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Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Julgamento do mensalão


     Parece, mas não é nem será. O julgamento do mensalão não mudará em nada a cara do Brasil. A índole do político brasileiro é a de verdadeiro ladrão da coisa pública. Em tudo que está a acontecer no Supremo é apenas resultado do esforço de um dos últimos e grandes brasileiros, chamado Joaquim Barbosa.
     Relator do julgamento, aquele ministro demonstra a força e a bravura perante seus pares no intuito de chamar a ladroagem que se encastelou no poder, às falas.
     A história apontará que o senhor ministro Revisor demonstrou pouco interesse, de modo que só a pequena força da pressão da sociedade e da mídia, parece tê-lo feito voltar atrás.
      Contudo, sua preocupação parece muito mais a de acender uma vela a Deus e outra ao diabo. Notemos que não se trata de retirar do magistrado a independência nem a consciência de julgar livremente. Mas absolver qualquer dos envolvidos, nos parece desproposital tamanha a sanha com que se atiraram e rapinaram sobre a coisa pública.
       Como tudo neste país parece ser rotineiro e passageiro, não acredito que os resultados gerem nenhum benefício para o Brasil em termos de mudanças positivas, muito menos venham a causar qualquer mudança significativa no nosso modo de ver. O brasileiro parece infenso à virtude, pouco esforço demonstra em sanear a coisa pública, passar a limpo e reescrever a história.
       Parece que estamos fadados a ser apenas uma republiqueta das bananas e dos bananosos, haja vista a impunidade galopante e a ladroeira que se abate ano a ano sobre nós, preocupados com curvas e retilíneas mulheres, periguetes, shows baratos de vidas particulares sem contar as novelas enganosas, futebol, cachaça e carnaval que muitos cantam e decantam como privilegiados.
      Tenho razão em ser pessimista, vez que estamos cercados de milhões de descompromissados por todos os lados, a exemplo da enxurrada de milhões de candidatos que nada tem a dizer nem fazer senão se venderem aos prefeitos e outros, aliviando verbas e impostos destinados ao povo, para seus afanosos bolsos.
      O pior é que eles são tão cínicos e debochados que parece nada deverem. Não demonstram vergonha. De sorte que, quando falamos deles, parece que suas caras de pau não se apropriam das mensagens. Cadeia neles.
       Cronicamente não confio em homem algum. Todos procuram e fazem o mau. Não há um justo sequer. Podemos ser enganados por algum tempo, não, porém, durante toda a vida. E eu já vivi demais para me deixar engabelar por esses falsos salvadores que surgem repetidamente durante as eleições.
        Serão eleitos, roubarão escancaradamente, empregarão parentes, amigos e aderentes, se apropriarão de dinheiros públicos e se locupletarão apenas.
        O povo que se lixe.
NÃO VOTE. ANULE SEU VOTO.
Max Brandão Cirne (75) 8803-1829

BERTINHO, RESPEITO PELO...


              

      ...anoso homem Max. Os CDs que “vosmecê” teve, na sua fidalguia, a mais que gentileza de mos enviar sobre Itiúba, simplesmente terminaram por deixar-me arrasado. A ONG Serra da Itiúba - sob sua direção produziu e está a produzir verdadeiras pérolas.
     Aquele, então, sobre as estrelas e astros do cinema, deixou-me doente. Remeteu-me aos dias de juventude em Itiúba e demonstra o quanto de cultura tivemos o privilegio de experimentar no cinema que foi seu.
      Só não sei se posso continuar a assistir a tantas coisas boas!
      O Huguinho, seu irmão, aquele do cabelo impecavelmente arrumado, é um maestro, um mágico, um capacitado a transmitir e atualizar a existência perdida no ontem, trazendo-a para os dias atuais.
       Quantas estrelas e quantos astros se foram e que tanto vivenciamos no cinema! Muitos mortos, outros velhos e alquebrados que souberam, através da sua arte, passar para a posteridade o sonho e a sensação de eternidade. Os filmes que os assisti na maioria em seu cinema, devolvem um tempo para nós que podemos e tivemos o privilégio de ver e assistir a verdadeira arte cinematográfica.
       Acho que a eternidade envolve parte da nossa juventude feliz em Itiúba.
        Também vi a Filarmônica de Itiúba e o orgulhoso Egui Paixão na sua regência. Aquela meninada executando com tanta maestria seus instrumentos representa um verdadeiro bálsamo para as nossas almas.
       Ultimamente estou com sérios problemas de saúde com a empenada coluna vertebral impossibilitando e deixando-me muito mais imobilizado, razão pela qual não pude, ainda, estar presente a qualquer desses eventos.
        O problema é que quando vejo os CDs tenho sérias crises de choro incontrolável, especialmente fragilizado diante de um mundo que me foge.
         Por essas e por outras é que lhe peço mais respeito com o fragilizado e anoso homem.(rsrsrsrsrsrsr)
        Muito grato pela sua existência, do Fernando e do Huguinho, enfim desse pessoal que também já se ressente de outro “velhão” que se foi chamado Valmir Simões.
       Afinal, no raiar da manhã nos encontraremos num lugar de sonhos.
       Um abraço
Max Brandão Cirne (75) 8803-1829

