O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

DEPRAVADOS, DEGENERADOS OU INCIVILIZADOS?



        Semana que passou vários parlamentos da Europa rejeitaram o chamado “casamento gay”. Países como a França e a Inglaterra, além de outros do Mercado Comum Europeu, rejeitaram mais uma tentativa dos efeminados de lhes conceder casamentos. Até o Vaticano que proíbe o casamento e por tal tem de suportar com padres e outros religiosos pedófilos, rejeitou na Praça São Pedro, em discurso papal, o casamento gay. Imagine só!
         Fico a imaginar que país é o Brasil. Queremos entrar no primeiro mundo e malbaratamos tempo e decência. Aqui tivemos a tristeza, os decentes e morais, de vermos a Suprema Corte se desvestir de toda moralidade e aprovar o tal do casamento entre marmanjos e fulanas. Quanta lástima para um país em que tentam e desvirtuam a ordem natural das coisas.
        Fico a imaginar aquelas quatro indefectíveis peladonas, na Europa, a falta do que fazer, pertencente a uma ONG, escrevendo nas costas e nas frentes dos seus corpos desnudados, naquele protesto infame e indecente, (sempre quatro infames prostitutas), frases chamando o papa de mentiroso e mandando calar, com rispidez, com a frase: “shut up”. (CALE-SE).Tenho sérias divergências com a figura papal, porém no campo da religião.
           É notória a má fama das mulheres e “travecos” brasileiros, na Europa, uma vez eles são considerados os mais depravados e se submetem às mais bestiais experiências dos seus degenerados proponentes e infames usuários, rejeitadas pelos nacionais. Os “travecos e prostitutas brasileiros” fazem o que os europeus, nas mesmas circunstâncias, rejeitam, por achar até bestial, mas para os “brazucas de guerra”, a coisa é simples e bem-vinda. Temos o “orgulho de termos a maior passeata gay do mundo”, As capitais nordestinas recebem centenas de homens de idade que aqui comparecem para comprar alguma restante virgem, diretamente das suas mães, com preços variáveis conforme a idade, e, ajustados segundo a degradação dos pais e dos usuários.
        A abominação então tomou conta do Brasil e, tem ainda pessoas que querem que alguém seja “otimista” e menos pessimista.” Diante de um país onde a criminalidade e a prostituição alcançam níveis simplesmente intoleráveis, não somos menos civilizados que os que rejeitam por todo o mundo, mas sim, os mais degenerados e depravados. Países civilizados proíbem a adoção por casais homossexuais, de crianças, de todo sabido que os pais são espelhos dos filhos. Que formação e que valores morais serão transmitidos? Podemos, então, afirmar peremptoriamente que o contingente está aumentando pela alimentação legalizada, enquanto grupos minoritários impõem através de lobbies orquestrados não apenas a prática da pederastia.
          Por outro lado, a jóia da criação, a mulher, jóia imprescindível e salutar para a saúde, prazer e companheirismo que é a MULHER se submetem a ver e ouvir esses degradados e degenerados morais e físicos, essas abominações se atribuírem o tratamento de -‘ELA’- na mais deslavada sem-vergonhice, como se fossem mulheres, atacam os que são contrários a prática da aberração e da abominação, rotulando pastores e igrejas ditas evangélicas, além das pessoas contrárias, de “homofóbicas” espalhando terror e inventando tudo quanto é miséria contra os paladinos e arautos da fé e da decência.
         Os apodrecidos morais se lançam em casamentos miseráveis, depois de terem satisfeitos a degradação dos seus corpos. Já pensou um cabra, usando outro cabra, uma lésbica usando outra lésbica? Que quadro terrificante e infame!
          É bom ficar sabendo que nos países civilizados e longe da “barbárie” as mulheres brasileiras são consideradas prostitutas e ofertadas ao melhor preço. A cotação, na base dos cem dólares, empacou nisso, pois já aprenderam que elas se vendem por menos. O Brasil é, ainda que por algum tempo, de maioria católica. O papa, com o pronunciamento da semana que passou condenando o casamento e as uniões homossexuais acabou de dar uma punhalada, já que os “veados”, “pederastas”, efeminados, “falsos a bandeira”, e,“invertidos” do Brasil, se dizem, via de regra,” católicos”.Se eles conhecessem a Bíblia veriam que, a ordem, nos tempos de Moisés, era a de matar todo homem que se deitasse com outro homem (tivesse relações sexuais), com outro homem, o mesmo acontecendo com as  mulheres.A bíblia lança as piores condenações. Deus não aceita a prática, essa é a sua mensagem. Para se ter uma idéia, de uma vez só, Deus ordenou a destruição de cinco cidades que praticavam, coletivamente, a pederastia. Está lá no Livro de Gênesis. Vão mandar matar o papa. Certamente desviarão as perseguições contra o Pastor Silas Malafaia e outros que lutam contra as investidas de terem os pederastas “leis especiais” como se fossem pessoas com privilégios diferenciados do resto da população brasileira.
         Então vivemos o caos, a infâmia, a degradação moral em todos os setores da sociedade, desde a sociedade como um todo, como os poderes da república que, ao coonestarem o processo de reconhecimento da degradação moral, como o Judiciário, Legislativo e o Executivo, nos colocou, certamente ao rés das depravações como sendo coisa de somenos importância.
        Somos ou não somos um povo degenerado, degradado, perverso, incivilizado e sem fé no atributo DEUS que é a MORAL?
          Ao homem e à mulher CRENTE no SENHOR JESUS só nos resta a ORAÇÃO por esses infames para que retroajam das suas práticas.
         E que o Senhor proteja nossos filhos e netos da proximidade dessa gente sem limites morais, em que o profano tem a iniquidade como prática das suas vidas.
Max Brandão Cirne
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Itiúba e o bolachão do “seo” Antonio Castro



