O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

terça-feira, 9 de julho de 2013

EQUÍVOCOS DO (DES) GOVERNO PETISTA



     De afogadilho os Três Poderes da República depois de menosprezarem o povo que os sustenta nos seus nababescos cargos e altos salários e vencimentos, diante das movimentações das praças em que vozes se fizeram audíveis, parecem ter acordado para ouvir reclames e justas reivindicações.
     Aprovaram, de afogadilho, crimes de hediondez como o de corrupção, numa enganação de fazer dó, eis que basta que o judiciário aplique a lei. O que vem acontecendo é que o judiciário brasileiro só atende reclamos para prender pobres, prostitutas e pretos, os desafortunados sociais, cujos juízes são implacáveis e sórdidos, pois não se vê aplicadas, sequer, as leis já existentes quando se trata de pessoas de influencia na sociedade.
     As bandeiras são muitas e ninguém pense que elas serão guardadas depois de um primeiro momento. Vejamos que no que concerne aos pedágios das estradas, já começaram o quebra-quebra de estações de cobrança, verdadeiro assalto ao bolso popular, embora não tenha o povo nada de recompensa continuando a pagar IPVA e licenciamento os mais caros e estratosféricos do mundo.
     Os incompetentes do Planalto inventaram até um provável plebiscito e um referundum para engabelar o povo como se fosse possível a essa altura corrigir rumos e quando os políticos são os seres mais detestáveis do país. O ódio que os brasileiros dedicam atualmente à classe política é impressionante. Não será possível um referundum, muito menos um plebiscito, dadas suas nuances e características que o Planalto e os bonecos ladrões do PT nem ao menos com seu analfabeto e onagro Ministro da Justiça sabe o significado.
     Desprezaram o povo. Deputados ladrões e condenados por um Supremo baqueado fazem, acintosamente, parte de uma Comissão de Constituição e Justiça, exatamente aquela encarregada de estudar e recomendar a aprovação dos textos. Parece piada em que o sujeito condenado pela última corte de justiça de um país continua em função e “cargo” público altaneiro e empoado falando o que quer e deseja quando deveriam estar na cadeia.
     O Tribunal Superior Eleitoral enquanto a avalanche de gente enche as ruas pedindo a desobrigatoriedade do voto, parece alheio a recomendar voto biométrico e outras bobajadas como se votar neste país significasse alguma coisa de prático. O povo quer mais, não quer ser obrigado a votar nem ser penalizado e ser criminalizado pagar multas e até perder a cidadania. EU NÃO DESEJO SER OBRIGADO NEM COAGIDO A VOTAR. Posso até votar, mas como escolha livre da minha consciência livre e soberana.
     Passe adiante contribua levando seu grito contra os Três Poderes que desmoralizaram o país.
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RISQUE DA HISTÓRIA. TUDO É MENTIRA



