desde quando a legislatura era ocupação e vontade do Papa e da Cúria Romana mentirosa e ladravaz, muito mais na palavra empenhada envolvendo personagens pertencentes e exclusivas da aristocracia centralizada e representada no Suserano versus Vassalos, mas tudo sob as bênçãos aprovadoras e abonadoras, além do testemunho favorável da Igreja romanista, afiançadora das transações e doação “inter-vivos”, observadora das condições impositivas e obrigacionais em que as tais relações pessoais se baseava no “juramento” que obriga à nobreza a submissão do suserano.
          O feudo assim chancelado pela Igreja Católica assumia o vassalo miserável e infame peça do tabuleiro dos ainda mais  infames usurpadores, ainda que a título religioso e de salvadores das suas pobres e desinformadas almas, concluindo a finalidade da terra ou da gleba, também o obrigava a socorrer o suserano quando, e, se solicitado, tanto em dinheiro quanto mantimentos, em soldados e víveres segundo as necessidades e apelações nas questões militares.
        O processo de ruralização numa Europa que se fragmentara pelas disputas, necessitava e exigia urgentemente a união de forças em torno de certas ideologias de dominação para a expansão dos suseranos e influencia nos negócios de Estado, identificando-se como sendo o mesmo que se transformaram antigas “vilas” romanas dos tempos de apogeu do Império Romano após ser vencido, em cidades com o conseqüente desenvolvimento urbano que a aglomeração paulatina de pessoas, provocaria.
         Essa expansão contaria com a compreensão e visão, ainda que distorcida dos suseranos, ao contrário de um Maranhão em que não foi cedido um palmo de terras as populações marginalizadas no que hoje é considerado o maior bolsão de miséria e infames, sucedendo nos poderes internos e na nação, os seus membros, ainda que na dissolução da ética e economia de um povo, sem contestação e com a aprovação dos governantes maiores que a tudo fizeram vistas grossas numa aberração da compreensão do que seja “valor social da terra e função social”, não permitindo a expansão nem qualquer disputa entre suseranias e vassalagens, mas explodirão e eclodirão em guerras de disputas, o que jamais aconteceu no Maranhão com a mão de ferro dos Sarney, com o jagunço assalariado pelo emprego do criminoso bacamarte, com policiais corruptos e a seu mando, com os  poderes constituídos, Juízes e Judiciário subalternos e comedores e recebedores das propinas e migalhas lançadas das mesas dos Sarney em pagamento pelos acobertamentos cínicos e criminosos.
         Não existe até 1988 um só juiz, um só desembargador, um só alto servidor público do Estado que não tenha beijado as mãos do Sarney pedindo e implorando suas nomeações.
             Não     foi um processo que se estabeleceu sem a aquiescência dos poderes, dos juízes nomeados e indicados, dos desembargadores silentes e criminosos, omissos e que precisarão de julgamentos da história, não se verificando, por culpa desses agentes e atores nem invasões nem ocupações para alargamento e anexações de territórios através dos processos dinâmicos como o trabalho da terra, posse e ocupação pacíficas, etc., etc.
        O vassalo membro da nobreza, em regra, se obrigava e abrigava-se a socorrer o suserano com todos os seus bens. As relações feudo-vassalo e as chamadas relações de produção, outro capítulo especial, obrigavam o dever de fidelidade e reciprocidade, diferente, por conseguinte, da relação servil que dizia respeito ao senhor da terra e o trabalhador que tinha como base a desigualdade e a exploração da sua força trabalho.
          Enquanto o vassalo era o nobre que retirava a sua riqueza do trabalho servil, sua relação com o suserano era subalterna tanto territorial, quanto militar e religiosa.

