O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

ITIÚBA E A CULTURA QUE NÃO VINGOU.



    Pouca gente, em aqui falando, se ler, certamente não dará credibilidade ao escrito, muito menos ao escrevinhador o que revelará. Quando se fala em cultura devemos estabelecer a dicotomia que dela se faz, dividindo-a em cultura no sentido das práticas de cidades e comunidades e cultura no sentido acadêmico, portanto, nas suas diversas acepções.
     E aqui quero e desejo exatamente fazer referencia à cultura acadêmica, dizendo que o primeiro Teatro que adentrei em vida, foi lá, exatamente lá, na velha, distante e esquecida Itiúba dos nossos tempos. Não me recordo de muita coisa, pois era garoto, mas tenho recordação das suas paredes azuis, e, luxo dos luxos, o teatro se compunha  de galeria,e, tenho a lembrança até de uma certa senhora que era atriz amadora, falecida muito recentemente.
    Recordo-me que as funções eram levadas a efeito durante os sábados. No tempo, salvo engano e recordação, não existia, ainda, o Cinema do Bertinho que ficava na Rua principal em prédio alugado ao senhor João Simões vendedor de pães, famoso por sua sovinice e pão-duro, parece-me que tio do nosso amigo e falecido Valmir Simões e que, recentemente nos deixou para viver em outro mundo, e dele, do seu tio, se dizia um pão-duro de assombrar até defunto.
   Pois é, em Itiúba assistíamos a teatro fino e não era essa coisa estilizada e pedante além de boçal, para não falar elitizada e distanciada do povo e que, além do mais obriga as pessoas a lerem críticas, a se certificarem dos amigos se vale a pena realmente comparecer para assistir a certas peças de gostos terríveis e duvidosas.
     Crescemos vendo o belo teatro que então se praticava e era barato, porém muito instrutivo. Parece que a vida cultural e acadêmica está se findando nos sertões. Que pena!
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MINHA AVÓ ENSINOU E EU APRENDI EM ITIÚBA.



   Que, cavalo dado não deve ser olhado nos dentes;
   Que, laranja madura na beira da estrada tá bichada ou tem marimbondo no pé;
   Que, mulher casada pra mim é homem;
   Que, os homens não dão nada de graça muito menos as mulheres;
   Que, filho de pobre não esconde a vontade de comer;
   Que, não se conhece nenhum homem rico que não tenha roubado de algum modo;
   Que, é fácil falar de riquezas quando não se tem necessidade de trabalhar para os outros;
   Que, quem cedo madruga pobre e necessitado sempre está;
   Que, Deus não ajuda a quem cedo madruga e que madrugar é coisa de pobretão miserável ou de fila de SUS para apanhar ficha de reserva de médico;
   Que, filho de pobre, morre  pobre e necessitado;
    Que, mulher casada que ouve malandro, vai para o primeiro motel da esquina;
    Que, se deve duvidar dos livros de autoajuda que ensinam coisas, pois seus autores sempre morreram na miséria, abandonados e isolados;
    Que, rico não ensina os segredos da sua riqueza, pois seria mais fácil a polícia lhes prender;
     Que, vigário esperto não conta o conto;
     Que, o malandro que aplica o conto do vigário, tem certeza de que se fosse o outro, seria roubado, e que ele conta com a usura da pretensa vítima;
     Que, não devemos ouvir os ricos falarem como enriqueceram, uma vez que eles não deixarão saber que assaltaram alguém;
     Que, trabalho não enobrece quando se ganha salário mínimo e não se tem o que comer;
     Que, se Deus ajudasse a quem cedo madruga, no mundo não existiriam tantos pobres;
     Que, filho de negro não pode nascer galeguinho nem de olho azul;
     Que quem nasce pra carroça não pode levar sela;
     Que, mulher não ama até a morte, mas o seu bem estar e até o limite do cartão de crédito do sujeito;
     Que, mulher não procura homens bonitos e simpáticos, mas aqueles que possuem belas contas recheadas de dinheiro;
     Que, o fim da vida é uma meia dúzia de pás de areia sobre  um caixão;
     Que, o que sobra de fato é o AMOR.