     A morte do garoto Brayan assassinado covardemente por um bandidinho desses da impunidade brasileira com um tiro na cabecinha, revelou, também, através de certa emissora que fez a cobertura do seu sepultamento na Bolívia, a miséria dos seus familiares e o ancestralidade de ignorância e de miséria em que aquele povo vive.
     Fomos ensinados nas escolas brasileiras e nas universidades a ver e enxergar nos povos chamado pré-colombianos verdadeiras culturas ricas e cheias de erudição, cuja infelicidade e catástrofe se abateram sobre todos eles após a chegada ao continente dos espanhóis e portugueses.
     Apague tudo isso da sua mente. È tudo mentira e invencionice. Aqui existiram apenas miseráveis e ignorantes aborígenes sem aquela pompa, sem aquelas cidades, sem aqueles ornamentos, sem nada que indique tenham experimentado luxo, fausto e riqueza.
     Teimo em dizer que os índios que na América viveram desde os Astecas no México até os outros povos que viveram e ainda vivem na América Central, a despeito do Peru, Colômbia, Bolívia e outros lugares, não passaram de miseráveis e insignificantes mendigos que os historiadores teimam em culpar os europeus terem matado e roubado suas riquezas e transportado para a Europa. Aqueles aquedutos, aquelas casas, aquelas produções, aquele artesanato, tudo é mero folclore. Nunca existiram. Os europeus não exterminaram com povo nenhum de cultura elevadíssima.
     Olhando para a miséria do México com seus milhões de mexicanos passando fome e vivendo do trafico de drogas, primos dos americanos de quem e para quem foram obrigados a cederem imenso território como o New Mexican, e, hoje com os olhos fitos nos EE. UU. da América do Norte que não os quer no seu território, tanto sendo verdade que construíram um imenso muro separatista, olhando ainda para os peruanos e os colombianos para não dizer bolivianos, a miséria é tão aguda que não se pode e nem ao menos se deve culpar os europeus sobre os infortúnios. Bolivianos quase não comem. Povo desdentado, nu, desempregado, ignorante sobrevivendo de esmolas, à caridade quase que pública, desafia a minha capacidade de interpretação para dizer que os espanhóis não podem ser culpabilizados do seu infortúnio. A história que deles foi escrita, certamente é mentirosa e falaciosa, pois, não seria possível que a riqueza fosse completamente levada para a Europa e nada tivesse restado. São sim, uns preguiçosos improdutivos que não se recompõem das vicissitudes esperando esmolas e caridades de bondosos e extravagantes colonizadores. São sim, os que estão desgraçando as sociedades mascando e triturando suas folhas de cocaína, transformando-a em pó que desgraçam famílias inteiras. São sim, uns comodistas que não trabalham e querem viver de restos minguados de uma história e de tempos que não retornam mais. Folclore apenas. Assemelha-se a nossa mentirosa história de que a arvora chamada pau-brasil abundava nas matas brasileiras e que os portugueses e outros a erradicaram por completo. Mentira. Como baianos muito poucos viram ou avistaram um pau-brasil. Mentira que o território era coberto de pau-brasil. Nunca foi.
     O mais acertado seria aceitar e reconhecer que abaixo da linha do Equador a depravação moral impregna esses povos, a ociosidade se agiganta e avança como praga reforçando a ideia de uma America latina infame e incapaz de se autogerir.
     Miséria mesmo só se aplica aos nossos índios que vivem nas beiradas de estradas, em especial os Guaranys do Mato Grosso do Sul cujas terras foram tomadas pelos brancos e seus juízes para serem doadas a juízes e desembargadores, parentes e deputados, governadores e senadores.
     Aí sim, campeia a miséria, mas foram verdadeiramente roubados e assaltados e as leis só protegem os ladrões brasileiros.
    Mas espanhóis e portugueses não empobreceram a ninguém. Vamos rever a história, senhores historiadores?
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REVOLUÇÃO DE 09 DE JULHO DE 1932

     Hoje os paulistanos comemoram a maior de suas Revoluções, quando milhares de pessoas deram suas vidas em defesa da Constituição, lutando contra o criminoso e sanguinário Getúlio Vargas que pretendia se perpetuar no poder e, assim, negando cumprir a Constituição Brasileira.
     Como os ditadores são inescrupulosos e apenas eles e seus amigos e asseclas se locupletam bem como bneneficiam aos seus parentes ais diretos, Getúylio Vargas inventou que os revoltosos paulistanos queriam separar-se da Federação Brasileira.
     Essa situação já vinha desde 1924 e 1930 e teve como estopim a chamada Revolução Tenentista, todos insatisfeitos com os rumos que a nação vinha tomando. Ao negar eleições e ao sentirem os revoltosos que Getúlio Vargas protelava as eleições e não cumpria a constituição o movimento de 09 de julho eclodiu, participando brasileiros de todos os estados do Brasil em defesa da constituição.
     Os brasileiros deveriam demarcar seu poder e, seria muito bom se tivessemos mecanismos capazes de relembrar aos políticos sempre que os brasileiro estão sempre atentos embora muitas vezes em sono longo.
    Sugiro que leia o portal do "face book" intitulado LIMPANDO PRAÇAS E CIDADES DOS DITADORES para que tenhamos mais convicções por que desejamos retirar os nomes desses ladrões de consciência e assassinos do povo que tiveram seus nomes dados a praças, monumentos e cidades.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

MALAQUIAS E O LOBISOMEM DE ITIÚBA.