(Trabalho oferecido À PUC-RIO quando aluno daquela Instituição)

“ANTONIO MACAMBIRA”

                                       
        Quem nasceu lá pras bandas de Itiúba sabe de quem estamos falando. Trata-se de um cidadão nascido e criado na cidade, funcionário público do Estado, com assento de trabalho no Fórum Local, Palácio da Justiça, sendo ele  conhecido dos quatro cantos da cidade.
          Quem conhece o popular “Macambira” pode dizer que conhece um dos maiores patrimônios da terra, orgulho da turma da esquina e, dos apreciadores de longos e bons bate papos. Macambira é assim. Aliás, seu nome verdadeiro atende pelo sugestivo ANTONIO BARBOSA.
         Conhecido de há muito, Macambira e uma dessas pessoas que acalentam muitos sonhos. Em todas as esquinas de sexta a sexta, chovendo ou fazendo sol, descambando granizo ou caindo tempestade, “Macambira” pode ser facilmente encontrado pelas ruas da cidade em longas conversas, dessas intermináveis, verdadeiramente atualizadoras de notícias desconhecidas, ou de pessoas que ainda não caíram no vulgo.
       “Macambira” é para surpresa de muitos, um crente em Jesus, convertido e batizado segundo a Bíblia Sagrada na Igreja Batista de Itiúba a qual tive a honra e o privilegio de dirigi-la por algum tempo, trabalha com meus amados irmãos e reorganizar o que tem de ser. Tanto é verdade que, anualmente o Macambira organiza um quadro na Igreja mostrando a história dos Batistas em Itiúba, de como alcançamos o Evangelho, sendo ele um dos mais sistemáticos e competentes secretários da Escola Bíblica Dominical com seus bem elaborados relatórios aos domingos de fazer inveja aos mais organizados, e lá estão fotos e histórias que seu zelo publica, contando-me e considerando-me um dos “Evangelistas” que passaram por Itiúba e pela Igreja.
          Para que ninguém se engane e não cometa equívoco,” Macambira” além de ser patrimônio da terra é, portanto, um crente sem dúvida, e, pregador do Evangelho.
        Louco por futebol desbanca qualquer que teime em estabelecer qual a melhor seleção de Itiúba em todos os tempos. É, na verdade, uma mini enciclopédia capaz de relatar histórias de muitos anos, de pessoas e coisas, da política e da vida social, da história da cidade, conhecedor profundo do seu povo, e assim,  entreter seus ouvintes. Querido e amado por todos, tive de ajudá-lo na sua dor, quando um moço da cidade assassinou seu filho de apelido Jegão que o tempo se encarregou de apagar e cicatrizar a terrível e dolorida ferida do “Macambira”.

          Um bom sujeito. Mil anos de vida ao “Macambira”!!!!