        Década de “50” enquanto o escriba era apenas um garoto com os costumes próprios da terra e da época, em formação. Toda sexta feira ou quase, chegava a nossa casa um hóspede conhecido por Borges. Nós o chamávamos “seo Borges”.
       Era um negão desses da cor do breu. Nunca vi, até hoje, um negro com a cor tão acentuada. Os lábios eram projetados para frente, não tão grossos, os olhos esbugalhados e intumescidos, careca proeminente, cabelos raros e escassos, lábios grossos e projetados. Era muito calmo e educado. De fala mansa, parecia demonstrar amizade e consideração com os meus pais que o recebiam com respeito e grande consideração. Após o jantar, que era lauto “seo” Borges se refestelava numa cama limpa, após um revigorante banho quente, não sem antes adentrar a madrugada em um bate-papo, cheio de mistérios e cochichos.
       Chegava indefectivelmente no trem das 19 horas. Vinha de suas andanças pelo mundo do meu Deus. Dizia que estava indo ou se dirigindo para Jacobina. Duraram tais visitas mais de três anos, e eram absolutamente regulares.
        Naquele tempo em Itiúba não existia feira nem mercados como hoje, de sorte que a feira acontecia apenas uma vez, durante o sábado. Geladeira não existia, impossibilitando de guardar e conservar alimentos, porque não existia energia elétrica, salvo a do velho motor, salvo engano Caterpillar que acendia às 19 h e apagava às 20 h. Um luxo! E era movido a diesel. Geladeira a querosene só apareceu muitos anos mais tarde, luxo que poucos se davam, gastando uma lata de 18 litros num só dia. Impraticável sua manutenção.
         Naquele dia, uma sexta feira, minha mãe adquiriu do “seo” Mateuzinho uma traíra pescada no Açude de Camandaroba, pelo dito cujo, apregoada e vendida na “bistunta” como tendo cinco quilos. Lembro-me como se fosse hoje. Seria o jantar da sexta feira da imensa prole. (éramos 10 ou 12 esfaimados rebentos). Repito nada se comprava fora do sábado, tivesse ou não dinheiro. A razão é que nada existia para ser comprado. Só no sábado.
        “Seo” Borges acabou de chegar ao pedaço, e, pior, quase na hora do nosso jantar. Naquele tempo os pais alimentavam as suas crianças, ao meio-dia e, à noite com alimentos sólidos.
        Mudou tudo. “Seo” Borges aboletou-se à mesa, tendo meu pai, como era da tradição, ocupado a cabeceira, seu lugar por direito. Meu pai quase não comeu a traíra que seria nosso jantar.
          Naquele tempo do meu Deus, crianças não se sentavam à mesa junto aos adultos. Só depois, e, separados. Nós, de olhos arregalados e famintos (crianças não mentem) sentíamos as barrigas roendo de fome, enquanto “seo” Borges traçava, insensível e sem consideração, a nossa traíra. Minha mãe levava a mão à boca e exclamava baixinho: “Meu Deus, a comida dos meus filhos!” “Seo Borges triturava a traíra, não parava para catar as espinhas, fazia-o com uma maestria, apenas usando os lábios de negão, mexendo os maxilares, que hoje, passados mais de cinquenta anos, jamais deixei de ficar impressionado com sua maestria e capacidade de catar espinhas de peixe, e, em especial, daquela bendita traíra.
       Dentro de pouco tempo só restou àquele enorme espinhaço. Nem restos “seo” Borges deixou para nós.
        Max venha cá e vá até a padaria do “seo” Antonio de Castro e compre uns patacões. Eram umas bolachas enormes, de água e sal, terrivelmente cruas e sem gosto, insossas, desprovidas de atrativos, intragáveis. Todos tomaram raiva do “seo” Borges! O infame havia deixado a todos com fome. Meu pai, extremamente carinhoso e zeloso, verdadeiro gentleman teve de suportar o mal educado, mas nada disse. Minha mãe ficou revoltada, porém, como boa e excelente anfitriã, nada podia fazer. Mas se revoltou. Era o nosso jantar dos seus filhos.
       Outro dia, numa excursão de volta aos sertões, vi umas bolachas daquelas que o vulgo chamava de patacões. Acho que pelo tamanho exagerado. Horríveis. Dei muitas risadas.
       “Seo” Borges era um sargento aposentado (reformado) da Polícia que atestava mortos e desaparecidos. Meu pai tinha interesse em descobrir o paradeiro do anunciado “morto,” primeiro marido da minha mãe. Como excelente cidadão, respeitador e de vida ilibada queria casar-se civilmente com mamãe, porém não podia fazê-lo sem a certeza da morte do “outro”. “Seo” Borges tomou muito dinheiro do meu pai. Era quase semanalmente. Só muito mais tarde, desaparecido “seo” Borges, possivelmente nas calendas dos infernos, é que meus pais nos contaram a motivação da visita do “velho Borges”.
       Quando visitarem os sertões, experimentem comer alguns patacões. Continuam sendo fabricados, embora não pelo grande e honrado homem chamado Antonio Castro.
Max Brandão Cirne
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Blog correto