     Ele era um homem de baixa estatura, analfabeto, muito valente e, sobretudo um notívago. Empregado da Prefeitura Municipal de Itiúba na qualidade de vigia noturno, tio Malaquias não se assombrava ou, pelo menos parecia não se assombrar com nada deste mundo. Dele aprendi que não devemos temer nada e costumava ensinar-me, quando criança, o lugar mais seguro para descansar e passar uma noite: o cemitério.
     Tinha razão o meu tio. Semana Santa dessas cavernosas  em que todos se recolhiam aos seus lares, os cachorros da Rua do Alto  ladravam fora do normal, uma pequena luz de lua mau iluminava os caminhos e a noite assemelhada ao malefício prenunciava que coisa boa não estava vindo naquela direção. Não existia luz elétrica. Uma pane no velho motor da cidade a que todos crescemos e nos acostumas a ver, parou de fornecer energia deixando-o, como sempre, fora de ação enquanto uma peça vinha da capital. Demorava meses, até ano.
     Na medida em que tio Malaquias subia em direção á Rua do Alto a cachorrada aumentava os latidos e grunhidos. Quando estava prestes a colocar o pé na pequena e grossa tábua que servia de pinguela, na ponte do Riacho que corre do Açude do Coité, avistou aquele monstrengo cabeludo e assustador, besta fera do outro mundo, vindo atrás de si o séquito imenso de cachorros vorazes e zangados que parecia vinha lacerando o rabo e as pernas do lobisomem.
     Tio Malaquias recuou dois passos, encarou e ficou frente a frente com o lobisomem, figura descomunal e asquerosa do outro mundo, que brecou, e estancou subitamente na sua marcha batida.
     Tio Malaquias desceu-lhe o porrete. Em seguida, o atarracado Malaquias sentou o porrete pela segunda vez.
     Surpresa:
    O lobisomem falou. E, pior: fez uma profunda indagação.
    - Malaquias desgraçado, sou eu!
     -Eu quem? Filho de uma p.?
     Antes que o resfolegar cansado e ofegante do lobisomem se recompusesse, tio Malaquias acertou-lhe mais uma porretada que o deixou o pobre lobisomem completamente grogue e cambaleante, quando o lobisomem, que sabia o nome de Malaquias resolveu refeito o susto e a porretada, identificar-se.
     Tratava-se de um conceituado Chefe Político da cidade, de muito conceito. Subira até o a Rua do Alto para manter relações sexuais com uma prostituta conhecida por Isaura, para tanto se aproveitando do silêncio e do temor das pessoas trancadas em suas casas, para manter o anonimato. Era casado com uma das mais belas mulheres que já se viu sobre a terra, ela de uma “finesse” espetacular. Vestira-se de lobisomem para visitar a prostituta e para que não fosse descoberto na sua intimidade. Coisa de mortais comuns.
     Com a chegada da luz elétrica em Itiúba, como os sertanejos chamavam a luz vinda pelos cabos elétricos de Paulo Afonso, as mulas, os lobisomens e todas as assombrações desapareceram dando lugar ao progresso e ao conhecimento, a religião que prega a verdade, a Salvação em Cristo Jesus desmascarando as fábulas e lendas do catolicismo e apagando os medos que ela infundiu tanto nas mentes das pessoas, derrubando as superstições e as fabulas descabidas, padres e freiras fazem amor e namoram escancaradamente, sepultando as nunca existentes mulas de padres, nem lobisomens.
     Hoje em dia não se fala mais em mulinhas nem em lobisomens. Tio Malaquias morreu, enquanto ao sopé das montanhas, rodeada delas, a cidade continua aquela vida sertaneja na modorra que o tempo se encarrega de vivenciar pelas recordações dos seus filhos.
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ITIÚBA, MULAS DE PADRES E LOBISOMENS.



