O que você quer saber sobre História?



Este blog tem como objetivo discutir História, postar artigos, discutir assuntos da atualidade, falar do que ninguém quer ouvir. Então sintam-se a vontade para perguntar, comentar, questionar alguma informação. Este é um espaço livre para quem gosta de fazer História.

sábado, 25 de agosto de 2012

“ SANTO DAIME”


                             
       O Brasil está testemunhando o crescimento de uma prática que nos parece muito perigosa. Trata-se do “santo daime” que é nada mais, nada menos que uma bebida em forma de chá, feito a partir de um cipó chamado “hiuasca” que teve início no Estado do Acre.
       Chá bebido inicialmente pelos indígenas do Acre, mais tarde foi integrado a uma comunidade que experimenta os seus efeitos alucinógenos, deixando os seus praticantes completamente dopados e fora da realidade deste mundo.
       Seus efeitos são equiparados aos do LSD, droga de efeitos terríveis nas pessoas. Ali, os seus praticantes sob a desculpa de que pertencem a   uma” religião” não apenas o consome como levam crianças a sua prática.
        Está se espalhando rapidamente pelo Brasil e “igrejas” já existem sob o olhar complacente do governo, nada fazendo para coibir sua prática uma vez que considera que a “religião no país é livre”.
       De fato, existe muita subjetividade. Só não podemos entender racionalmente como o governo paulistano prendeu e está a perseguir certo senhor paulistano que fundou a “igreja da canabis sativa” que outra coisa não é senão a maconha.
       Muitos já se suicidaram durante os rituais, embora sejam os casos abafados para não repercutirem negativamente nacionalmente. Fato é que já existem “igrejas” em vários lugares e estados brasileiros onde sua prática se dissemina, mortos são contados pelos estragos que a mistura  alucinógena vem causando.
      Se a liberdade de expressão é isso, então qualquer um pode “fundar sua igreja” com qualquer nome, a exemplo de “igreja da maconha”, “igreja da cocaína”, “ igreja do LSD” etc, etc.
      Não se compreende que crianças sejam levadas à horripilante vício sob a forma de religiosidade e a ANVISA e os organismos de proteção à saúde nada façam.
      Como entender uma aberração daquela como “religião,” ainda não consegui. Depois, ficam querendo proibir e ensinar nas escolas que os alucinógenos são nocivos e coisa e tal. Dois pesos e duas medidas. Se adultos consomem e se travestem de “religiosos”, vá lá, porém levar e ensinar crianças imberbes ao vício terrível é outra coisa.
       Enquanto ficou circunscrito ao interior do Acre escondido na floresta e sua divulgação, a coisa se resolvia para aqueles pobres de espírito. O pior é que está se esparramando para fora da floresta sem nenhuma vigilância com o nome de “religião do santo daime”.
       A propósito, a palavra “religião” vem do latim relegare que quer dizer exatamente RE+ LIGAR O HOMEM A DEUS. E isso seguramente já foi feito quando JESUS DEU A SUA VIDA PELOS HOMENS. A religião é algo racionalmente praticado sem fanatismos. Notemos que Jesus recusou beber da esponja embebida em vinagre, um alucinógeno que tentaram fazem com Ele bebesse na agonizante hora.
       Hebreus 11:1 diz: “A fé é o firme fundamento das coisas que se não vêem mas que se concretizam”. Jesus quer que tenhamos fé. E, fé racional sem fanatismos.
        Convido a que oremos pelos pobres que jazem nas trevas da ignorância, distanciados das divinas verdades do Evangelho. Jesus é a luz do mundo.
Max Brandão Cirne (75) 8803-1829

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

SENTENÇA DE CRISTO (Cópia autêntica da Peça da Sentença de Cristo, existente no Museu da Espanha)


                     