    Por um infeliz lapso tenho enviado o blog errado. O certo é:
ursosollitario.blogspot.com.br

DIPLOMACIA BRASILEIRA

        O GOVERNO BRASILEIRO CONTINUA A NOS ENVERGONHAR FEIO COM A SUA DIPLOMACIA ENVIESADA. Perante os organismos internacionais estamos de caras no chão. O Brasil está mais para “casa de Noca” do que propriamente um país civilizado e de respeito para com os demais Pares.
       Dona Dilma secundada pelos seus tresloucados diplomatas de plantão acaba de nos deixar de calças curtas e, literalmente nas mãos, ao apoiar, incondicionalmente o ditador personalístico, Hugo Chaves. Antes deu as boas vindas ao cocaleiro Evo Morales, da Bolívia, notório exportador e maior plantador de coca para o mundo, ao admitir a Bolívia no MERCOSUL.
      Bem pouco tempo atrás cometeu o maior deslize contra o Paraguai na questão do Bispo Lugo e sua destituição, negando ao país vizinho o direito de entrar e permanecer no MERCOSUL.
       Durante o desgoverno do analfabeto Lula da silva o Irã, desrespeitador dos direitos humanos, visitou e teve acolhimento no Brasil, sendo abraçado e paparicado. Acho que por conta dos exportadores de frangos brasileiros para aquele país.
          Hugo Chaves rasgou a constituição que fez. Hoje, dia 10 é o prazo para a sua posse segundo as normas constitucionais, aliás, feitas e impostas por ele mesmo. Seu vice, que não é votado, mas escolhido a dedo, subservientemente já declarou que adiará a posse do “defunto” Chaves que tenta se recuperar de um câncer na pélvis, pela quarta vez. O outro fantoche, presidente da Assembléia Venezuelana, não assume e não convoca, na forma do preceito legal, as eleições. A Suprema Corte é de chavistas nomeados por ele mesmo já que destituída a outra de juízes independentes. Vergonheira total.
      A Venezuela é um exemplo de como devemos lutar para evitar a perpetuação dos ditadores no poder como quer Lula um terceiro mandato presidencial. Seu culto é absolutamente personalístico e a nação dobrada deixa de ser a Venezuela para ser “Chaves”. Lula representa um perigo de perpetuação e seus atos abençoando e apoiando incondicionalmente com seus diplomatas burros os países sem liberdades ou sem respeito constitucional, atenta contra a liberdade e periga um mundo em que espertalhões pretendem “se sacrificar pelo povo” e defender seus interesses. Deus nos livre de Chaves na Venezuela e de Lula novamente no Brasil.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Era uma vez em Itiúba