quarta-feira, 4 de março de 2015

DILMA E AS RELAÇÕES EXTERIORES



                          
       Semana que passou a Senhora desastrada Dilma Mandona no que não lhe pertence, cometeu mais uma das suas centenas de infames gafes, comprometendo e expondo-nos como brasileiros perante o mundo.
       Ocorreu que ela deixou sem atendimento e sem receber as credencias do Embaixador da Indonésia.
       A emburrada presidenta do alto da sua incompetência moral e administrativa, simplesmente humilhou deliberadamente o Embaixador daquele país, insatisfeita, ainda, e, remoendo a dor pela morte do bandido traficante que foi executado na Indonésia por ter entrado com 14 quilos de cocaína, ter ele matado e assassinado direta e indiretamente muitos viciados e familiares, assim como causado a ruína de muitos lares, uma vez que a atividade do traficante brasileiro consistia apenas em traficar conforme suas próprias palavras.
       A infame e incompetente presidenta deste triste Brasil, nem ao menos considerou que, na Indonésia as leis são cumpridas, seus juízes julgam e aplicam as leis que os seus políticos aprovam, em vez dessa esbórnia e calhordismo que é o Brasil onde se matam duas, três, quatro pessoas, paga-se uma fiança, e, sai o bandido ou assassino flanando pela porta da delegacia
            Quando preso, como o caso dos seus comparsas ,mensaleiros ficam dois meses na Papuda em celas que hoje se sabe possuía todo tipo de mordomia para atender aos sacripantas do PT, ajudados e convenientemente acolitados por um Supremo de fancaria, que troca nomeações de ministros por deslealdades contra o povo, inexistindo qualquer sintoma de justiça e independia moral, senão o agrado e o mimo em favor dos asseclas que os nomeiam, se acaso acontece, os juízes rapidamente e lenientemente concedem  liberdade. Se rico e poderoso o bandido, nossos juízes aplicam as leis fajutas e calhordas do país premiando com ‘PRISÃO DOMICILIAR.
         Só no Brasil o sujeito pode cumprir prisão domiciliar. Doce prisão. Triste e infame Brasil a atravessar e a penar nessa triste quadra da sua história. Espero que passe com a queda do PT; verdadeiro partideco de ladrões e desocupados, além de batedores de gordas carteiras da Nação.
        A ignorante e incompetente da Dilma, simplesmente mandou de volta o Embaixador sem recebê-lo em palácio, nem ao menos as suas credenciais, e, pior, não apenas deixou-o sentado nos corredores enquanto recebia credencias de países dirigidos por ladrões como os da África, países aonde ela e o seu patrono e mentor chamado Lula enterraram o dinheiro dos nossos impostos através de obras de fachada e lavagem de dinheiro, para camuflar empréstimos que jamais serão devolvidos ao pais, trocando e vendendo a honra de um bandido traficante pela grandeza do que um dia foi o Brasil.
          Pois bem, presidenta ignorante; Fique sabendo que na Indonésia a pena de morte consta da constituição daquele país onde não são admitidos traficantes a desgraçar as vidas das pessoas. Todos os dois traficantes brasileiros, tenhamos certeza, servirão para abrir caminho e os olhos para outros milhares de traficantes brasileiros que jamais se dirigirão a Indonésia, pois, sabem que, lá a lei é lei, e não essa porcariada do Brasil.
        Por outro lado, este último é um covardão, é um chorão, está apavorado na medida em que os dias para sua aventura aqui na terra se aproximam com o pelotão de fuzilamento, declara que ficou doente, na medida em que a aplicação da lei está se aproximando. Trata-se de bandido de família do sul, muito rica, foi criado com todos os mimos e tendo e recebendo o que a maioria não recebeu.
          Destruiu, vendendo por pura ganância, a droga chamada cocaína conhecia de muitos anos o país, e, não se trata de inocentes rapazes aventureiros. Por suas mãos muitos foram mortos pelas drogas, muitas famílias foram destruídas só para o deleite dos bandidos brasileiros que trataram a Indonésia subestimando suas leis, talvez e, possivelmente acreditando que, como no Brasil, o crime compensa. Lá não compensa. Quebraram as caras.
      
          Deus concedeu livre arbítrio aos homens. Quando praticamos algo que ofende a humanidade, temos de pagar, é a lei do retorno e da responsabilidade.
         Se  pudesse e tivesse um conselho que não me será pedido, diria: Arrependa-se, aceita a Jesus e assuma sua miserável e criminosa vida.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

NOVAS ABORDAGENS DA HISTÓRIA

                             
        Neste quesito há de registrar que a ideia de “abordagem anacrônica” equivale a um niilismo movido por visões de historiadores de matiz e influência euro centrista em oposição às nova releituras que posam ser feitas.
        Primeiro não se pode falar em independência quando não existiam Estados com fronteiras delimitadas, instituições livres e sistemas democráticos implantados, o que equivale dizer, Estado autônomos e não vice reinados atrelados à coroa absolutista ou não – Espanha ditando e exaurindo dos territórios colonizados, portanto, sem autonomia e soberania.
        As ideias de nação independente         emergem, portanto, da compreensão do que seja “Estado”, e, Estado independente com cidadãos e instituições livres para escolher, pouco importa sua forma ou sistema de governo, em que se desenhe um pacto de convivência através de leis próprias discutidas e votadas, constitucionalmente asseguradas.
        A América Espanhola, sob a égide de uma monarquia absolutista retirava toda e qualquer possibilidade e autodeterminação.
       Para Tamar Herzog a questão se prende muito mais à visão de autores que não conseguem estabelecer nem delimitar a existência das nações no passado, indicando “as condições mínimas e os processo” (cit. Pelo Conteudista da aula 9, pág. 4 – PUC-Rio) o que termina por ver certo anacronismo nessa espécie de abordagem, vez que dissocia nacionalismo, vontade, liberdade e luta para sua consecução.
       José Carlos Chiaramonte convida a uma abordagem procurando revisitar a história dentro dos contextos dos séculos XVIII e XIX, onde aponta não uma região unitária, chamada vice-reino do Prata, mas nações nomeadas, a Argentina que antes não se delimitava territorialmente e nem possuía, portanto, status de pré existência na América Espanhola.
       Por seu turno Francisco Xavier – Guerra aponta pata uma multiplicidade de fatores independentes, saídos de um território unitário “um conjunto politico, a monarquia hispânica” (sic Conteudista aula 9, pág. 5). Para este autor havia uma convergência de fatores, assim por dizer, uma vontade de se auto constituir em uma “sociedade” e uma “nação”, conceitos que implicavam em estabelecer diferenças que não se concebiam na monarquia espanhola.