     No ano dezenove de TIBÉRIO CÉSAR, Imperador Romano de todo o mundo, Monarca invencível na Olimpíada cento e vinte e um, e na Elíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênio do Romano Império, no ano setenta e tres, e na libertação do cativeiro de Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia QUINTO SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÕNCIO PILATOS; regente na Baixa Galiléia, HERODES ANTIPAS, pontífice do sumo sacerdote,  CAIFÁS; magnos do Templo, ALIS ALMAEL ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos da cidade de Jerusalém, QUINTO CORNÉLIO SUBLIME  e SIXTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente – EU, PÔNCIO PILATOS, aqui presidente do Império Romano, dentro d palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus, chamado peã plebe – CRISTO NAZARENO -  E GALILEU DE NAÇÃO, HOMEM SEDICIOSO, CONTRA A Lei Mosaica – contrário ao grande  Imperador TIBÉRIO CÉSAR. Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajuntando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se filho de DEUS e REI de ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo à César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje ANONIANA. E que se conduza JESUS  AO MONTE PÚBLICO DA Justiça, chamado CALVÁRIO, onde, crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em  diversas línguas, este título: JESUS NAZARENUS, REX JUDEORUM. Mando também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano. Testemunhas da nossa sentença: Pelas doze tribos de Israel RABAIM DANIEL, RABAIM JOAQUIM BANICAR, BANBASU, LARÉ PETUCULANI. Pelos fariseus: BULLIENIEL, SIMEÃO, RANOL, BABBINE, MANDOANI, BANCURFOSSI. Pelos hebreus: MATUMBERTO. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: LÚCIO SEXTILO e AMACIO CHILICIO.


Caro amigo: Espero que lhe sirva para suas meditações. ELE MERECE nossa atenção.
Max Brandão Cirne (75) 8803-1829
ursosollitario@gmail.com

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

“MESTRE BUGUÉ !!!”


         
     Quem viveu em Itiúba, sabe de quem estamos falando. Quem é “menino” como este aposentado imerecidamente vivendo, ainda, conheceu ou ouviu falar no maestro Bugué. Moreno de bigodes, forte e espadaúdo, sem uma perna, perdida em acidente de trem quando trabalhava na construção da estrada de ferro do antigo Leste Brasileiro, sabe que faço referencia ao maestro Bugué.
     Exímio saxofonista, “seo” Bugué como o chamávamos fundou e era proprietário do “jazz band” que embalou os sonhos e devaneios nos bailes do nosso tempo em Itiúba e adjacências.
     Conheci-o muito. Compadre dos meus pais foi ele nosso vizinho por muitos anos. Seus filhos na figura de Zito, que se mandou para São Paulo ainda jovem; Cecília, que vive em Itiúba, foram meus coleguinhas de escola no Goes Calmon;  Buquezinho é vigilante no banco do Brasil, agência de Itiúba, tendo sido, mais recentemente, meu aluno no Colégio Ary Silva, quando da minha recente passagem por Itiúba de 2005 a 2009.
    Eram maravilhosas as aulas de música que recebi do “seo” Bugué, impulsionado por aquele desejo de aprender breves, semibreves, colcheias, cifrões, chaves de fá e de sol que a minha ausente falta de aptidão musical me indicou, mas que não fui adiante.
     O jazz band do “seo” Bugué fazia a festa. Marchinhas marciais, dobrados, polcas, maxixes e outros gêneros enchiam os ares de Itiúba quando ainda existiam coretos, os indefectíveis coretos da minha infância, hoje desaparecidos sem esperanças de voltarem um dia.
     Primeira aula falava sobre a música “como sendo a arte de transmitir os sentimentos através dos sons”. Aprendi essa verdade, e mais algumas cifras musicais, porém fui desencorajado pelos preconceitos do meu tempo que falavam que “todo músico morria de tuberculose ou cirrose hepática provocada pela cachaça”. Desisti.
     Hoje existe a Escola de Música Mestre Bugué. Muito merecidamente, imortalizando o nome do velho e infatigável maestro. No ano de 2009 antes de deixar a cidade, vi, ensaiando no centro da cidade, sob a batuta do seu atual maestro Egui Paixão, um bocado de pirralhos e juvenis executando os mais variados instrumentos musicais, em músicas divinas, repetindo, talvez ao gosto do antigo maestro Bugué, os mesmos sons. Tive de esconder o rosto vincado e anoso que escorria lágrimas emotivas, a voz embargada, tomado da mais viva e profunda emoção. Fiquei estático e sem voz. Disfarcei as lágrimas e emoções.
    Mestre Bugué está vivíssimo naquele “moleques músicos. Alguns, não se sabe como, conseguem segurar os próprios instrumentos, sob a regência do “Maestro Eguinaldo Paixão” que foi meu colega de escola e de infância. Hoje somos e estamos uns velhões, uns sessentões e tantos, chorosos e melosos, corações meio baqueados, descompassados e fragilizados, arrítmicos que cresceram ouvindo o mais puro som da bandinha do “seo” Bugué.
    Uma das coisas mais vivas e impressionantes que vi em Itiúba. A cultura continua e tenho sabido que a banda faz excursões periódicas pela Bahia sob a regência competente do também excelente trompetista da minha época e geração, merecidamente seu atual maestro, Eguinaldo Paixão que acumula advocacia e poetagem com a “arte imortal de transmitir os sons”. Melhor, ele continua fazendo com que a memória de “Mestre Bugué” continue aferrada aos nossos corações. Viva a Escola de Música Mestre Bugué de Itiúba.
     Quanto ao mais, que o Senhor me permita ainda ouvir o som daquela bandinha imortalizando dores e saudades gostosas do nosso passado que não pode nem deve morrer.
      Que continue vivendo “Mestre Bugué” em nossos corações.
Santo Antonio de Jesus, 22 de agosto de 2012.

