O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

domingo, 20 de outubro de 2013

“Coração de mãe”


         Foi uma confusão em família.
         O Serviço de Alto Falantes a voz de Itiúba, pertencia ao Bertinho. Disso ninguém duvidava. Seus locutores eram o Fernando, o Huguinho, salvo engano, e o Isnard de tia Maricota. Se existiram outros e, certamente existiram não me recordo. Eu já fui um jovem embora algumas pessoas teimem em duvidar que já fui.
        O cantor Teixeirinha, ao que se sabe gaúcho, lançou uma música chorosa e exploratória chamada “coração de mãe” que as pessoas apelidaram de “churrasco de mãe”.
        Muito tocante, era absurdamente tocada pelo serviço de alto falantes do Bertinho di e noite de modo quase irritante. Mas era uma musiquinha muito tocante e bonita. Falava de um menino que voltava da escola quando de longe avistou o ranchinho eira-chão tocando fogo terminando por revelar que sua mãezinha foi queimada com os trastes.
          Ocorre que havia uma senhora chamada Dorinha casada com o senhor Wagner que se derramava em, toda vez que ouvia o rosário de infelicidades da música mentirosa do Teixeirinha, sendo conhecido de todos que a mesma se desmanchava em lágrimas recordando e encarnando a sua falecida mamãe.
          A Dorinha era irmã do Fernando o locutor, e, do Bertinho do dono do serviço de alto falantes. Ela mandou alguém invadir o serviço e quebrar o disco. Era um bolachão de 78 rpm.
        Pois é, nunca mais se ouviu o coração de mãe do cantor Teixeirinha. Nunca ouvi alguém dos Carvalhos falar essa história. Por que será? Rsrsrsrsrsrs.

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É APENAS UM PECADO


           Se você não ler e acompanhar o site dos irmãos carvalho, intitulado ITIÚBA DO MEU TEMPO. Nele você vai se deliciar com coisas de um tempo que não volta mais num saudosismo daqueles de apertar e macerar o coração. Mas precisa que você prepare o coração, pois só tem coisas boas e criativas.
       É fácil. Vá ao GOOGLE E TECLE “Itiúba do meu tempo” e se delicie.Só.

        EXPERIMENTE!

sábado, 19 de outubro de 2013

O LEPROSÁRIO DE ÁGUAS CLARAS


          Pode-se afirmar que foi uma bela e pungente experiência. Na sala da OAB no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, um quase menino atendia pessoas necessitadas como parte do seu aprendizado e exigências da Ordem dos Advogados do Brasil. De repente, adentra uma jovem senhora conhecida da Ribeira, e começa a explanar e a pedir, quase que implorando alguém que fosse atender os leprosos em Águas Claras. Ela era uma funcionária da instituição, cheia de abnegação. O meu auxílio era absolutamente gratuito e desprendido.
        Não sei o que deu em mim. Aceitei e passei a prestar assistência àquelas pessoas ali confinadas com suas enfermidades, e sentia uma recompensa invisível, alegria e felicidade, mesmo diante de rostos e membros desfigurados, porém cheios de educação e cuidados para conosco, muito mais do que tínhamos com eles, chegava a ser constrangedor os cuidados que eles demonstravam, como se fosse possível pegar a doença, de modo que se sentavam sempre a favor do vento, bem como distantes prudentemente, e, jamais pegavam em nossas mãos e até nos admoestavam com cuidados.
          A equipe médica e administrativa era composta de jovens idealistas e esperançosos da cura, falando com o mais profundo entusiasmo e orgulho do que faziam. Íamos pela manhã e voltávamos por volta da tarde em uma Kombi, todos apertados. Prestei assistência jurídica tentando resolver questões daquelas pessoas segregadas e afastadas do convívio social e familiar, mas que não perderam suas cidadanias, até o final do ano, quando terminou o meu estágio profissional.
        Foi muito gratificante, e, passados quase quarenta anos não consigo apagar aquelas pessoas do meu consciente, muito agradecido por ter contribuído de alguma forma com pessoas absolutamente necessitadas.
          Meus parabéns e minhas saudades aquele pessoal todo sem exceções.

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UM FILÓSOFO CHAMADO BANDUCA


         O sujeito nasceu, cresceu e se casou em Itiúba. Conheço-o desde muito jovem. Não que a diferença seja lá muito grande. Calmo, uma ilha de indiferença e paciência é como se pode descrever o Banduca, velho Banduca de guerra. Sujeito calmo e pacífico nunca ninguém o viu zangado, cabisbaixo ou mal humorado. É um ser extragaláctico. Pertence a uma família tradicional de Itiúba sendo filho do patriarca e saudoso “JOVEM”sobre o qual já escreve no blog, que resolveu nos deixar em saudade e memória já faz um tempinho.
         Banduca foi comerciante sempre com aquele sorriso fácil, embora meio forçado, mas, afável e educadíssimo, bigodinho fino e barba espantosamente feita diariamente na sua paciência de Job, certamente demorando-se umas duas ou mais horas para escanhoar, próprio mesmo da família Carvalho. É irmão do Bertinho, do Fernando, do Huguinho e do Wilton que não vejo esse, faz mais de cinquenta anos. Mas não traio dizendo a idade de ninguém.
       O Banduca ao que se sabe, jamais deixou a cidade. Assisti ao seu casamento com muita farra e a mocidade desbragada fazendo as gozações. Sua esposa é minha colega na qualidade de professora. Banduca é um desses seres raros que atravessam o mundo sem um inimigo, sem se queixar sequer das dores nos calos e nem de dentes doloridos. Um sujeito espantosamente, e escandalosamente, e, além de  fantasticamente filosófico incapaz de ofender a quem quer que seja.
          Merece uma estátua na praça central. Viva o Banduca. Ele merece.