        Com a idade e a aposentadoria a ociosidade se torna um fato e uma realidade. Então, rememoramos os acontecimentos vividos e experimentados, desde a infância até os dias atuais. É muito bom recordar.
        Ultimamente as recordações dizem muito da minha infância em Itiúba. Primeiro, a escola Goes Calmon onde ingressei com sete anos e oito meses. Naquele tempo o aluno só era admitido a estudar aos sete anos. Ora, minha data de nascimento é do mês de junho, então, conclui que eu só pude ser matriculado no ano seguinte.
      Pois bem, as recordações indicam que li muitos clássicos quando completei nove anos. A escola distribuía livros que os alunos levavam para casa com prazo certo e determinado para devolvê-los. Assim li, na infância tenra, clássicos como os de Monteiro Lobato. Depois, lembro que li Miguel de Cervantes e jamais esqueci. Antes de completar o primário já havia lido, entre doze e treze anos, todas as obras de José de Alencar. Aos quatorze li obras densas que poucos intelectuais, mesmo na atualidade, leram. Semanalmente lia a revista “O Cruzeiro” e só após meu pai a lia. Depois veio “Manchete”,
         As recordações me levam a um livro de Felisberto de Carvalho, do 3º ano, não adotado pela escola, mas do passado, uma vez que meu pai considerava que eu podia ler coisas mais alentadas.
         Na Escola Primária e pública não tinha palmatória, mas sim, “reguadas doces” e maravilhosas. Um dia na semana meu pai me levava ao dentista juntamente aos meus irmãos, e sob as pedaladas do dentista “Totonho”, carona vermelha, homem  bonachão que cuidava de caries e dentes com pouco estrago, já que não consumíamos nada além da puxa-puxa, da gengibirra e outras guloseimas sem acidulantes e outros venenos da atualidade, feitos a base de rapadura do São Francisco. Maravilha!
        Fazíamos cinco anos só de escola primária. Depois, para termos acesso ao ginásio, enfrentávamos uma coisa chamada de Exame de Admissão ao Ginásio. Após, fazíamos três anos de científico ou clássico quando terminados, podíamos nos aventurar no vestibular. Bons tempos!
        Palmatória da pesada ficava para a escola particular (naquele tempo era assim mesmo e não reforço, ora, ora), e era durante a semana inteira, com castigos sobre milho e feijão, ajoelhados. As sabatinas ameaçadoras entre alunos sob a supervisão dos professores eram da essência. Bolos não quebravam mãos nem pés, não nos tornavam revoltados, e o melhor de tudo é que até a velhice não esquecemos professores como Juju irmã do lojista Josias, e compadre do meu pai, e, Sinhozinho, todos particulares e saudosos. Não tínhamos revoltas contra os professores, isso acontecia em turnos opostos, dentro da maior respeitabilidade. As professoras particulares se incumbiam de repassar as aulas da escola pública, tudo com denodo, carinho e amor profundo, dedicação de manter a fama de bons educadores.  Tempos saudosos e bons...
        E hoje a escola ó... Invertida, professores apanham e são esfaqueados por alunos... “vixe”, “crendeuspai”
08/01/2013
Max Brandão Cirne é advogado e historiador.
ursosollitario. blogspot.com