Max Brandão Cirne (75) 8803-1829
ursosollitario@gmail.com

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

NEGROS – LÁ E CÁ


                                                                      
    Minha gente negra da qual sou descendente, hoje apelidada de “afro brasileira” perdeu a sua autenticidade e originalidade.Nos tornamos imitadores baratos na tentativa de nos igualarmos ao branco colonialista. Quem disse que o muro da separação f derrubado?
       Somos misteriosamente um país de racismo sem sermos racistas. Milagre inexplicável. Após sofrer processos de aculturação, fomos meramente domesticados de acordo com a vontade do “senhor de plantão”. Deram-nos umas cotas raciais e sociais, nos tornamos doutores, melhoraram os nossos salários e nos classificaram como pertencentes à classe média.
       A mulher negra brasileira, a mulata tão cantada e decantada em verso e prosa, simplesmente desapareceu do cenário baiano e brasileiro. Está em franca extinção. Não se me venha dizer que a culpaé exclusivamente da chapinha.
        Na Bahia que alguns sociólogos e artistas da enganação tanto  falam, criaram enganações e termos destituídos de pureza, pos despropositais tipo: “negritude baiana”, “democracia baiana””igualdade sem preconceitos” e outras embromações domesticadoras da minha gente de cor, conseguindo ludibriar a “africanidade” acumulando conformismos ideológicos, próprio dos dominadores.
         Nada de presidente, governador, ministros e outros de alto coturno. Puro conformismo.
         Nos EE. UU. O negro é muito aclamado nas competições internacionais, nas guerras como soldados e nos esportes, a exemplo do boxe. Os nossos negros aclamados estacionam no Pelé rico e bajulador de ricos e poderosos, tão racista quanto o mais racista branco, bastando ver que jamais se casou com uma negra. Suas mulheres todas brancas retintas, demonstram quanto um líder abominou a própria origem. Menos enganados e mais conscientizados, ao contrário dos meus irmãos negros brasileiros, descobriram que ao contrário da mulher branca que fazia um ou dois filhos, entenderam que deveriam fazer acima de dez filhos aumentando a população negra, criaram um “cinema negro” ainda na década de 1970 e apresentaram atores negros que se tornaram ícones da filmografia americana, ao contrário do nosso atrasado e subdesenvolvido cinema que só apresenta o nosso negro como favelado, ladrão de galinhas, assaltante e depravado comendo sorrateiramente no fundo da cozinha dos brancos.
    Lá, fizeram mais, elegeram na mais poderosa potencia do mundo um negro que se tornou presidente. Aqui, não votamos em negros. Nossa polícia baiana é composta em mais de noventa por cento de negros que matam e assassinam negros como se fossem formigas, a serviço das classes privilegiadas, continuando ou mais escravizados quanto o senhor branco. Negro na verdade não gosta de negro, deixa-se matar pela polícia baiana e não consegue, o que é pior, se revoltar e exigir seus direitos de cidadão.
      Pleno século 21 a luta terrível continua. Meu sonho de ver uma pátria fraterna parece distanciar-se num conformismo infame em que homens são separados pela cor da sua pele.
      Somos interessantes. Reconhecemos “racismo” no país, porém não temos “racistas”. Ninguém se manifesta enquanto o noticiário aponta humilhações. Até quando?
LEMBRE-SE: ANULE SEU VOTO. VOTO NÃO MUDA NADA. seu voto. Voto nada muda
Max Brandão Cirne 75) 8803-1829
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA