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PROFESSORA ZENAIDE

ACABEI DE RECEBER UM E: MAIL DO BERTINHO E DO FERNANDO, SEU IRMÃO, DANDO-ME NOTÍCIAS DE PROFESSORA ZENAIDE E, O MELHOR DE TUDO, ELA ESTÁ VIVA. O BERTINHO, EFICIENTE COMO SEMPRE, AINDA TEVE A GENTILEZA DE ENVIAR-ME A FOTO DE PROFESSORA ZENAIDE, EXATAMENTE AQUELA JOVEM QUE EU A CONHECICONHECI NOS MEUS SETE A OITO ANOS.
OBRIGADO BERTINHO E AO FERNANDO.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

PLENITUDE DOS TEMPOS (Gálatas 4:4)

     O versículo todo assim está enunciado no Capítulo 4, versículo 4 da Carta de Paulo aos Gálatas.:
“MAS, VINDO A PLENITUDE DOS TEMPOS, DEUS ENVIOU SEU FILHO, NASCIDO DE MULHER, NASCIDO SOB A LEI”.
     É possível que o texto seja muito conhecido pelos leitores da Bíblia e dos que aceitaram Jesus como o Senhor das suas vidas. Mas, também é muito possível que, mesmo aqueles que já conhecem e aceitaram a Jesus como seu Senhor, não tenham, ainda, o verdadeiro significado da proposição nele expressa, nem o alcance da sua verdadeira essência no que tange e toca às verdades divinas.
     Para sua compreensão é preciso fazer referencia aos impérios que existiram, fazendo referencia a alguns poucos, quando a humanidade se digladiava em guerras meramente de conquistas, retiravam-se depois de saquear cidades e países inteiros, além de causarem quase que a destruição das suas populações.
    O que é plenitude no significado bíblico? Primeiro temos de fazer referência ao domínio dos gregos sobre o mundo. O sonho de Filipe da Macedônia, incompleto, teve continuador na figura do seu filho Alexandre Magno que saindo da Grécia conquistou o mundo todo, sendo morto aos 33 anos de idade.
    Lembremo-nos que o grande Império Babilônico alcançou sua supremacia a partir do ano 595 a. C. até ser alcançado pela Pérsia em 535 a. C. quando Ciro conquistou e se apossou da Babilônia, permitindo a volta em paz dos judeus para a Palestina Antiga. Somente com a filosofia grega e sua ânsia de encontrar respostas às suas indagações humanas, conseguem deixar para todo o mundo o legado maior, a maior conquista grega, a nosso ver, a língua, era então falada no mais profundo grotão. O domínio grego sobre o mundo se desfez, após pouco mais de cem anos, após os generais de Alexandre, usando de complô, terem-no assassinado e ao seu único filho, promoveram a divisão do mundo em três impérios, porém, com as ideias de conhecimento e de apropriação das almas dos homens pelo belo e pelas respostas às suas indagações. A língua grega teve uma penetração tão fabulosa eu toda e qualquer pessoa, uma vez que em qualquer parte do mundo falava-se esse entendia o grego como se fosse sua própria língua materna.
     Segue-se o período de conquistas dos romanos, muito mais demorado, com cerca de 1.400 anos de duração. Interessante notar é que os atos oficiais da administração dos romanos eram feitos em língua grega. Embora o latim fosse a língua do mais eficiente dominador conhecido, os romanos, será preciso dizer que, o grego continuou sendo falado em todo o império, ou seja, o mundo.  Para que tenhamos uma mais clara ideia do que os romanos proporcionaram em termos de segurança, basta dizer que existiram províncias cuja segurança ficava entregue apenas a quatro ou dez soldados. Isto é incrível, mas dá uma medida exata do respeito e do temor que Roma infundiu nas populações e o rigor da aplicação das suas leis. Com os gregos os saberes se estenderam sobre o mundo com o ensino de uma língua que, mesmo na isolada Palestina Antiga teve de ceder o hebraico (Antiga Canaã), se falava e se cultuavam os saberes além dos esportes e conhecimentos eram oriundos da cultura helênica.
     Os romanos levaram a força da espada, e, o mais eficiente e temido exército, ao mundo. Conquistou e dominou províncias, estabeleceu um monumento fabuloso chamado “Lex Romanorum” e, qualquer cidadão habitante e natural das províncias que eram os países dominados pelos romanos, respeitava e obedecia, tornando-se todos os conquistados, cidadãos romanos. Isso não era pouca coisa. Basta dizer que as romarias que eram simples atos de as pessoas poderem se dirigir a Roma, eram garantidas porque todos possuíam a cidadania romana. A segurança dos viajantes se fazia com a garantia de bom termo, uma vez que o rigor terrível da lei romana condenava os assaltantes e ladrões, criminosos de todos os naipes, pelo seu rigor aplicado como a crucificação sem pestanejar. Assim, garantida a segurança, os viajantes se locomoviam por países provocando verdadeiros intercâmbios de conhecimento, comercial e cultural.
     Se todos eram cidadãos romanos e, se as fronteiras não existiam para eles, os saberes e os conhecimentos se faziam, a troca de informações e a garantia de uma língua falada em todo o império que se estendeu por quatro continentes, os romanos não se preocuparam nem tiverem a preocupação de mudar, garantindo a continuidade de uma língua mais falada e conhecida, o grego.
     Jehová Deus encontrou nessa fase a oportunidade de enviar Seu Filho Jesus Cristo. O mundo podia compreender a língua e o Novo Testamento seria ele todo escrito na língua que o mundo todo falava e se comunicava, difundindo, deste modo, a Sua Mensagem de paz e esperança para a humanidade.
     Isto é o que se entende e se pode compreender como PLENITUDE DOS TEMPOS, em que a riqueza e a prosperidade proporcionadas pelo Império Romano garantia abundância e segurança, além de estabilidade política,quando o mundo amadurecido e pacificado pelas armas dos romanos, asseguradas as condições e garantias, ainda que pela força,  pessoas podiam ouvir, ler e aprender numa língua que passou a ser universal, compreendendo e se apropriando, com segurança, dos ensinos de Jesus e das mensagens dadas e entregues por Ele e Seus seguidores.
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PAÔCO DE ITIÚBA