          Viva o Banduca!

AVISO SOBRE O BLOG


        Desejo avisar aos amigos que por motivo de ter sido operada a minha secretaria que organiza o meu blog, ora operada de apendicite, e, em recuperação, deixamos de fazer as postagens. Tão logo ela retorne, daremos continuidade, dizendo que temos mais de vinte artigos acumulados aguardando postagens cujas visitas alcançam mais de 4 mil e 600.

Muito grato.

BLACK BLOCS


         Ontem a televisão mostrou amplamente e para todo o Brasil a ação da polícia carioca baixando o pau nos professores cariocas no centro da cidade enquanto jogava spray de pimenta, usava cassetetes e armas de choque contra os miseráveis assalariados de fome.
          A cena entre nós pobres desinformados e incivilizados nordestinos é velha e surrada. Os governantes, em especial na Bahia sempre usaram e abusaram dando cassetadas nos professores todas as vezes que se levantaram em movimentos justos e democráticos de reivindicações salariais e outras que sanassem as agruras da classe desvalorizada dos docentes brasileiros de um modo geral. Uma classe em franca extinção semelhante ou a dos micos leões dourados.
        Qualquer tupiniquim sabe que quando os candidatos pleiteiam votos, as bandeiras são: educação e segurança, invariavelmente. Alguns chegam ate com o nome de professores.
         Aqui na Bahia foi aprovada uma lei de plano de cargos e salários que nem Mussolini ousaria, que atenta também via de regra, contra os direitos mínimos dos professores. Leis foram feitas, sem alcançar nada de útil e satisfatório para a classe. Os sindicatos dominados pela pelegada petista, não está nem aí depois que o PT que se auto apelidou de “partido dos trabalhadores”, passou, como todos os da mesma laia, a mandar descer o porrete no professorado.
        Mas, uma nota de felicidade e de alegria começou a surgir como vingança e esperança. Já que professores velhos e alquebrados não podem se defender, apareceu ontem no Rio de Janeiro e, quiçá não desapareçam da vida pública, os heróis apelidados de Black Blocs que Deus há de dar vida longa a eles que são rapazes e moças que se vestem de preto, usam uma máscara para evitarem serem reconhecidos e depois perseguidos pelos governos e policias que não combatem criminosos mas espancam impunemente professores pacatos e pacíficos e, esse rapazes e moças tomando as dores dos oprimidos se lançam e desafiam com paus, pedras, garrafas, coquetéis molotvs aos truculentos policiais e seus mandante assassinos, os governantes que seguram as correntes e soltam os cães em cima do povo desarmado.
         O grupo Black Blocs não deve ser visto como bandidos nem tampouco, baderneiros como quer fazer crer os que nos atacam com bombas de gás lacrimogêneo, cacetadas e armas de choque, espancam e até ferem com tiros de borracha e aplicam nas populações verdadeiras truculências, usam assembleias legislativas distanciadas do povo assim como Câmaras de Vereadores subalternas e servis aos seus governos para oprimir e escravizar o povo, em nome da defesa de privilégios e privilegiados.
          Eles devem ser vistos como paliativos para enfrentar com destemor e coragem os que nos oprimem e nos atacam nas ruas e praças desrespeitando direitos mínimos de reunião do povo e das classes.
       No mais, viva o Black blocs.
       E estamos conversados!!!

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SOBRE O PAÔCO.


        Como sou um irremediável palpiteiro e gosto, sim de dar palpites em algumas coisas, depois de muito matutar, cheguei a uma provável explicação certa sobre o apelido do nosso personagem que viveu em Itiúba chamado e conhecido por paôco.
        Acredito tratar-se, evidentemente, de uma corruptela da expressão P A U   Õ C O”. Essa expressão surgiu faz muito tempo, desde o Brasil Colônia, em especial nas minas da então Minas Gerais. Para escapar dos pesados impostos chamado “O quinto” que era 20% (vinte por cento)do ouro e outros metais retirados da terra pelos mineiros, o governo Português estipulou o imposto que era pago por todos.
        Para escapar da escorcha do governo Português e burlar a alfândega, os mineiros faziam furos na base das estatuas que fossem as imagens de esculturas, que outra coisa não era senão os chamados “santos” da igreja católica e ali, no buraco, que era feito na base, enchiam de diamantes e ouro além de outras pedrarias preciosas até o artifício ser descoberto com penas terríveis de morte e de degredo.
        A expressão “santinho do pau oco” nasceu daí, para explicar pessoas que se faziam de santas para enganar outras pessoas. É possível, e, só os mais antigos, podem deslindar a questão, que o Paôco fosse um sujeito arteiro, daí o merecido apelido. Mas nada é de fato certo. São meras conjecturas. E estamos conversados.

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