     Tenho acompanhado o julgamento pelo Supremo Tribunal do chamado “mensalão”, desde que teve início. Confesso que com muita preocupação. Naquela paisagem de saberes jurídicos, uma figura cheia de preocupações sobressai sobre os demais pares. Trata-se do Ministro Joaquim Barbosa. Ele possui uma áurea de confiança e decência, preocupação e zelo pelo que se está apurando.
     Todas as vezes que o vejo, conforta-me a alma em saber que sua atuação séria e preocupada demonstra uma vontade de expurgar o país dos malandros que se encastelaram no poder e passaram a gerir a coisa pública como se deles, num patrimonialismo assombroso.
      Não vejo razão para o assombro da imprensa, ao atribuir que a linguagem rebuscada e gongórica dos senhores ministros parece coisa de outro planeta. Não. É mais fácil identificar a falta de conhecimentos linguisticos, pois sabido que no nosso país não mais se fala um português, não castiço porém, de mediana compreensão. A linguagem dos ministros é pautada no saber e no conhecimento da língua, além de ser, evidentemente, a linguagem dos técnicos e dos saberes que são detentores. Somos mobralizados, desconhecedores da língua, pelo que a imprensa se assombra diante da profundidade terminológica dos ministros.
     Ainda outro dia devorei, no Sarah, uma obra de famoso escrito português. Totalmente diferente do que falamos no Brasil. Quem estudou a língua de Camões e apreendeu conceitos básicos e fundamentais, decerto não sente dificuldades em compreender os senhores ministros. Ademais, eles se escudam em saberes técnicos, próprios do meio em que vivem e desenvolvem suas atividades. A questão de fundo é que nossas escolas não prepararam os brasileiros para a leitura, compreensão e interpretação dos significados. As escolas faliram. Se paga a um professor R$1.000,00 mensal enquanto a qualquer político, uma fortuna, que nem mesmo durante toda a vida ele receberia.
      Assim, têm razão alguns membros da imprensa em acusar o supremo de falar uma linguagem distante, eis que as faculdades não estão preparando profissionais capazes de interpretar termos mais rebuscados.
       O julgamento será frustrante, não pela ação de um Joaquim Barbosa. Altaneiro, disposto e corajoso o ministro tem se debruçado zelosamente enfrentando a má vontade de alguns que parecem incomodados com a sua firme e pragmática atuação. Há algo de confortante naquele homem. Sinto-me recompensado ao menos em vê-lo em ação. Viva Joaquim Barbosa.
       Por outro lado, os chamados mensaleiros terão ainda, caso sejam  condenados, outra instância para recorrerem que é o Tribunal Internacional de Justiça. Pois é, em caso de condenação as ratazanas que corroem o dinheiro púbico, terão além de recursos para o próprio supremo, também, a faculdade recursal para o tribunal internacional. Como nosso direito é feito para beneficiar criminosos, pode concluir que a prescrição alcançará a todos. E viva a impunidade brasileira. Republica das bananas esse Brasil!
     Mas, viva Joaquim Barbosa. Exemplo de independência e dignidade.
LEMBRE-SE: ANULE SEU VOTO.
Max Brandão Cirne 975) 8803-1829
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

SARAH – O COLOSSO DO BEM.