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

UM BOM BRASILEIRO


     Louvo-me no direito de expressão livre na conformidade de uma constituição que ainda nos resta, embora pouco observada pelos homens que deveriam ser guardiães da pátria.
      A campanha política aí está posta na frente de todas. Em todos os lugares do Brasil da capital até o mais profundo rincão sertânico, “profetas” e “salvadores” aparecem aos milhares, senão aos milhões, dizendo e prometendo coisas absurdas, tudo em busca do voto dos incautos.
      O cargo de político serve de máscaras para todo tipo de bandido e mau caráter. Deveria ser nobre e exercido a título gratuito. Eles deveram sentir-se honrados em servirem denodadamente de “graça” sem nenhuma remuneração.
       Como temos “salvadores da pátria” nesses tempos de apátridas e embromadores!
       A questão de fundo é saber como os brasileiros ainda são capazes de se deixarem iludir e de caírem nas lábias desses espertalhões que aprendem a enfiar mãos afanosas, roubando o produto do suor nas “maracutaias” da vida.
       Ao cabo do mandato saem ricos e com contas bancárias polpudas. “Trabalham” para grupos que ajudam a sangrar e explorar a nação. E ainda tem gente que vota, briga e defende esses muitos malandros. Tenho por força da justiça, declarar que existe exceção. A outra grande questão é saber onde encontrá-las.
NÃO VOTE. ANULE O VOTO. É PATRIOTICO. NÃO SEJA ENGANADO. ANULE SEU VOTO. EXERÇA SEU DIREITO.
Max Brandão Cirne (75) 8803-1829

terça-feira, 28 de agosto de 2012

CRIAÇÃO À ANTIGA


         A idade nos leva a fazer reflexões. Lembro-me sempre da minha infância na querida Itiúba, lugar do meu nascimento. Hoje já velhão, emociono-me com tantas boas recordações. Ma delas é a que diz respeito aos mês “tios” e “tias”.
          Não: não se tratava de consanguinidade. Eram meus vizinhos que nós chamávamos de “tios”.
          “Tia Maricota” era aquela que mascava fumo de corda. Todo o dia após o almoço íamos  para sua casa. Era casada com “Tio Tonho” velho estafeta dos correios. Não tinha nada que não dividissem conosco. Pobrezinhos, eles não negavam o pouco que tinham. Quem não soubesse podia até pensar que éramos parentes. Não éramos.
          Tinha a “tia Cacá”, essa então, era louca pelo Max. Lavorando na roça, ao final do dia trazia-me licurís maduros que os cozinhava e me dava com muito amor. Seu nome de batismo era Josefa. Eu a apelidei, ainda muito criança de “Cacá” exclusividade minha. Seu marido era caçador de pequenos animais como jaguatiricas, coelhos e outros, além de plantar pequenas roças de subsistência.
         Sua irmã, “tia Tida”, moça solteira continuou até entregar sua alma ao Criador. Dizia-se que levaria a virgindade para um tal de “São Libório”. Levou-a ao que sabemos. Morreu caducando.
         À noite íamos todos nos aboletar na casa onde viviam, a casa do “seo Marinho” e ouvíamos literatura de cordel que era lida por alguém, relatando duelos de príncipes, reinos e princesas, charadas e histórias fabulosas.
         Não éramos parentes. Ainda havia o velho “tio Otaviano” ranzinza que só ele mesmo, cabecinha branca que pedia esmolas e ficava danado da vida quando nós moleques, entre eles eu mesmo, cantávamos: “Tio Taviano me dê dez tostões pra comprar de pão”.
         O que diferia meus “tios” de ontem dos “tios” de hoje era o profundo respeito que nutriam por nós e nós por eles. Não os chamávamos de tios por deboche ou desrespeito como hoje se faz. Era parte de uma convivência saudável e de uma aceitação responsável e respeitável.
          Nossos “tios” cuidavam da gente e nos abençoavam nos tocavam nos cuidavam e éramos amados. Quanta diferença!
         Não dávamos “bom dia” aos mais velhos. Se eram pessoas conhecidas, pedíamos “a bênção”; se não, apenas ficávamos calados. Bom dia só se dava aos de igual para igual. Era assim, sim.
         É como ainda é bom saber que tive tantos “tios” e “tias” que, portanto marcaram o menino de ontem e ainda emociona  velhão de hoje com a mais pura e sagrada recordação.

         Obrigado “meus tios” amados! Quanto respeito vocês nos transmitiram e ensinaram para o viver existencial de todos.
         Obrigado é pouco.   Continuam vivos. Vocês se eternizaram.
Santo Antonio 27 de agosto de 2012.
Max Brandão Cirne

P. S. Se você deseja ler esta crônica no blog, vá ao Google e escreva: Max, o historiador. É o bastante.

EXCREMENTO BRASILEIRO.


     Dilma sancionou uma lei no mínimo esdrúxula. Trata-se do emprego de gênero para que seja chamada de PRESIDENTA. Ora, quem sabe um pouco da língua, já sabia que presidenta é o feminino de presidente e disso ninguém discordava. O problema da lei é que seus ministros são uns analfabetos de pai e mãe. Lembro-me de nomes de ministros quando eu era ainda um moleque de oito ou dez anos.
      Hoje, falando sério, quase não sei o nome de nenhum deles. Também a ladroeira se esparramou e tomou conta desse Brasilzão de Deus.
       A infame lei de dona Dilma é um atentado ao vernáculo.
       A infame lei leva o nº 12.605 de 03/04/2012.
       Se duvidar é só conferir.
      Valha-nos Deus. Aqui d!El Rey.
Max Brandão Cirne
(75) 8803-1829