     A década, se a memória não nega, era a de “70”. Lobisomens, mulinhas, assombrações diversas povoam o mundo de Itiúba. Não existia luz elétrica enquanto a geração do tempo acostumou a se ver às escuras quando o velho Caterpillar a diesel, renitente e teimoso, desafiando o velho Mota, seu mecânico exclusivo, se negava a continuar batendo suas bielas, a iluminar a cidadezinha, deixando, muitas vezes, por vários meses, a cidade de Itiúba completamente às escuras.
     Era a deixa, a ocasião propicia para as mulas de padres e os lobisomens povoarem, cruzarem e se entregarem aos amores pecaminosos do outro mundo, tempos de assombração, de medo e de terror para o sertanejo. Um mal indisfarçável pavor tomava conta de todos se a coincidência fosse durante a chamada semana santa.
     Essa tradição da mula sem cabeça a espojar-se nos esponjeiros dos animais nos campos, veio, certamente da Europa, criação do catolicismo para denunciar e amedrontar padres que mantinham relações sexuais com mulheres casadas ou não, quebrando o voto de celibato. O lobisomem foi, também, criação da mesma igreja católica para amedrontar as pessoas que não promoviam o batizado dos seus filhos no rito católico, deixando-os pagãos. Para que apressassem os óbolos (dinheiros) para as burras da igreja católica, era necessário dar uma mãozinha na fé daqueles católicos um tanto incrédulos, amedrontados, supersticiosos e até mesmo de pouca fé.
     Mas nos sertões, durante a semana santa era época de festas para a saída dos lobisomens e das mulas sem cabeça. Os cães ladravam a noite toda e as histórias se multiplicavam com os pais plantando no universo daquelas pequenas mentes o medo, o terror e o pavor, reviventando e relembrando os terrores dos infernos e da condenação eterna. As pessoas ficavam dentro de casa amedrontadas e apavoradas, não deixavam seus filhos saírem enquanto as histórias revividas voltavam ao medievalismo, coroavam as histórias de pleno êxito, e preparava os casais  amasiados e em pecado, em amancebamento, ao casamento católico. Sim, o casamento civil era condenado pela igreja católica e, único que tinha valia era o casamento eclesiástico, rendendo-lhe dinheiro para a celebração, já que o comercio sempre foi prática corriqueira que terminou por apressar um pouco as práticas do, uma vez que a república só passou a ser aceita pelo Vaticano, na década de 1970 em diante.
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

COPA DO MUNDO DE 1958 E O BAR DO CARLOS PIRES.



     Ontem, dia 03 de julho, em algum lugar de Santo Antonio de Jesus, me encontrei, casualmente, com o jogador Júnior, Penta Campeão de Futebol do Brasil na Alemanha. Não temos intimidades. Foi encontro casual. Trocamos palavras sobre futebol e craques, ele é um moço filho da cidade, sendo muito discreto e humilde simplório como sua família daqui natural. De vez em quando encontro-me com Vampeta, em Nazaré, cidade próxima, mas que também não privo da sua intimidade. Quase sempre os encontros acontecem lá, em um restaurante de nome Maria Fumaça.
     Afinal de contas a noticia é sobre a Copa de 1958 ocorrida na Suécia, tendo o Brasil batido o time com o placar de 5 a 2.Eu era um garoto de pouco mais de 11 anos e não existia, em Itiúba, televisão. Era no radio. Em casa papai não gostava de futebol, embora tivéssemos radio, e eu era um garotinho que era fanático por futebol. Fui à cidade  nas minhas primeiras descobertas.
     Mesmo pelo radio podia-se sentir o extraordinário futebol que o Brasil jogava e, em especial, a torcida dentro do Bar do Carlos Pires, centro famoso que atraia crianças e adultos, embora não pudéssemos ficar sentados nem ocupar mesas e cadeiras, beber era impossível, nada que contivesse álcool. “Seo” Carlos Pires era rigoroso. Todo  domingo, na parte da tarde, papai me levava e a meu irmão, passávamos no Bar do Carlos Pires, ele comprava balas de confeitos de café- com- leite e nos dava uma coca cola. Pronto. Bebíamos em pé, no balcão. Dalí retornávamos para casa. Acabava-se, assim, o passeio dominical. Papai era inimigo de bares e não frequentava, nem jamais se sentou numa daquelas cadeiras do Bar. Dizia que não tomava nem cafezinho em bares para que as pessoas não pensassem que ele estava bebendo. Era e foi um abstêmio total e radical durante toda sua vida.
     Os gritos dos torcedores ecoam até hoje em meus ouvidos, os apupos, as exclamações e as discussões indefectíveis sobre escalações, e eu ali somente ouvindo e dando uns gritos a cada goal.
     A Copa de 1958 ficou na minha mente como sinônimo de futebol de verdadeira arte, nada comparável aos atuais pernas-de-pau que correm e tropeçam nos campos de futebol, distribuindo canelaços e bordoadas, cotoveladas e ponta-pés, se agarrando sem muita honra aos adversários, quando prestes a fazer gol.
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