       Estive internado no SARAH, unida de Salvador do dia 17 de julho até o dia 03 de agosto. Surpreendi-me enormemente diante do que ali encontrei. Puro exemplo de boa gestão, amor e dedicação. Pensava eu antes de ali chegar que se tratasse de mais um hospital público desses imundos e sem respeito aos pacientes.
       O SARAH é surpreendente não pelas suas instalações físicas, porém pelo tratamento. Não “fui antes porque pensava necessitar de “pistolões”, “o quem indicasse”, ou ainda de algum político com seus famigerados” bilhetinhos”.
        Em primeiro lugar o SARAH é um templo de dedicação e carinho dos seus servidores. Naquele colosso não vi, porque não existem ,placas indicando nem pedindo “silencio”. É dedicado à saúde. Seus corredores são devassados por homens e mulheres conscientizados de estarem quase cultuando como se num templo em si, novas perspectivas de vida e de convivência com ossos gastos, deslocados, cortados e defeituosos.
       Não se vê servidor com cara feia nem amarrada, os maus humores ficam de fora. Os enfermeiros e enfermeiras são verdadeiros anjos de proteção e carinho, aí incluindo as demais categorias de servidores. Logo pela manhã acordamos com o passaredo cantando em estridências matinais desfilando suas cantorias e plumagens de cores e matizes, indiferentes à presença humana, festejando, como se desassombradamente a vida a cada manhã. Há uma simbiose na cidade bruta ao permitir desabrochar um oásis e abrigo ao paciente.
      Os médicos e enfermeiros do SARAH possuem missões definidas de indicar os caminhos da filosofia da amenização das dores nos “pássaros feridos” que ali batem à porta em busca de cura e reposição das atrofiadas asas, novo alento para que reaprendam a “voar”.
       Há uma cumplicidade em tudo e em todos. Ninguém pergunta ao outro porque das muletas nem das cadeiras de rodas. Cúmplices parecem todos entenderem a luz diáfana da compreensão, da função e razão do hospital.
        Peço ao Senhor Deus que não permita que os abutres da política acabem com aquele lugar se imiscuindo aonde jamais deve ser permitido suas nocivas e destrutivas presenças. O SARAH é templo sagrado aonde se cultua o amor, a dedicação, o carinho e o desprendimento. E, diante da magnitude dos templos, só comporta o silencio e a reverencia dos verdadeiros cultores da crença. O SARAH é um templo. E os templos são lugares puros e sagrados aonde se cultua o BEM.
      Entrei com o pensamento de que seria operado. Ledo engano. Ali a cura é pela reeducação, pelo disciplinamento e pela disposição de se confiar nos ensinamentos emanados. Tornei-me um SARAHMANÍACO, posso dizer fanatizado diante de tanta bondade daquela gente cuja identificação é a dedicação respeitosa ao público.
      Sei de meia dúzia de nomes que deixo de citá-los, para evitar a injustiça de não nomeá-los a todos. Entretanto, julgo que devo, pelo menos falar num “grande enfermeiro” da enfermaria 06, José Domingos a quem nomeamos de “nossos anjos da guarda” onde fique, como representante dos demais anjos que nos atenderam.
      Quanto ao mais que viva o SARAH uns mil e duzentos anos.
Max Brandão Cirne
Tel (75) 8803-1829
      