     Acredito que se tratava de uma corruptela de “Pau Oco”, costume das pessoas nascidas no sertão baiano. Assim era conhecido de todo o famoso PAÔCO homem simplório, que era conhecido e solicitado como carregador e descarregador de caminhões.
    Se você precisava de uma pessoa forte que descarregasse um caminhão de açúcar, lá estava ele, o Paôco. Se você precisava de alguém com força bastante para carregar um volume pesado, lá estava ele, o Paôco.
    Era um homem pequeno atarracado, porém dono de uma força quase que descomunal. Impressionante era que ele vestia-se diariamente de um surrado terno. Acho que presenteado por alguém que não o queria mais.Não o retirava nem mesmo quando estava sob o peso terrível dos sacos de açucar.
     O Paôco era uma pessoa fenomenal. Olhos claros, cabelos bem aparadinhos e crespos, não sei de onde ele procedia. Nunca o vi com uma mulher. Talvez se satisfizesse lá pelas bandas do Calumbi ou do Galo Assanhado bairros com certa fama boemia no passado, hoje reduto de pacatos cidadãos e cidadãs. Sei e me lembro de que morava com uma velha Irmã na Praça Nova, aonde outrora, eram armados os circos e os parques de diversões que chegavam à cidade, aquela que os ignorantes dos políticos de Itiúba destruíram, cedendo ao Banco do Brasil para construir um monstrengo pré-moldado, e, casas para os empregados da instituição. Uma lástima.
     Vendi na venda da minha mãe, muitos goles de jurubeba e de cachaça ao Paôco. Às vezes enchia a cara de álcool. Mas era um sujeito respeitador. Paôco já se foi deste mundo seguindo o caminho de todos os mortais. Mas a saudade e as recordações permanecem vivas como se fossem de ontem.
     Viva o PAÔCO da minha adolescência!
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

ELA ESTÁ VIVA!!!



     Que notícia espetacular e cheia de felicidade e de alegria para o “namorado choroso” em saber que a minha “PRIMEIRA NAMORADA” está vivinha e batendo os olhinhos graças a Deus.
     Essa notícia chegou-me hoje pelo Fernando Pinto de Carvalho, jovem simpático que também diz ter sido aluno da professora. Ele é um dos meus poucos amigos que leem o que escrevo. Não sei até quanto de verdade. Mas certamente o Fernando é um moço sério e decente. Basta ser filho do “Seo Jovem”, irmão do Huguinho, o moço dos cabelos impecavelmente bem arrumados, como se estivesse permanentemente a desafiar o vento e a lei da gravidade, como ainda irmão do Bertinho, o cabra mais capaz deste país e que foi ministro da Receita Federal nos idos de ‘70’.
     Bertinho hoje vive na sua fazenda lá nos sertões, criador de muito nelore e jumentos especiais, refestelado em suas poltronas de couro de bode, a palitar, com palitos de licuri, depois de experimentar os deliciosos pitus que, soube o Rio de Covas produz. Sua fazenda fica lá pras bandas de Covas distrito da cidade de Itiúba. Merecidas regalias essas do Bertinho. É um grande sujeito. Tem meu aval, e olha que sou exigentíssimo nessas questões de elogiar pessoas!!!
     Mas vamos voltar à notícia auspiciosa e maravilhosa, inclusive de que o Carlinhos, filho da professora Zenaide é um médico.
     Só espero que o Fernando me forneça o endereço da minha amada professora para uma visita. Surpreendentemente ainda vive. Acho que quem não vai suportar o baque é o velho coração deste quase setentão.
     Obrigado Senhor, e, ao Fernando minha gratidão.
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