        Para por fim a essas considerações, o conceito de nação, mais que convivência , sob a pressão das armas, pressupõe a existência de símbolos (bandeiras e outros), base territorial, identidade de propósitos, pacto federativo, cultura própria além de políticas próprias desatreladas de um poder qualquer central e exógeno, além de economia própria, respeito aos costumes e vida social, língua e base territorial sobre os quais fundamentam-se as nações que puderam assim se constituir e escolher seu destinos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

PROBLEMAS DO NACIONAISMO VERSUS CAUDILHISMO

        

         Na verdade, existe varias especificidades como  de Carlos Fuentes associando tirania ao caudilhismo vez que ignoravam outras realidad4s que os anseios independentistas idealizados não contemplam como as estruturas desmontadas e sedimentadas,  que impediram, pelas disputas entre  exércitos (ou milícias) vitoriosos, fazem surgir nova classe de proprietários “por serviços na campanha revolucionária” desencadeando disputas entre si concentrando a posse das terras entre as principais cabeças que viriam a se constituir.
        Entretanto, não se deve pensar que o caudilhismo representado via de regra no rico proprietário de terras, e, nacionalista, devendo recuar no tempo com Atahualpa entre 1742 e 1756, e, Tupac Amaru, ambos no Vice- reino do Peru, assim como a chefiada na Venezuela, liderado por Francisco Miranda, ou ainda a do padre Miguel Hidalgo, n México, todas fracassadas nos seus intentos de expulsão dos espanhóis.
         A região do Prata como exemplo, ocorreram várias disputas entre facções caudilhistas, talvez seja o mote maior para Fuentes e Cosentino. Formado pela Argentina, Paraguaia e Uruguai, o Vice-reino do Prata se envolveria em disputas para ver quem exerceria a hegemonia territorial.
        O caudilhismo sofre críticas, talvez, pela ausência de certa clareza de propósitos e objetivos ou até mesmo a ausência de projetos de governo, não fosse a mesma estrutura da monarquia, pelo que não se legitimam as críticas contrarias,  tal o caso de Simon Bolívar aristocrata criollo venezuelano que aspirava uma república “sem os vícios do federalismo” (In Documento, Carta da Jamaica), ao lado de  San Martin, portanto confuso entre manter as bases da monarquia como suporte, para servir de  barganha, com vistas a negociar na Europa, sendo o libertador da Argentina, do Chile e do Peru. (Confiram Moacir W. de Castro. O libertador. A vida de Simon Bolívar, Rio de Janeiro, Recco, 1988, pag. 132).
         Há de ser observado que, a quebra da estrutura monarquista terminaria por desestrutura todo um sistema de autoridade com a consequente quebra da economia, Geraldo algum anarquismo, até mesmo pelas concessões políticas como a inexperiência política administrativa agravada pela economia esfacelada pela própra gerra. Não se pode, contudo, fazer omelete sem quebrar os ovos.
       A despeito das disputas, até mesmo motivadas pelas ambições política e do oficialato desequilibrando o sistema recém implantado, as instabilidades terão diferentes características, mas o movimento será vitorioso.

        Mas se as novas abordagens historiográficas apontam como Cosentino “as condições históricas” atribuídas, foi graças ao nacionalismo expresso no caudilhismo e através dele e por ele que permitirá e criará as condições para a formação dos chamados Estados Nacionais, o eu, por si, e, em si, é um saldo bastante positivo.