domingo, 8 de julho de 2012

COMISSÃO MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA


       Sob a presidência de Luiza Erundina o seminário de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados se reuniu com transmissão pela TV Câmara, muitos cidadãos nacionais e estrangeiros para apurar os crimes da ditadura.
     Verdades doloridas estão sendo reveladas, como as de que a outra comissão chamada da “Verdade”, não tem demonstrado nenhum interesse, assim como tem participado dos debates ocorridos no aludido seminário.
      Já nos manifestamos sobre a Comissão da Verdade criada com a finalidade de trazer a público fatos ocorridos na noite negra do Brasil. Fato, é incompreensível que os membros daquela comissão ainda não se reuniram para apurar os fatos bem como parece não se mover para a apuração que a pátria reclama.
      Atuação suspeita pelo desinteresse e inércia, nega aos brasileiros passar a limpo os acontecimentos ocorridos, bem como permitir que a memória não seja apagada, a verdade não seja esclarecida e a justiça não se faça.
      Em total descompasso com o Tribunal Internacional e, diferentemente dos demais países envolvidos que apuraram e puniram os generais criminosos, o Brasil parece sofrer de letargia. Ainda esta semana um dos mais sanguinários generais, Jorge Rafael Videla do Chile, foi condenado há mais 50 anos pelas crianças arrancadas dos seus pais privados de liberdade e entregues aos seus asseclas e colaboradores.
     O período de 1946 até o governo militar de 64, nos parece longo em demasia. Ora, é sabido que o golpe foi dado pelos militares que o encabeçou coadjuvados por muitos civis. Por aí se vê que a ditadura sangrenta aqui instalada, evidentemente não pode ser de responsabilidade apenas dos militares.
      Por outro lado a famigerada “Operação condor” envolvendo Uruguai, Argentina, Chile e Paraguai, criada para suprimir as vidas dos dissidentes, sabe-se hoje, teve a supervisão e coordenação dos militares brasileiros que, sob as orientações da organização terrorista CIA deu total apoio logístico.
      Será preciso, ademais, que os governadores dos estados-membros sejam também responsabilizados, pois foi através deles que as populações foram caladas, suprimidos muitos, além de terem se enriquecido eles e seus familiares, devendo trazer a lume suas ações, pois os militares isoladamente não seriam capazes, sem a sua anuência, apoio incondicional e subserviente.
      A anistia deverá ser desconsiderada, por lhe faltar legitimidade, por ser auto anistia e por ter sido votada por um Congresso absolutamente dependente das orientações dos militares. Pretenderam se perdoar dos crimes que cometeram. É mais que vergonhosa a ação dos parlamentares do período, em que raras exceções aplaudiram entusiasticamente a chamada “redentora”. Além de perpetuarem crimes, criaram mecanismos como o de crimes conexos, o que é um absurdo jurídico, tratando qualquer delito como se fosse de natureza política.
      Não se trata de vingança, mas de justa reparação, devendo ser trazidos os fatos e aquele período ao conhecimento, pois é impossível que um país continue sem memória, as pessoas não tenham o verdadeiro alcance do quanto os delinqüentes, em nome do Estado Brasileiro praticaram sem medidas éticas, tudo para assegurar poder, dinheiro e fama à custa do povo.
     A famigerada Operação condor com todos os seus desdobramentos há de desvendar os crimes de nacionais e estrangeiros que foram suprimidos aqui e lá fora, como política de estado e de dominação, de supressão de dissidentes e dos que contestavam a ditadura.
     Servirá a apuração, para mudar os rumos da história. E, se em nada der, veremos a história ser reescrita nos seus pormenores, desmascarará muitos serviçais lambe-botas e seus parentes, cujos nomes serão execrados em letras garrafais. E isso em si já é uma punibilidade.
     Repito. Não acredito na tal Comissão da Verdade que até aqui não se manifestou, mesmo porque, alguns dos seus membros estão sendo acusados de suspeitos, não procuraram até o momento apurar nada, enquanto o tempo não lambe com os seus pijamas amaldiçoados, aqueles cabecilhas que trouxeram para o Brasil tanta dor e tanta infâmia em nome de uma doutrina de segurança nacional que, no final das contas, não passou de assegurar privilégios aos Estados Unidos da América.
      E que sirva de lição aos evangélicos, meus irmãos que coonestaram, pelo silencio, as infâmias da ditadura.
       Viva a Comissão de direitos Humanos. Dela se espera muito, em especial os socialistas e humanistas.
LEMBRE-SE: ANULE SEMPRE SEU VOTO.
MAX BRANDÃO CIRNE